quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Banalização do Amor

Todos esperam encontrar “o amor da sua vida”. Todos querem amar e serem amados. Muitos pensam que amam. Mas o que é o amor?
Amor diferentemente da paixão, não é um sentimento avassalador. Talvez o ditado “amor a primeira vista” seja o grande vilão da história que leva principalmente as mulheres, logo nos primeiros encontros, a declararem aos seus parceiros seu amor. Mas que amor? Isso é paixão! Paixão que mexe com agente a primeira vista.

Paixão que é avassaladora. Às vezes é amizade disfarçada de paixão que também é confundida com desejo, com Tzão.

O “eu te amo” esta banalizado. Divirto-me aos escutar juras de amor de casais de recém-namorados, de pessoas que ainda estão se conhecendo. Em poucas semanas, as juras de amor são trocadas. Projetos de uma vida a dois são sonhados juntos e mal se conhecem. O “eu te amo” proferido forma a imagem de compromisso, de responsabilidade e na grande maioria das vezes ninguém está pronto para se comprometer sem antes conviver.

Encontros casuais de “baladas” e bares carregam a imagem de descontração e falta de compromisso, são apenas para curtir. Lugares assim servem para “ver e ser visto”. Contudo dificilmente um relacionamento iniciado nesses locais vai à frente, se sustenta durante muito tempo. O amor é algo que não chega pronto. Não surge de um dia para o outro. Ele é construído, formado na convivência do dia-a-dia, no companheirismo e complementaridade.

Assim mulherada que quer encontrar um grande amor, não adianta se produzirem ao máximo, ficarem lindas, maravilhosas e saírem somente para baladas e irem ficando com o maior número de homens que lá estão. Saiam dessa roleta russa. Concentrem-se no dia-a- dia. Fiquem exuberantes para visitar uma amiga, irem trabalhar ou

praticar seu hobby preferido, pois é na identificação, na afinidade de valores e de gostos que irá se construir seu grande amor.

Ah… não confunda construir seu grande amor com moldar o gatinho que você conheceu e sentiu o maior Tzão ao seu príncipe encantado. Ninguém muda ninguém.
Veja-o como ele realmente é e decida se vale à pena ou não.
Veja se os prós pesam mais que os contra, porque ambos andam sempre de mãos dadas, não se iluda.
Não se veja no outro. Não projete seus sonhos e complexos no outro. Veja-o como ele é.
Não queira que ele seja igual a você.
Ele é ele. E você é você!















segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Obesidade Mata

As condições de vida mudaram muito, em todos os sentidos, nos últimos séculos e apesar dos governos quererem atribuir a obesidade apenas ou caracterizar como principal culpada da obesidade a estrutura genética, afirmo que não é tão simples assim. A obesidade é considerada doença crônica com prognóstico de vida comprometido. O país te, colhido sucessos na redução de mortes por doenças crônicas( 17%), incluindo males cardiovasculares, respiratórios e cânceres. Em parte, essa vitória se deve a redução de fumantes que em 20 anos caiu de 35% pra 16% da população adulta. Exceção à regra temos a diabetes tipo 2, doença deveras associada à obesidade, a qual tivemos um aumento de 10% durante os últimos 10 anos. Se pesquisas mostram que emagrecer é relativamente fácil, manter que é o difícil, recuperando o peso ou até mais em até um ano de relaxamento do regime. A obesidade é multifatotrial, englobando herança genética, herança ambiental, causas endocrinológicas, fatores sócio-culturais e psicológico/emocional. Por isso, apenas tentar remediar com ações educativas que estimulem a atividade física não irá resolver o problema da obesidade. É possível sim “evitar o imperativo de uma predisposição biológica”. A própria terminologia reflete isso: PREdisposição e não IMposição.

Toda essa legítima preocupação com a obesidade, por vezes pode ser levada de forma exagerada por alguns pais, submetendo suas crianças as restrições alimentares prejudiciais. Apesar de ser um fenômeno raro, cada vez mais, mães estão colocando seus bebês de dieta e acabam suprimindo totalmente carboidratos ou outros nutrientes importantes para o equilíbrio hormonal e para o crescimento. Em geral, por observação dos médicos pediatras, “mães obcecadas com seu próprio peso, são as que “torturam” seus bebês na alimentação”. Mauro Fisberg, especialista em Nutrição Infantil, afirma que há dois tipos de pais que submetem seus bebês as dietas: pai obeso e/ou pai ortoréxio (mania de alimentação saudável), que vetam carne e doces em favor de produtos light e/ou naturais. Tais restrições inadequadas podem levar a deficiência de ferro(falta de carne), desequilíbrio hormonal (falta de gordura) e baixo crescimento, hipoglicemia e alterações no metabolismo(falta de carboidratos).

Assim sendo, apesar da crescente taxa de sobrepeso e obesidade inantil, isso não significa que o bebê deva ser colocado de dieta como se fosse um adulto. Deve-se sim limitar o volume, mas se ela come compulsivamente deve-se pesquisar o motivo e buscar ajuda profissional de pediatras, nutricionistas e psicólogos que trabalhem com obesidade. O indicado é uma dieta saudável e balanceada, na qual se pode comer de tudo na quantidade certa e preparo adequado.


Dados retirados da Folha de São Paulo e do site: http://www.abcdaobesidade.com.br/

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

As mulheres estão mais sozinhas?

Novamente este texto foi emprestado do http://www.manualdasencalhadas.com.br/ mesmo sendo de minha autoria. Agradeço a Thati pela oportunidade.

A impressão que temos é que hoje o número de mulheres solteiras, sozinhas e encalhada, as famosas “pra titias” são um número muito maior do que em outros tempos. Em rodas de amigas, nos consultórios, na maior parte dos lugares essa reclamação parece ser a tônica dos assuntos. E a queixa comum é a falta de compromisso masculino. Contudo, as pesquisas indicam exatamente o contrário: hoje o índice de nupcialidade (numero de casamentos divididos pelo numero de habitantes maiores de 15 anos de idade X mil) é maior do que há 50 anos atrás. Em apenas 10 anos houve um aumento de 7 pontos percentuais.
Casam-se mais, porém mais tarde. E também se arrependem mais em terem se casado. Apesar de comentarem que há mais felicidade que infelicidade no casamento, 30% das casadas se dizem arrependidas. E destas 32% têm filhos.
Como podemos analisar essa contradição? A pesquisa não faz referencia se desrespeito ao primeiro casamento, ao segundo ou terceiro. Ou seja, a facilidade do divorcio pode ter elevado a taxa de nupcialidade. Segundo, as inúmeras mudanças no comportamento feminino podem dar a falsa idéia de que hoje elas estão mais solteiras quando na verdade, hoje elas se sentem mais livres e seguras para expressar seus anseios, desejos e desilusões do que antes. Ainda, com movimento feminista, a descoberta e uso do anticoncepcional impulsionaram o avanço da mulher à esfera profissional, tirando-a do enclausuramento doméstico, do fazer braçal e silencioso para as escolas, universidades e níveis de doutorado, obtendo mais educação do que os homens em países desenvolvidos.
Toda essa mudança de atitude e de comportamento, como qualquer outro requer uma mudança de pensamento. E a mulher mudou muito e muito rápido. Muito mais rápido do que os homens mudaram.
Hoje há um número maior de domínio da vida pelas mulheres, tornando-as mais autônomas e exigentes para se satisfazer. E a isso podemos incluir os seus pares, pretendentes, namorados e maridos que por não terem acompanhado no mesmo ritmo tais mudanças, por vezes podem se sentirem perdidos na insegurança, sem reconhecerem seu lugar na vida feminina.
O que antes era claro e sabido hoje não mais o é. O homem sabia qual era a sua função, o seu papel na sociedade. Como deveria agir, o que era esperado dele etc. Cabia ao homem conquistar declaradamente uma mulher, defende-la e prover o mínimo necessário para constituição e manutenção de uma família.
Hoje o homem é conquistado e as mulheres são muito mais agressivas, explicitas e enfáticas nesse jogo de sedução. A fragilidade feminina deu lugar a mulheres destemidas que avançam de igual para igual em todas as áreas profissionais e políticas, deixando bem para trás o antigo papel social e econômico feminino, uma vez que elas já conseguem se manter e muitas vezes ser arrimo de família .
Ou seja, o jogo mudou e a maioria dos homens ainda não se adaptou a ele. Todas essas mudanças podem intimidá-los e inibi-los a exercerem seu antigo papel social, conquistar-nos Essa dificuldade em se adaptarem expõe homens mais inseguros e descompromissados com relacionamentos mais duradouros. Talvez os homens ainda gostem das mulheres à moda antiga as quais, ao protegê-las se sentem mais fortes e necessários.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Alerta da AIDS no Brasil

A incidência da AIDS voltou a crescer, porém está abaixo dos maiores picos ocorrido em 2001/02/03, confirmando que a nossa campanha é boa, porém agora deve ser adequada a outra faixa etária. O aumento da doença se deu principalmente entre os jovens de 13 e 24 anos de idade, apesar do aumento do uso do preservativo. Também foi maior entre os idosos, maiores de 60 anos. Contudo a transmissão mãe-bebê caiu. Ainda não se sabe o porquê desse aumento. Uma das hipóteses seria o aumento dos testes que identificam a AIDS. Contudo é certo que mais pesquisas devem ser feitas para identificar a causa desse aumento para melhor nortear as novas campanhas. O que nos tranqüiliza é que mesmo tendo esse aumento, segundo o governo, a doença está “estabilizada”.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sobrepeso infantil pode causar estragos para a vida toda

Além das diversas doenças associadas à obesidade que vinham acometendo cada vez mais crianças, cada vez mais nova, os quilos extras podem alterar o sistema musculoesquelético, causando dores e propiciando a artrose precoce. E aqui cabe o alerta: não estamos falando de crianças obesas que perfazem 14,3% da população entre 5 a 9 anos. Estamos falando de crianças com sobrepeso, ou seja, com um 33,5% das crianças nessa faixa etária. Não só a obesidade como o sobrepeso na infância e adolescência prejudicam o processo de alinhamento do geno, causando deformidades que podem levar a dores e desgastes das articulações, predispondo à artrose no futuro. Ainda o excesso de peso durante o desenvolvimento do corpo favorece também à cifose, lordose e rebaixamento do arco plantar. Essas alterações podem iniciar um círculo vicioso uma vez que prejudicam as atividades físicas, levando ao sedentarismo, que favorece a obesidade.

Em geral que sofre com excesso de peso tem uma alimentação desbalanceada e acaba tendo uma má alimentação por escolhas erradas. “Muitos trocam leite por refrigerante, queijo por biscoito, almoço por sanduíches e tem baixa ingestão de cálcio e vitamina D, importantes para a saúde óssea.” (Annie Bello, nutricionista da UERJ)


Para saber mais sobre obesidade infanto-juvenil acesse: http://acessa.me/8zt
Doenças associadas à obesidade infanto-juvenil: http://acessa.me/8zu
Aspectos psicológicos da Obesidade infanto-juvenil: http://acessa.me/8zw
Tratamentos da Obesidade infanto-juvenil: http://acessa.me/8zy
 Dados retirados da Folha de SPaulo C8 do dia 13/12/2010 e do site ABC da Obesidade: http://acessa.me/8zz



segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mulheres solitárias e fofas

Analisemos. A grande maioria das encalhadas atribui sua solidão à sua aparência, mas pode ser um ledo engano... ou não.

Vejam por que!

Estatisticamente é sabido que há muito mais mulheres no planeta Terra do que homens. Quase em todas as cidades, com raras exceções, a proporção de homens e mulheres é bem desigual, sendo que a mais baixa está 1:3. Assim sendo, ou seremos traída, seremos a outra ou ficaremos sozinhas. Não excluo a possibilidade de termos relacionamentos saudáveis e monogâmicos, mas isso todos sabem é ainda muito mais raro.

Comportamentos semelhantes foram encontrados em peixes e pássaros ao que as pesquisas realizadas pela Dra. Melissa Burkley, da Universidade Estadual de Oklahoma apresentaram. Mulheres solteiras preferem homens comprometidos havendo uma maior atração sexual quando cientes dessa condição deles. Essa preferência aumenta ainda mais as chances de encontrarmos mais mulheres sozinhas e aumentar a desigualdade de homens para mulheres.

Com o exposto acima poderíamos atribuir como falsa a associação do peso a solidão feminina, contudo existem outras questões relevantes.

Outro fator que contribui para a falta de comprometimento numa relação é o que o polêmico pensador francês, Guy Debord descreve como a “sociedade do espetáculo”, na qual os encontros se apresentam cada vez mais como efêmeros e descartáveis.

Os vínculos são mais virtuais que reais e com as imagens erotizadas, idealizadas por pseudo desejos que acabam por esvaziar a interioridade do ser, a individualidade massificando-as num objeto de consumo coletivo no qual o afeto é desvalorizado e o “Belo” não é mais o mesmo de Platão. (Belo identificado com o bem, com a verdade e a perfeição) O importante é a realização de desejos imediato e carnal, sendo aqui o desempenho o ator principal.

Cada pessoa é um Universo único, particular e personalizado. Cada pessoa pensa, sente, fala e se movimenta de maneira que lhe é própria e que corresponde à imagem que faz de si mesma e a qual quer ser vista. Ou seja, a nossa auto-imagem, o nosso corpo está intimamente ligado à nossa auto-estima.

E agora também podemos afirmar que as “solteiras encalhadas” estão certas ao afirmarem que o seu peso influencia na sua condição romântica, porém não da forma que pensam.

Se “todos os nossos sentimentos se expressam no corpo”, (frase de Aristóteles) o excesso de peso denuncia alguma dificuldade de natureza psicológica (baixa auto-estima), já que é intrínseca a ligação do corpo com o emocional. A desculpa de que não são amadas e desejadas é transferida para a insatisfação com o corpo porque não conseguem assumir ou desconhecem a insatisfação de outros aspectos pessoais que não físicos, estando impossibilitadas de se conhecer, assumir-se, se respeitar, confiar e gostar de si mesmo e do modo de vida que levam.

Por fim, o que quero dizer com tudo isso é que, em nada tem haver a “solteirice encalhada” com o aspecto físico, porque graças a Deus, há um universo de gostos, dando a possibilidade de altas e baixas, gordas e magras, todas as raças, todas as mulheres com suas peculiaridades serem desejadas e amadas, desde que se amem, se gostem e se valorizem.

Conselho: Querem desencalhar? Conheçam-se! Tenham atitude!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pensamento


Acordo, durmo, sonho, acordo...

e meu pensamento vira e mexe

escapa do agora

e percorre o tempo

a procura da tua imagem,

te encontra, divaga...

Por vezes tento domina-lo,

mas no máximo seguro o ato,

o pensamento escapa, foge

livre sem sensura voa,

vai na tua direção...

Sigo em frente tentando não pensar,

mas teimoso,

fica a relembrar

entre tantas e tantas coisas,

é você que ele vai buscar

Quanto mais tento adormece-lo

e assim te esquecer,

indo á novos lugares

conhecendo outras pessoas ,

ele volta e trás o passado

e por mais que me contrarie

associa qualquer coisa, tudo

á tua voz, ao teu cheiro,

teu jeito, teu sorriso...

Por vezes ele se torna tão forte,

que domina o ato,

mas não o espaço, o tempo

e como não pode te ter no momento,

pensa em levar o momento até você.

Pretencioso esse pensamento

tenta assim me levar até você

Convencido também ele é,

acredita que contagia quem ele quer...

Quer se fazer de tolo

esquece que não é contagioso

e que mesmo sendo insistente

desse mal não se padece...

Qualquer hora,

mesmo sem saber quando,

como e porque

ele vai perceber que corações

não são reféns do pensamento.

Que não existe estratégia,

que não adianta perseverar

e aos poucos,

vai seguindo outro rumo,

devagarinho,

vai esquecendo o caminho

pra te encontrar.



Autor desconhecido