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sábado, 29 de setembro de 2012

29 de Setembro - Dia Mundial do Coração



É possível mantê-lo saudável!
 
 “Atualmente as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em nosso pais…e continuarão sendo a primeira causa em mortalidade até o ano de 2050.” 
 
Estudo Internacional constatou que em 90% dos casos os fatores de risco que levam ao infarto do miocárdio são a presença de hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado (presente em quase todos os obesos), tabagismo, obesidade abdominal e estresse de forma isolada ou associados entre si.
O segredo, segundo o Dr. José Leão, é manter a atenção sobre o estilo de vida e ser perseverante.
Por outro lado, como ensina o médico, alguns comportamentos são protetores, sendo que a presença está associada a uma menor probabilidade de desenvolver o infarto. São eles: consumo diário de frutas e verduras, baixa ingestão de álcool e atividade física regular.
Recomenda-se que os check-ups de coração comecem a partir dos 20 anos de idade ou caso apresente algum sintoma sugestivo de problemas cardíacos, tais como dores no peito (angina) desencadeadas pelo esforço físico ou emoções, aliviadas com repouso; falta de ar e inchaço nas pernas ou pelo corpo; sensação de alteração do ritmo cardíaco associado ou nãop a palpitação e desmaios etc.
“Também deve procurar o Especialista, a pessoa que tenha um familiar direto, pai/ com idade igual ou menor de 55 anos ou mãe com idade igual ou menor de 60 anos que tenham apresentado infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral ou morte súbita”.

 
 

Fonte: Folha de S.Paulo, Folha de Alphaville e Hospital Albert Einstein

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Trocas inteligentes


Todos os dias, ao acordarmos nos deparamos com algum tipo de escolha. Levantar ou não levantar? Tomar café ou não tomar café? E se tomar, o que irei escolher para o meu desjejum? Um pouco depois uma nova decisão a tomar: que roupa usar? E assim vai durante todo o dia.

Algumas decisões nos passam despercebido por já fazerem parte do nosso dia-a-dia. Já estão no “automático”. Outras, por vezes, nos requerem um momento de reflexão. Algumas ainda, decidimos no impulso, sem pensar. E outras optamos por serem decididas pelo coração. Mas e o que dizer daquelas decisões que domamos pelo estomago?
Ou pior... pelos “olhos maior que a barriga”?

Apesar de ouvirmos falar, cada vez mais, sobre obesidade como uma preocupação de saúde pública, como sendo uma PANDEMIA que já se alastra por quase todo o mundo e que seus índices são alarmantes, aos fazermos nossas escolhas desconsideramos todos esses fatos.

Mesmo ao escolhermos os alimentos para nossos filhos, por vezes, esquecemos que a criança não tem noção do que é ou não nutritivo. Do que deve ou não comer e oferecemos à ela, apenas alimentos da nossa preferência, o que nem sempre é o mais nutritivo.

Segundo a pediatra Virgínia Weffor, a criança deve ser apresentada ao maior número de alimentos possíveis até os três anos de idade, já que dos três aos cinco, ela passará por uma fase em que recusará novidade. Isso porque pesquisas indicam que para uma criança, diferenciar um sabor novo se é de seu agrado ou não, terá que experimenta-lo no mínimo 10 vezes.
Lembrando que uma criança que chega à adolescência obesa tem 80% de risco de se tornar um adulto obeso.
O combate à obesidade deve se iniciar ainda no ventre materno, com o cuidado da gestante. Pesquisas indicam que gestantes obesas tenderão a ter crianças com maiores chances de excesso de peso. Incentivo à amamentação, retardando a entrada de farináceos e açucares na alimentação da criança. Melhoria da qualidade dos lanches escolares. E mais atividades físicas voltadas para crianças. Esses são alguns pontos do Plano de Ações e Estratégias Para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Um Plano de política pública.
Mais de 33,5% das crianças de cinco a nove anos estão acima do peso, segundo IBGE de 2008/2009. Entre jovens de 10 a 19 anos de idade esse número é de 21,7% de meninos e 19,4% das meninas estão com sobrepeso.

Não dá para ficar esperando que só o Governo faça alguma coisa. E o que você pode fazer em casa?
Além de incentivar a prática de atividade física, que podem reduzir em 30% de chances a ocorrência da obesidade, providenciar que alimentos saudáveis estejam disponíveis, sempre ao alcance das crianças como frutas e legumes cortados prontos para o consumo, realizar trocas inteligentes.
Trocar o fast food que não tem vitaminas e minerais e é rico em gordura saturada e sódio por sanduiches caseiros. Refrigerante por sucos.

Os famosos pacotes de salgadinhos que são ricos em gorduras e sódio, além de possuírem 15% das calorias totais diárias, por pipoca de panela ou torradas com patê caseiro.
Macarrão instantâneo, com alto teor de sódio e excesso de gordura saturada, além das altas calorias e dos corantes, por macarrão com temperos caseiros.

A famosa pizza com refrigerante, que 2 pedaços + 1 lata possuem em média, 541Kcal por 6 unidades de charuto de repolho + 6 unidades pequenas de charuto de uva + ½ pão sírio + 1 colher de sopa de homus com um copo de suco de maracujá com adoçante, com somente 348Kcal.
Até o cereal matinal dá pra ser substituído por conter muito açúcar e amido, carboidrato com baixo teor de fibra, ainda acrescido de leite integral, por uma vitamina de frutas com leite desnatado e 2 biscoitos recheados ou 4 sem recheio. Ou ainda um pão integral com queijo. Ou um iogurte de frutas picadas.

Cuide do seu corpo, cuide da sua saúde...
Escolha o melhor...
Faça troca inteligêntes!!!

 

 

 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Para todo o sempre


A tentação em resolver o excesso de peso sem esforço e em curto espaço de tempo é enorme e difícil de resistir, ainda mais sabendo que “gordinhos(as)” tendem a buscar “soluções mágicas”e que querem “ser emagrecidos” e não emagrecer assumindo e se comprometendo com o processo e mudanças necessárias para obtenção do resultado desejado, criou-se os shakes. Com a promessa de serem substitutos nutritivos e de baixa caloria para as refeições, os shakes foram criados em 1980 nos EUA, com a promessa de conseguir acabar com a guerra contra balança. Contudo, uma dieta equilibrada e não restritiva é fundamental para alcançar e, principalmente, manter o peso ideal a longo prazo, acabando com o indesejado “efeito sanfona”.


Sefundo, o Dr. Antonio Herbert Lancha Jr. Chefe do Laboratório de Nutrição e Metabolismo Aplicado à Atividade Motora da Universidade de São Paulo (USP), não é recomendável tomar esses shakes por conta própria, sem orientação, deve-se consultar uma Nutricionista, além de um Endocrinologista. Ainda assim, mesmo sob orientação o uso do Shakes deve ser limitado a uma refeição por dia. E as demais refeições devem ser completas, de modo a suprir as carências nutricionais.

Dr. Lancha Jr., ainda pondera que “o uso do Shake não corrige os problemas causados por uma alimentação irregular e de má qualidade. Passado algum tempo, se não houver reeducação alimentar, a pessoa volta a engordar”.

O porquê se come errado que deve ser investigado e tratado. A mudança necessária para se levar uma vida saudável que devem ser estudadas para que a perda de peso e manutenção do peso adquirido se mantenham para todo o sempre.

De nada adianta querer restringir ao máximo os alimentos, já que ninguém aguenta viver em privação apara sempre. E que ainda consiga, terá perda de nutrientes importantes, uma vez que nenhum nutriente deve ser excluído, seja ele carboidratos, lipídios, proteínas, gorduras, vitaminas ou minerais. Todos são importantes e cumprem uma função para o organismo dentro das medidas e quantidades certas.

O engorda e emagrece constante, além de dificultar cada vez mais o emagrecimento, ainda pode levar a variação de pressão arterial, problemas de glicemia, resistência à insulina e colesterol alterado. O melhor é a reeducação alimentar.

A nutricionista Cíntia C. Gimenes, alerta que “o emagrecimento rápido e sem orientação, pode causar perda de massa muscular, água, eletrólitos e minerais em vez de gordura, além de desregular o metabolismo, ficando mais lento”. É importante considerar as diferenças individuais e alterar a rotina, para tratar o sobrepeso e obesidade com adoção de uma vida mais ativa e uma dieta equilibrada, não por um curto espaço de tempo, mas para todo o sempre.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Para começar bem o dia





Algumas pessoas tem o hábito de, após levantar-se não se alimentarem. E só irão fazê-lo na hora do almoço.

Péssimo hábito!

Pular refeições é péssimo para o organismo que entende que irá faltar “combustível” e passa a economizar o casto calórico e super aproveita os nutriente e, pior, gorduras e açucares, da próxima refeição, que por ter se privado da refeição anterior acaba comendo mais na seguinte.

Mais grave ainda se essa refeição for o café da manhã. Tomar um bom café da manhã significa repor as energias gasta durante a noite. Energias essa que serão necessárias nas atividades diurnas. Pular essa refeição pode gerar irritabilidade, fraqueza e desconcentração.

A nutricionista Carla Yamashita, do Fleury sugere como ideal um café da manhã composto por fibras integrais, carboidratos e proteínas. “Segundo ela, as fibras são importantes para o funcionamento intestinal, controle do colesterol e da glicemia”.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Paradoxos


Brasil, o país do paradoxo: mais de 45 milhões de pessoas desnutridas e/ou com anemias, levam o governo federal a criar o Fome Zero e do outro lado mais de 70 milhões, por volta de 40% da população adulta (IBGE) apresentam excesso de peso, sendo que encontramos mais de 8% de homens e mais de 12% de mulheres com obesidade em algum grau.

São aproximadamente 80 mil mortes associadas à obesidade. Não se trata de estética ou pré-conceito, mas de saúde. É ledo engano achar que um gordo pode ser saudável. Não por muito tempo. Com o avançar dos anos irá adquirir alguma doença associada que poderia ser evitada caso mantivesse o peso normal.

A obesidade pode ter início em qualquer época da vida. Contudo é notório que a obesidade infantil esteja aumentando vertiginosamente. Segundo OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) nos últimos 20 anos houve um aumento de 240% de obesidade entre crianças e adolescentes brasileiros.

A obesidade infantil se inicia com os pais, mesmo que estes não apresentem excesso de peso ou obesidade. Estima-se que 30% da gordura corpórea sejam de determinação genética. Herda-se uma pré-disposição, uma probabilidade, mas é um ambiente facilitador que disponibiliza a manifestação da obesidade. Alguns pediatras creditam a obesidade ao desmame precoce que pode levar a introdução inadequada de alimentos suplementares. Porém o desmame tardio, pode igualmente levar ao aumento de peso pela dependência e associação da comida com alguns estados emocionais desfavoráveis. Para o Ministério da Saúde, o Brasil está passando por um período de transição nutricional. Trata-se do abandono de hábitos alimentares saudáveis (o consumo de frutas, verduras e cereais), e da adoção de uma dieta pobre nutricionalmente, rica em sal, açúcar, gorduras e poucas fibras.

Hoje temos muito mais conforto, variedade de produtos e melhores condições de adquiri-las. Mas, exatamente esses fatores em conjunto com menor número de filhos por casal ou filhos únicos, pais tardios e o ingresso da mulher no mercado de trabalho acaba favorecendo a uma superalimentação como forma de superproteção. Na adolescência, o fator mais relevante encontrado foi o sedentarismo estimulado principalmente pelos adventos da modernidade e pela falta de segurança.

O paradoxo está também na questão econômica: quanto maior o poder aquisitivo, maior a obesidade, principalmente entre homens (principalmente entre os executivos) e adolescentes. Curioso é que, os alimentos mais saudáveis são mais caros para serem adquiridos e demandam mais trabalho para serem consumidos, remetendo-nos ao antigo preceito de acumulo de riquezas representado pelo acumulo de gordura corporal.

Entre as mulheres ocorre exatamente o contrário. A obesidade é mais frequente entre as mulheres de menor renda. E aqui novamente podemos supor que estão envolvidos conceitos cristalizados da mulher magra como símbolo de competência e sucesso profissional contrastando com o símbolo de mulher dona-de-casa e corpo corpulento.

Outro fator interessante a ser notado é que a concentração de pessoas com excesso de peso, esta localizada, na sua grande maioria, nas cidades, nos centros urbanos, nas quais se encontra maior oferta de trabalhadores domésticos, fácil acesso aos produtos saudáveis e diversidade de centros de emagrecimentos como médicos, academias, spas e outros.

Tanto o maior poder de renda e a urbanização encontram-se na região sudeste e sul do país, a mesma na qual se encontram o maior número de obesos.










sexta-feira, 23 de março de 2012

S.O.S Papais


Em 20 anos a taxa de sobrepeso infantil mais que dobrou. Estamos construindo uma tragédia futura, uma geração de adultos doentes, obesos, hipertensos e diabéticos.


Uma em cada três crianças com idade entre 5 e 9 anos apresenta peso acima do recomendado pela OMS(Organização Mundial de Saúde), segundo pesquisa do IBGE. O sobrepeso atinge hoje, 34,8% dos meninos e 32% das meninas. Já a obesidade aparece em 16,6% dos meninos e 11,8% das meninas. Entre Os jovens de 10 a 19 anos 20% eram obesos. Entre as crianças e adolescentes, a velocidade do aumento do excesso de peso está muito maior do que nos adultos. Isso tem haver com múltiplos fatores, genéticos, culturais e sociais. Contudo, a obesidade se inicia com os pais, mesmo que estes não apresentem excesso de peso ou obesidade.

A obesidade se inicia com os pais não só porque estes são modelos para as crianças e pela força da genética, mas porque podem sentir dificuldade em identificar as necessidades do bebê, condicionando-o a receber alimento frente a qualquer mal estar, além da fome criando uma dependência emocional e associação da comida com estados emocionais, reforçado ainda mais pelo desmame tardio. Igualmente prejudicial é o desmame precoce, porém pela introdução inadequada de alimentos suplementares.

Para o Ministério da Saúde, o Brasil está passando por um período de transição nutricional. Trata-se do abandono de hábitos alimentares saudáveis (o consumo de frutas, verduras e cereais), e da adoção de uma dieta pobre nutricionalmente, rica em sal, açúcar, gorduras e poucas fibras. O que se vê é uma inversão nutricional.

Além dessa inversão nutricional, existem questões culturais e sociais que contribuem para o desenvolvimento dos distúrbios psicodinâmicos instalados nos hábitos infantis. A questão cultural e até econômica levam as crianças e os jovens a passarem mais tempo sozinhos sem supervisão de um adulto tendo livre acesso e a disposição um arsenal de alimentos industrializados como bolachas, chocolates, balas, danones etc. que são consumidos na quantidade e na hora que bem entendem, na maioria das vezes sem critérios adequados, usando como referência a vontade. Muitas vezes esses alimentos são consumidos para substituírem a presença e carinho das mães que, hoje, trabalham fora. E a questão social, permeia o crescimento da metrópole, na qual todos andam com pressa, acelerados e a falta de segurança, confinando cada vez mais as crianças dentro de casa, aumentando o sedentarismo, já que as crianças ficam sentadas, presas em frente a TV, computadores e videogames.

Mudar o hábito alimentar é complexo, e campanhas ajudam, mas não bastam, é necessário acompanhamento multidisciplinar. O tratamento da obesidade infanto-juvenil para obter sucesso deve contar com a colaboração dos adultos. Os pais, professores e profissionais multidisciplinares. O tratamento inicia-se na reeducação alimentar familiar. Os pais além de servirem de exemplo para os filhos são os responsáveis pelo que entra em casa e vai para o prato da criança. A presença de obesidade familiar determina não só uma tendência genética, mas uma preferência por alimentos mais gordurosos e uma dieta mais calórica. Cabe aos pais influenciar seus filhos sobre a ingestão e crença alimentar, estratégias de autocontrole e suporte social para combater o excesso de peso. Apesar de ser importante, não basta as escolas ensinarem e oferecerem a criança uma alimentação saudável desde os primeiros anos de vida, período no qual ocorre a formação do hábito alimentar, se em casa só lhe é oferecido alimentos pouco nutritivos. É mais eficiente em longo prazo influenciar na qualidade do alimento do que na quantidade. Influenciar na reeducação alimentar, sugerindo alimentos mais nutritivos e menos calóricos, traz resultados mais satisfatórios devido à alteração do hábito alimentar e porque treina a criança e/ou adolescente a perceber a própria saciedade. A promoção do hábito alimentar saudável em crianças deve ser continua para prevenir a obesidade e garantir uma alimentação com qualidade ao longo da vida.



Fonte: site ABC da Obesidade, Jornal Folha de S.Paulo, C4 (06/03/12) e Jornal Folha de Alphaville (15/03/12)

Leia mais sobre obesidade infantil: http://migre.me/8oQ06

Doenças associadas infantis: http://migre.me/8oQ6M

Aspectos psicológicos da obesidade infantil: http://migre.me/8oQ8n

E tratamentos à obesidade infantil: http://migre.me/8oQ9v









quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A quantas anda seu coração???

O coração humano é uma bomba!






Podemos usa-lo em metáforas, e aí ele pode ser uma bomba quando dizemos que estamos de “coração partido” ou algo doce e agradável ao nos sentirmos apaixonados. Em ambas situações, metaforicamente ou não, ele tem importância vital para o bom funcionamento do nosso organismo e em nosso bem-estar.



Todas as emoções parecem ser sentidas pelo coração, ainda que direcionadas pela razão já que é a razão que dá sentido ao amor perdido. Ela que traduz “o que os olhos vêem...” para o coração que sente.



Desde as culturas antigas, o coração já se encontrava associado as emoções. Talvez porque ainda não conheciam as funções do cérebro e o coração é um órgão que percebesse a váriação do funcionamento conforme as emoções. Assim sendo, não aja por impulso, pense, repense e analise seus sentimentos para bem cuidar do seu coração. Isso porque ele não é apenas um receptaculo de emoções, mas um múscilo oco, do suistema circulatório, que se localiza no meio do peito, sob op osso esterno, ligeiramente deslocado para esquerda, responsável por alimentar todo nosso organismo através do bombeamento do sangue, que circula pelo nosso corpo.



Num estado emocional passivo, o coração bombeia o sangue por todo o organismo em 45 segundos. Batendo cerca de 110 mil vezes por dia bombeando, aproximadamente, 5 litros de sangue careregado de nutrientes e oxigênio necessário às nossas células.



As emoções podem influir no estado do coração, mas o perigo maior vem dele mesmo. Ao não darmos atenção à esse órgão tão importante em nossas vidas, negligenciamos sua manutenção, provocando assim, o mau funcionamento do mesmo ou popularmente conhecido como Infarto.



Infarto agudo do miocárdio (IAM) ou enfarte agudo do miocárdio (EAM), é um processo de necrose (morte do tecido) de parte do músculo cardíaco por falta de aporte adequado de nutrientes e oxigênio, ocorrido pela obstrução das coronárias ou por espasmos das coronárias, na qual elas se contraem violentamente, produzindotambém o deficit parcial ou total de sangue ao músculo cardiáco. Esse tipo de espasmo também pode acontecer em vasos comprometidos pela aterosclerose. O coração sofre uma injúria irreversível e pode ir parando de funcionar, o que pode levar à morte súbita, morte tardia ou insuficiência cardíaca com conseqüências desde a completa recuperação até severas limitações da atividade física.

O infarto do miocárdio é a causa mais freqüente de morte nos Estados Unidos.



As anginas do peito podem evoluir para um infarto do miocárdio quando não tratadas. A angina de peito pode ser considerada uma dor amiga, uma manifestação desagradável, mas que avisa estar acontecendo algo de errado e grave com o coração, fazendo com que a pessoa atingida procure recurso médico antes que a doença se agrave.
Duração da dor - geralmente é de mais curta duração, se durar mais do que 15 minutos provavelmente se trata de infarto.
A dor surge com o esforço e passa com a parada, com o repouso.
As manifestações paralelas não costumam ser tão intensas como no infarto.
Os sintomas da angina de peito instável costumam surgir em repouso ao levantar pela manhã, e são de aparecimento súbito, com dores e desconforto moderado a severo, evoluem rapidamente para um estágio em que há um aumento no desconforto e na dor, tanto na intensidade como severidade.

Nos homens a dor pré-cordial é o sintoma mais freqüente, já nas mulheres o cansaço e fadiga extrema são os sintomas mais encontrados.
Nas mulheres é mais freqüente sentir náuseas, dores no epigástrio, ou nas costas, pescoço ou queixo.
Muitas vezes, sintomas outros que não a dor, são sentidos já há muito tempo antes do infarto ocorrer.
A dor geralmente irradia para o braço esquerdo, mas em 15% dos atingidos irradia para o braço direito.
Muitos sintomas de doença das coronárias são ignorados pelos pacientes e também pelos médicos. Existem infartos silenciosos, que são revelados ao eletrocardiograma ou outros exames por ocasião de exames rotineiros.




A principal causa do infarto é a aterosclerose, processo no qual placas de gordura se desenvolvem, ao longo dos anos, no interior das artérias coronárias, criando dificuldade à passagem do sangue.

Na maioria dos casos, o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas, levando a formação do trombo e interrupção do fluxo sanguíneo.

Nos diabéticos e nos idosos, o infarto pode ser “silencioso”, sem sintomas específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito que apresentado por esses pacientes.



Fatores de risco:


Tabagismo: O cigarro é o maior fator de risco para a morte cardíaca súbita.

Colesterol:O colesterol ruim (LDL), quando em excesso, deposita-se no interior das artérias, levando à aterosclerose.



Diabetes mellitus: A chance de ocorrência de infarto em diabéticos é 2 a 4 vezes maior.



Hipertensão arterial: Metade das pessoas que infartam é hipertensa.



Obesidade: Especialmente, a obesidade abdominal (acúmulo de gordura na região da cintura) aumenta a chance de um ataque cardíaco.



Estresse e Depressão: Além de fator de risco, quando não tratados, pioram a evolução dos pacientes após o infarto.

Cuidem bem do seu coração para, ainda viver, grandes emoções!





quarta-feira, 24 de agosto de 2011

História da obesidade

Mais antiga do que podemos imaginar, a obesidade existe desde os primórdios do tempo. Antes, era desejada, porém rara e necessária para sobrevivência num mundo de grandes e inesperadas variações de temperaturas, lutas corporais e escassez de alimentos. Sim, estamos falando da pré-história. Desenhos rupestres comprovam a existência dela.

Nada é novo e vivemos em ciclos que se transformam e se alternam. A restrição alimentar também já era mencionada antes mesmo da Era Cristã. Dois mil anos antes de Cristo, no código de Hamurabi, encontram-se prescrições alimentares para cura de diversos males ou situações, por exemplo, gestação, pueripério e na menstruação. Hipocrates, na Grécia Antiga, já havia identificado a obesidade como uma condição doentia que poderia levar à morte.

Porém, na Idade Média e no Renascimento novamente a obesidade passa a ser valorizada, retratada na arte, nos teatros e nos retratos. Idealizada e desejada, agora como símbolo de saúde, prosperidade, poder, riqueza e status. Essa postura é mantida até a década de 50, quando a obesidade novamente perde força e deixa de ser idealizada. A Revolução Industrial contribui para esse feito, pois propicia o acesso à comida dado melhores condições para o consumo. A comida ainda mantém sinal de status, contudo, não mais pela quantidade, mas pela qualidade. Não a necessidade de comer grandes quantidades, mas as escolhas voltam-se para produtos industrializados com pouca qualidade nutricional e nenhum cuidado com a ingestão calórica.

Já na década de 60 a preocupação passa a ser com a busca do corpo perfeito e para alcançá-lo a busca frenética volta-se para academias e dietas extremas. A anorexia se prolifera.

Hoje, parece que estamos tendendo para o equilíbrio, tentando contrabalancear calorias, qualidade nutricional e sustentabilidade. Nem um corpo gordo, nem esquelético, apenas saudável.




Dados retirados do livro "Mudando sua história Obesidade Nunca Mais"
Se quiser saber mais sobre obesidade veja http://www.abcdaobesidade.com.br

Você também vai gostar de: http://migre.me/6d9kJ

quarta-feira, 25 de maio de 2011

“Escravos do próprio apetite”


Só faltava essa!!!! Agora descobriram que comer demais provoca inflamação cerebral, você crê nisso?

Obesidade agora não causa apenas, diabetes, doenças cardiovasculares e diminui a expectativa de vida entre outras diversas doenças. Ela também, assim como o excesso de peso, pode causar danos neurológicos irreversíveis. Isso foi a mais nova descoberta de Pesquisadores da Universidade de Nova York. Estudaram o cérebro de 63 pessoas, dentre as quais, 44 tinham sobrepeso ou obesidade. As demais eram magras. Foi constado que as pessoas acima do peso apresentavam duas alterações cerebrais importantes: níveis mais altos de fibrinogênio, proteína que causa inflamação, e o córtex orbitofrontal menor (região cerebral que coordena a tomada de decisões). Ainda estão pesquisando para entender como isso tudo funciona, mas suspeitam que a obesidade, gere fibrinogênio, que causa danos ao córtex. “Essa inflamação, ao afetar a integridade do córtex orbinofrontal, pode reduzir o controle da pessoa sobre seus hábitos alimentares”, afirma o estudo coordenado pelo psiquiatra Antonio Convit. Ou seja, pessoas com excesso de peso seriam neurologicamente incapazes de comer menos e teriam lembrariam menos das coisas. Outras pesquisas também comprovaram que a obesidade afeta a capacidade de memorização. Contudo, esse dano pelo menos, é reversível ao perder excesso de peso. Será??? Até pode ser, mas como justificar a fraca tomada de decisão de outras compulsões? De qualquer forma, estar acima do peso não é nada bom, nem para o físico, nem para o psicológico de qualquer pessoa.
Bora perder peso!!!!




Fonte: Revista Super Interessante, Ed. 291 Salvador Nogueira e Bruno Garattoni



quarta-feira, 23 de março de 2011

O corpo como espelho d'alma


Apesar de poético, os olhos, não são os únicos a refletir a alma. Nosso corpo, como um todo, reflete nossa alma. Ele expressa todos nossos sentimentos, até mesmo aqueles que ainda não temos total consciencia, seja externamente, na nossa aparência ou internamente pela doenças.
Essa frase de Aristóteles explicita muito bem a ligação intrínseca do emocional com o corpo. E como coloca Ajuriaguerra: “determinadas dificuldades de natureza psicológica estão sempre presentes, podendo estar entre os fatores determinantes na obesidade exógena ou ser conseqüente à obesidade endógena”.

No ato de comer são constituídos de outro significado além da supressão das necessidades biológicas de sobrevivência. Também são imbuídos de uma carga emocional e psicológica, explicando porque muitas vezes não nos apercebemos das escolhas e da quantidade que ingerimos.
O significado emocional do alimento começa a ser construído com o mamar e na relação da mãe ou cuidadora com o bebê. Geralmente uma psicodinâmica perturbada entre mãe e filho favorece a deficiências de ego no filho, levando a uma fraca autonomia e fraco autocontrole produzindo padrões alimentares desordenados. Essa dinâmica reverbera na família, nas quais encontramos além da obesidade, um grande número de familiares com depressão, alcoólatras e ainda uso de alguma droga ilícita. (Cintra, 2007)
O modo como cada obeso se relaciona com a comida é único e é importante ser detectado. A conscientização desse lugar que a comida ocupa poderá possibilitar mudanças nessa relação e o reconciliamento com o corpo até então rejeitado e agredido, reflexo de um processo interior envolto em conflitos.

Descreio que ainda hoje há alguém que engorde por ignorância, preguiça ou por desleixo, porque ninguém é gordo porque quer e encontramos pessoas obesas muitas vezes mais ativas e vaidosas do que algumas pessoas de peso normal. Mas, considero que a obesidade foi adquirida como forma de defesa, construída por conceitos e crenças distorcidas ou ainda por questões inconscientes.

Geralmente, o “pensamento gordo” é oito ou oitenta, tem sempre presente o radicalismo. Não existe moderação e não aceita escorregões. Se “saí da linha” na dieta ao invés de corrigi-la e seguir, a abandona ou quando está de dieta, jejua.
Pessoas com transtornos alimentares e/ou os obesos tem uma grande dificuldade com a imagem corporal, o qual acaba retardando o início do tratamento para emagrecer. Existe uma dificuldade em se perceber com excesso de peso, mesmo ao olhar-se no espelho.
Em quase todos os casos de excesso de peso, a pessoa parece viver uma lacuna no tempo não percebendo o engordar. Isso dificulta um comprometimento com o emagrecimento e leva a um imediatismo, responsável por muitos dos abandonos de tratamentos clínicos.

O tratamento global para a obesidade implica na reparação dessa cisão, na qual muitos profissionais da área de saúde insistem em manter, tratando só o corpo ou só a mente. Podemos dizer que o sintoma obesidade se expressa externamente, mas reflete todo um modo de funcionar de um ser integral que para ser tratado NÃO deve ser cindido.
Para que ocorra um emagrecimento a contento é necessário que a pessoa consiga abrir mão de sua forma obesa e dos benefícios que a "capa" de gordura fornece enquanto defesa.
A maior parte dos pacientes permanece no papel passivo e projeta o insucesso na perda de peso ou na manutenção do peso perdido no tratamento e no profissional escolhido, buscando atingir um peso “idealizado”. Buscam alcançá-lo através da troca de profissionais e alternando técnicas e tratamentos, chegando algumas vezes até na busca de reoperações e reparações, isentando-se das responsabilidades sobre a vivência transformadora da criação de uma nova identidade. Querem ser emagrecidos e não emagrecer.
Insisto em dizer que não encontramos uma única personalidade ou uma estrutura mental da pessoa obesa, mas possibilidades interligadas que facilitam a expressão de algo que não está bem, algum sentimento ou conflitos que por alguma razão, não conseguem ser simbolizados em pensamento, fantasiado e/ou expresso pela via da linguagem, manifestando-se no corpo pela obesidade.
 
 
Quer saber mais sobre obesidade acesse ABC da Obesidade: http://acessa.me/b5hs

E leia: http://migre.me/6d9ci



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

MUDANDO SUA HISTÓRIA - OBESIDADE NUNCA MAIS


 
Editora SCORTECCI

Sempre ouvimos os governantes de diversos países terem como tema de preocupação a fome e a desnutrição. Hoje uma das grandes preocupações do mundo é a crescente incidência da obesidade inclusive entre as crianças. Mas a obesidade é algo novo nas sociedades? E por que, hoje a obesidade é tão discutida em todo o mundo? Como em diferentes épocas a obesidade era vista pela sociedade? Por que ela é até considerada como uma epidemia? Quais são os aspectos que contribuem para a obesidades? Qual parcela de culpa cabe a modernidade, ao governo, aos pais ou à própria pessoa? Todas essas questões são levantadas, ponderadas e analisadas junto com o leitor. E ainda alerta para as graves conseqüências físicas, psicológicas e até financeiras em se manter um corpo com excesso de peso.

Contudo, Mudando a sua história, Obesidade Nunca Mais se propões não só em descrever o que facilmente é perceptível aos olhos caminhando pelas ruas, conversando com pessoas que vivem esse problema ou lendo jornais e revistas. Este livro mostra o caminho para eliminar de uma vez por todas o excesso de peso indesejado. Apresenta os diversos métodos para se chegar ao peso normal, mostrando vantagens e dificuldades encontradas em cada um deles e principalmente apresenta questões psicológicas, muitas vezes inconscientes, que impedem aqueles que sofrem desse mal, o excesso de peso, de alcançarem e/ou manterem o peso normal atingido.

Para adquiri-lo acesse http://www.abcdaobesidade.com.br/ e compre pelo sistema pagueseguro e receba em casa.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Obesidade Mata

As condições de vida mudaram muito, em todos os sentidos, nos últimos séculos e apesar dos governos quererem atribuir a obesidade apenas ou caracterizar como principal culpada da obesidade a estrutura genética, afirmo que não é tão simples assim. A obesidade é considerada doença crônica com prognóstico de vida comprometido. O país te, colhido sucessos na redução de mortes por doenças crônicas( 17%), incluindo males cardiovasculares, respiratórios e cânceres. Em parte, essa vitória se deve a redução de fumantes que em 20 anos caiu de 35% pra 16% da população adulta. Exceção à regra temos a diabetes tipo 2, doença deveras associada à obesidade, a qual tivemos um aumento de 10% durante os últimos 10 anos. Se pesquisas mostram que emagrecer é relativamente fácil, manter que é o difícil, recuperando o peso ou até mais em até um ano de relaxamento do regime. A obesidade é multifatotrial, englobando herança genética, herança ambiental, causas endocrinológicas, fatores sócio-culturais e psicológico/emocional. Por isso, apenas tentar remediar com ações educativas que estimulem a atividade física não irá resolver o problema da obesidade. É possível sim “evitar o imperativo de uma predisposição biológica”. A própria terminologia reflete isso: PREdisposição e não IMposição.

Toda essa legítima preocupação com a obesidade, por vezes pode ser levada de forma exagerada por alguns pais, submetendo suas crianças as restrições alimentares prejudiciais. Apesar de ser um fenômeno raro, cada vez mais, mães estão colocando seus bebês de dieta e acabam suprimindo totalmente carboidratos ou outros nutrientes importantes para o equilíbrio hormonal e para o crescimento. Em geral, por observação dos médicos pediatras, “mães obcecadas com seu próprio peso, são as que “torturam” seus bebês na alimentação”. Mauro Fisberg, especialista em Nutrição Infantil, afirma que há dois tipos de pais que submetem seus bebês as dietas: pai obeso e/ou pai ortoréxio (mania de alimentação saudável), que vetam carne e doces em favor de produtos light e/ou naturais. Tais restrições inadequadas podem levar a deficiência de ferro(falta de carne), desequilíbrio hormonal (falta de gordura) e baixo crescimento, hipoglicemia e alterações no metabolismo(falta de carboidratos).

Assim sendo, apesar da crescente taxa de sobrepeso e obesidade inantil, isso não significa que o bebê deva ser colocado de dieta como se fosse um adulto. Deve-se sim limitar o volume, mas se ela come compulsivamente deve-se pesquisar o motivo e buscar ajuda profissional de pediatras, nutricionistas e psicólogos que trabalhem com obesidade. O indicado é uma dieta saudável e balanceada, na qual se pode comer de tudo na quantidade certa e preparo adequado.


Dados retirados da Folha de São Paulo e do site: http://www.abcdaobesidade.com.br/

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Quem dorme pouco perde músculo

Dormir menos de seis horas por noite pode não interferir na perda de peso, mas leva o indivíduo que está em dieta alimentar a perder mais massa magra do que gordura. Pesquisa realizada pela Universidade de Chicago (EUA) realizou uma pesquisa durante duas semanas com 2 grupos com os mesmos aportes calóricos na dieta alimentar, na qual a única variante era a quantidade de horas de sono. Um grupo dormiu oito horas e meia, enquanto o outro grupo dormiu cinco horas e meia. Essa pesquisa foi publicada na revista “Annals of Internal Medicine”. A média de peso perdida foi a mesma para ambos os grupos, contudo a quantidade de gordura eliminada é quatro vezes menor para quem dorme menos. E a diferença não fica só por aí. A sensação de saciedade também é maior para quem dorme mais. Quem dormiu menos de seis horas por noite sentiu dificuldade em controlar a fome e teve o apetite aumentado.

Os pesquisadores atribuem essa diferença a produção de grelina, hormônio que provoca a fome e reduz o gasto energético. Quem dorme menos produz mais grelina, o que é natural já que o corpo entende que se está acordado irá precisar de mais energia. A grelina ácida, substância que aumenta o apetite também tem sua produção aumentada com menos horas de sono.

Quer emagrecer?

Além de comer corretamente, fazer exercícios, durma bem e o suficiente!

Para saber mais sobre obesidade visite o site: http://www.abcdaobesidade.com.br



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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Trânsito dos opostos

No mundo das aparências a defesa dos opostos soa-me como exagero, uma falácia de beleza e saúde. Tanto a apologia a magreza, considerando magreza IMC abaixo de 18, como o excesso de peso, IMC acima de 25 são parâmetros fashions das passarelas e tentam ditar moda e uma tendência que não é saudável.
Sou partidária do NEM, nem. Nem magra e nem obesa, apenas normal.

Quase sempre que leio noticiários defendendo a anorexia em nome de fama e glamour reforçando a falsa idéia de valoração pela aparência, detonando com auto-estima e sonhos de garotas saudáveis que não conseguem se submeter à insanidade de auto-agredir o próprio corpo e mente com a fome sem pensar nas conseqüências futuras a médio prazo. A obsessão por adentrar num mundo “fashion” cega a coerência permitindo apenas entrada ao imediatismo.

Loucura ainda é divulgar modelos “plus size” mulheres manequim 40/42, sendo que essa numeração é facilmente encontrada em lojas de roupas tamanho normal. Numeração “plus size” em todas as lojas especializadas é a partir do 46. Ou mesmo, considerar “gordinha” quem possui uma estrutura óssea de 98 cm de quadril sem levar em conta o IMC é um desrespeito por não considerar o tipo físico de diversas nacionalidades como, por exemplo, a brasileira.

Por outro lado, defender a obesidade ou até mesmo o excesso de peso como saudável é no mínimo ignorância das predisposições patológicas que isso acarreta.

Fala-se muito mais das doenças e deficiências nutricionais da magreza porque elas aparecem mais rapidamente e são visíveis do que as patologias da obesidade que são silenciosas e ocultas.

Assim sendo, cabe sempre uma boa reflexão da imagem que querem nos vender e por que querem defender esse ponto de vista. Quase sempre no que se refere a imagem, o que se vende é uma ilusão que dificilmente será bem vista no mundo real. É algo inatingível ou inverídico.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A gordura encolhendo a infância


O excesso de peso e a obesidade infantil geralmente são negligenciados não só pelos familiares, mas por todos os adultos que acompanham a criança, seja a professora ou os médicos, acreditando que com o tempo e o crescimento, o excesso de peso irá desaparecer facilmente. Aqui vale lembrar que a obesidade é uma doença complexa com altos percentuais de insucessos e recidivas constantes, além de ter alto risco de se tornar um adulto obeso, assim, deveria ocupar um lugar de destaque nos cuidados com a criança.
 
De certo que, gradativamente, a obesidade aumenta com a idade, tanto no homem quanto na mulher, mas estamos encontrando cada vez mais, crianças com excesso de peso ou obesidade cada vez mais novo. Segundo OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) nos últimos 20 anos houve um aumento de 240% de obesidade entre crianças e adolescentes brasileiros.
 
A obesidade infantil se inicia com os pais, mesmo que estes não apresentem excesso de peso ou obesidade, mas devido aos maus hábitos, tanto aqueles que se referem à alimentação quanto ao sedentarismo. Contudo, estudos recentes indicam que a obesidade dos pais, ainda é o maior fator de risco para uma criança se tornar obesa. Estima-se que até 2010, 300 milhões de crianças sofram com a obesidade e seus riscos à saúde, além de estar encolhendo a infância e com isso mudando o comportamento dos jovens.

Sem considerarmos os diversos fatores de risco à vida, já que o excesso de peso na infância programa o organismo para uma vida inteira de saúde frágil, vemos crianças sofrendo de por doenças associadas à obesidade que se instalando cada vez mais cedo.
 
Lembrando sempre que a obesidade mantida na infância e na adolescência tem grande possibilidade de se perpetuar na vida adulta, se tornando mais resistente a ser eliminada. A gordura corporal favorece a antecipação da puberdade, é o que aponta um estudo da Universidade Federal de Pelotas (RS), que acompanhou mais de 2 mil mulheres desde o nascimento.

Quanto maior a velocidade de crescimento e o peso nos primeiros anos de vida, especialmente entre uma no e meio aos três anos e meio, maior o risco de a primeira menstruação ocorrer antes dos 12 anos de idade.

O excesso de peso sinaliza para o cérebro que a criança é mais velha, estando pronta para as transformações do corpo. A hipófise e o hipotálamo são ativados e passam a secretar hormônios que estimulam os ovários e testículos a produzir estrógeno e testosterona. Também o tecido gorduroso produz e transforma hormônios que estimulam o amadurecimento sexual e antecipam os sinais de adolescência. As células gordurosas secretam leptina, hormônio que atua no hipotálamo e na hipófise. O excesso de leptina acelera as atividades dessas áreas que produzem mais hormônios sexuais. Ainda, podem desencadear a puberdade precoce que é uma doença quando os sinais ocorrem antes dos oito anos nas meninas e antes dos nove nos meninos. Isso pode levar a problemas físicos, como baixa estatura entre outros.

Todas essas mudanças de comportamento que as crianças vêm tendo como beijar na boca com apenas dez anos de idade e outros modos mais erotizados não se dá apenas pelo que assistem na TV, mas se deve também pelas mudanças hormonais precoces, afirma Mauricio de Souza Lima, hebiatra do HC de São Paulo. Até mesmo por que as crianças que mais assistem TV são as crianças mais obesas e fazem menos exercícios físicos, formando um ciclo vicioso.


 
Fonte: Caderno Saúde C9, Folha de SPaulo, de 03 de junho de 2010












quarta-feira, 3 de março de 2010

Retrocesso: uma negra previsão

Uma afirmação pesada, mas bem fundamentada, foi proferida por Margaret Chan, diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde): “A atual geração de crianças pode ser a primeira, em muito tempo, cuja expectativa de vida seja menor do que a de seus pais.” Segundo ela, dos 35 milhões de mortes anuais por doença não contagiosas, cerca de 40% são mortes prematuras causadas por infarto, diabetes e asmas. Doenças comumente causadas pelo envelhecimento, mas que está cada vez mais atingindo jovens e crianças que desenvolvem hipertensão e diabetes tipo 2, principalmente devido o excesso de peso e a obesidade, algo que não ocorria há uma ou duas gerações, afirmou a diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), a endocrinologista, Dra. Claudia Cozer. Cerca de 24% das crianças aqui no Brasil estão acima do peso, ou seja, 43 milhões de crianças em idade pré-escolar são obesas ou apresentam sobrepeso. Ainda Cozer lembra que, 80% dos obesos tem a síndrome metabólica, conjunto de sintomas que levam ao desenvolvimento de diabetes, hipertensão, colesterol alto etc, aumentando diretamente o risco para de infartos, derrames, tromboses e outras doenças cardiovasculares. A Obesidade também está associada à alguns tipos de câncer, como de mama e o de próstata e ainda de depressão entre outros problemas.

Saiba mais sobre as doenças associadas à obesidade e sobre obesidade infanto-juvenil em : http://www.abcdaobesidade.com.br/obesidade_002_003.htm



Dados retirados do caderno Saúde da Folha de S.Paulo, 22 de fevereiro, 2010 e colaboração de Iara Birdemam.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Desenvolvimento do país altera causa morte da população


Ainda liderando o ranking das causas mortes (29,4% das conhecidas), tendo como principal vilão o AVC (acidente vascular cerebral), seguida de obstrução arterial e infarto do miocárdio, as doenças do aparelho respiratório (10%), problemas cardiovasculares estão matando menos. Houve um decréscimo de 187,9 por 100 mil habitantes para 149,4 em nove anos, principalmente devido à tecnologia mais avançadas, ampliação do acesso à saúde e em grande parte a redução do tabagismo. Isso pressupõe que em anos vindouros essa queda será ainda maior com as campanhas antifumo que foram implantadas. Em 1989, 31% dos brasileiros eram fumantes. Em 2008 pesquisa realizada com moradores das principais capitais apontava que 16,1% eram fumantes. Por outro lado, cada vez mais pessoas estão morrendo por diabetes. O ministério da Saúde atribui esse aumento ao excesso de peso da população que está cada vez mais gorda, já que uma das principais causas da diabetes tipo 2 é a obesidade. Em 1996, as mortes em decorrência da diabetes eram de 16,3 habitantes em cada mil e passou em 2006 para 24 a cada 100 mil, considerando apenas o sexo masculino na faixa etária entre 24 e 74 anos. Se considerarmos o sexo feminino nessa mesma faixa etária o aumento de causa morte pela doença foi de 1% no ano, já o masculino foi de 2,3% ao ano. Repetindo estatísticas de 2005, temos ainda os tumores (cânceres) como segunda maior causa de morte, responsável por 15% dos óbitos no país em 2006. E em terceiro lugar, com 12,4% das mortes estão as causas externas como homicídio e acidente de trânsito.
A altura média dos brasileiros, tanto de homens quanto de mulheres aumentou 3 cm, mostrando, segundo o Ministério da Saúde, que há melhoria na renda da população, um aumento da cobertura do Programa de Saúde e Família e um maior índice de escolaridade das mães entre outros fatos. Isto significa que houve um desenvolvimento do país e que está em crescimento econômico fazendo com que a desnutrição crônica caísse e “as crianças puderam crescer com toda a sua potencialidade genética”. (Débora Malta – coordenadora-geral de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis do Ministério da Saúde) Mas por outro lado, esses fatores também favorecem ao aumento de peso da população. Indicadores mostram que na média os brasileiros estão dentro de parâmetros saudáveis, mas encontram-se no limite com IMC de 24,7 para as mulheres e de 24,6 para os homens. A obesidade vem crescendo principalmente entre jovens entre 10 e 19anos de idade em ambos os sexos. Assim conclui-se que os brasileiros estão se alimentando mais, porém com pior qualidade e se exercitando menos. Márcio Mancini, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e médico do Hospital das Clínicas, aponta que o problema pode estar ligado à questões culturais e urbanísticas, sem desconsiderar a proliferação dos fast-foods e de comidas industrializadas e as cidades violentas, mal iluminadas e com pouco lazer gratuito que favorecem ao sedentarismo.


Quer ficar fora dessa estatística? Leia http://www.abcdaobesidade.com.br e adquira um peso normal e boa saúde.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Marketing apelativo


Entre outras causas, a obesidade pode estar vinculada ao aumento de consumo de alimentos ricos em gordura graças às práticas apelativas de marketing que atingem principalmente as crianças, mas não excluem os adultos.
Assim como a empresa de tabaco, algumas empresas alimentícias associam o produto a uma mensagem subliminar, uma posição, um status ou sensação imaginária a ser alcançada, como uma marca de chocolate que anunciava: “brigou com o namorado coma...” E com essa estratégia muitos fast foods estão usando o brinde de brinquedos para atrair a garotada para o consumo de alimentos mais calóricos, com mais gordura saturada e sódio do que o recomendado para a faixa etária. Alguns endocrinologistas relatam estar atendendo mais crianças com hipertensão e diabetes em função da obesidade. Eles concordam que a oferta de brinde estimule as crianças ao consumo, mas também responsabiliza os pais que acabam cedendo e levando a criança até as lanchonetes.
É uma briga sem fim. Cada qual querendo abster-se da responsabilidade empurrando-a ao outro. Como sempre coloco: da mesma forma que a obesidade é multifatorial, a responsabilidade pelas crianças consumirem este ou aquele produto e estarem se tornando obesas não segue um único vetor. O desenvolvimento da obesidade uma co-responsabilidade porque vai depender do que a criança come nos outros dias da semana e se possui alguma atividade física ou é sedentária. Comer em lanchonetes uma vez na semana não é o que causa, sozinha a obesidade. O grande problema é que os pais também já se renderam a publicidade e já adquiriram hábitos não saudáveis, ficando mais difícil dizer não e competir com apelos desleais, na qual é oferecido um premio ao “não legal”, enquanto a alimentação saudável não oferece nenhum atrativo. Uma solução viável seria a oferta de cardápios com produtos mais saudáveis como fruitas e saladas estimulando assim as crianças a consumirem alimentos menos calóricos e mais nutritivos. E ainda que diminuíssem ou até proibissem as propagandas de alimentos mais caloricos para crianças menores de 12 anos, pois ainda não possuem uma visão crítica do que significa aquele produto.


Informações retiradas do jornal Folha de S.Paulo, Especial C2 dia 16/10/2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Outros fatores que nos fazem engordar


Que a obesidade obesidade virou uma epidemia mundial todos já sabem, mas o que a provoca ainda é algo, de certa forma, misterioso e complexo. Às vezes a frase “Não como muito mais engordo!” pode não ser só uma desculpa ou um engano. Mas também não acredito que maioria chegue à obesidade mórbida apenas com um distúrbio metabólico, mesmo sabendo que ele existe e contribui para o aumento de peso. Na verdade, acredito num conjunto de fatores que atuam concomitantemente. A obesidade há 30 anos vem crescendo e o sedentarismo e o maior consumo do açúcar explicam em parte esse fato, mas além do excesso de comida e da falta de exercício físico há circunstâncias que favorecem o acúmulo de gordura, dificultam a quebra e queima da gordura e estimulam o apetite.
Dificuldade em lidar com algumas emoções, traumas e perdas são alguns dos fatores psicológicos que podem nos levar a um estado de “anestesia, inconsciência dos nossos atos”, contribuindo para que comamos sem nos darmos conta resultando no aumento de peso. Além desse estado de “anestesia”, o estresse causado por questões emocionais ou pressão do dia-a-dia é um dos principais agentes ao acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal.
O estresse alto, acima de normal, aciona uma liberação excessiva de cortisol, hormônio que estimula o apetite e aumenta o acumulo das células de gordura.
Outro fator cada vez mais comum no dia-a-dia maluco e frenético no qual vivemos é o sono ruim. Há algumas secreções de hormônios que estão relacionadas com o sono. Um sono ruim ou privação do mesmo interferem no funcionamento da leptina (saciedade e gasto calórico), grelina (aumenta o apetite) e insulina (queima de gordura), contribuindo para o aumento do índice de massa corporal.
Alguns antidepressivos e antipsicóticos podem estimular o apetite e a compulsão por doces levando também ao aumento de peso.
Alguns estudos sugerem que o cálcio é importante no processo de quebra de gordura e sua falta no organismo tem sido relacionada ao acúmulo de gordura corporal.
Agora até o ar condicionada dos escritórios pode ser considerado um vilão e contribuir para o aumento de peso. O simples fato de manter a temperatura estável o ano todo não permitindo que as pessoas sintam frio durante o inverno, inibe a aceleração do metabolismo causada pelo frio. E evitando o calor do verão, época que se come menos devido o calor, favorece ao consumo maior que o gasto. Outro fato relacionado a velocidade do metabolismo é o fumo. Sem querer fazer apologia ao cigarro, mesmo porque os malefícios superam esse fato, o tabaco acelera o metabolismo. Quem deixa de fumar reduz o gasto calórico em aproximadamente 5% devendo ou diminuir a ingesta alimentar ou aumentar o gasto energético com maior atividade física, por exemplo.
Ainda, bebês nascidos com peso fora do padrão. Tanto abaixo ou acima do recomendado tem sido apontado como fator de ato peso na vida adulta.
Tomar consciência desses outros fatores nos ajuda a planejar e estruturar melhor a perda de peso obtendo o resultado desejado.

Para saber mais sobre obesidade: http://www.abcdaobesidade.com.br