sexta-feira, 21 de maio de 2010

Twittês

O Twittês é uma adaptação do internetês. Com o surgimento da internet, diversos paradigmas começam a ser modificados e nossa sociedade depara-se com uma nova revolução, tanto ou mais importante do que a invenção da escrita. Lembrando que foi com a escrita que surgiu a sociedade, assim sendo pode estar surgindo uma nova sociedade. O paradigma do pensamento linear está sendo superado por um novo paradigma: o pensamento hipertextual. Ao mesmo tempo é criado um novo espaço relacional, o ciberespaço, não concreto, virtual, mas igualmente real que pede uma reconfiguração das relações entre as pessoas. Como meio de comunicação, a Rede, como também é conhecida, veio a preencher o coração da Sociedade da Informação, imaginada e criticada por pensadores como CASTELLS (1999): “A informação passa a constituir a matéria-prima de nossa sociedade, fonte não apenas de capital, mas também de poder. E um espaço inteiramente constituído de informação, como a Internet, passa a ter um papel central nessa nova sociedade, tanto em termos de circulação de capital, como em termos de reconfiguração do espaço e das relações sociais. Este espaço, denominado por muitos como ciberespaço, ou espaço virtual é o centro da revolução desta virada de século. O ciberespaço é um não-lugar. Não concreto, não físico, mas real”.



Ao mesmo tempo, não só jovens, mas adultos também estão permanecendo mais tempo diante da internet. Talvez isso esteja ocorrendo pela confluência de alguns fatores, como: segurança (passa-se mais tempo dentro de casa ou em ambientes fechados), tecnológicos (criação dos notebooks), financeiro (barateamento dos aparelhos e meio mais econômico de se comunicar, se compararmos ao telefone fixo ou celular) e social (criação de chats, sites de relacionamentos e de programas de conversas instantâneas pela internet). Esses fatores e mudanças acabam favorecendo pessoas com alguns transtornos psicológicos primários. Ou seja, pessoas com timidez, dificuldades no estabelecimento de relações interpessoais, inabilidades sociais e com baixa auto-estima que ao se manterem no anonimato e no distanciamento para se socializarem, interagem com outras pessoas já que estas podem vencer suas dificuldades, adotando outras identidades e criar realidades alternativas sem as barreiras do contacto interpessoal direto (Estévez, 2001).



Dentre estas novidades está o twitter, que traz a necessidade de criar uma nova linguagem, uma escrita mais rápida. Tão rápida que muitas vezes até os próprios dedos não conseguem digitar, e assim criam-se as abreviações e modos de se escrever mais rápido, as estenografias. Ainda há alguns que vão além e “excrevem axim”, substituindo todas as letras que tem sua fonética parecida com “X”, por “x” como o exemplo acima descrito. Segundo a professora titular de Teoria Literária da UNICAMP, Marisa Lajolo, a internet, especificamente o twitter, cria uma linguagem criativa e natural e que ela tem certeza de que “uma das grandes coisas que o ser humano sempre fez, e faz cada vez melhor, é inventar linguagens, decifrar linguagens, reinventar linguagens.” Quem usa o twitter logo vai perceber que algumas palavras são facilmente criadas, mesmo que o seu conceito não seja bem ou nada definido como a palavra que muito me intrigou e foi alvo de discução noite adentro: #twittrepada. Talvez no twitter faz-se uso de muito mais neologismos (fenômeno linguístico que consiste na criação de uma palavra ou expressão nova, ou na atribuição de um novo sentido a uma palavra já existente. Pode ser fruto de um comportamento espontâneo, próprio do ser humano e da linguagem, ou artificial, para fins pejorativos ou não) que as simples abreviações usada nos MSN, blogs, flogs, ICQs e e-mails, como sugere Rodolfo Lucena.



A tecnologia da linguagem é determinante de mudanças sociais. A linguagem e a tecnologia sempre refletem processos sociais em curso, refletem o que está acontecendo no mundo. Refletem a desorganização das relações de produção e consumo, a complexificação cultural das sociedades urbanas e os fluxos e intercâmbios globais. Assim, o twittês ao mesmo tempo que expressa essas mudanças, é uma forma do jovem "se incluir" nelas e "se excluir" de outros projetos, práticas e valores que ele julga "não fazerem muito sentido". Então, "compreender" o twittês, ver como funciona, porque ele é como é e quais as linguagens que se misturam nele é uma forma de compreender a sociedade contemporânea.

Não poderia deixar de agradecer a inventora do termo twittrepada a @Dra_do_Amor e dos meus amigos do twitter que estimularam este processo criativo e à um grupo de alunos de Adm da Faculdade Mauá pela pesquisa sobre o Internetês.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Síndrome do Pânico

É um estado da civilização moderna, sedenta por resultados, que cobra, oprime e tem pressa. Talvez por isso um número tão grande de pessoas tem sido acometido por esse mal. É um ataque repentino de pânico, no qual a pessoa desconecta-se do mundo e amplificam as sensações corporais de taquicardia, sudorese, dor no peito, medo de perder o controle, pernas fracas, contrações musculares, pressão na cabeça, falta de ar e formigamento. Ainda vivenciam a sensação de que o ambiente em que estão é estranho e perigoso. São sensações reais e o portador da síndrome acredita que esteja tendo um enfarto ou um derrame de tão sufocantes que elas se apresentam. A pessoa sente a morte eminente. Vivenciada sempre como uma situação limite, dramática. São manifestações físicas e psíquicas que reunidas e recorrentes formam o quadro sintomatológico da Síndrome do Pânico conforme reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), CID-10 F41.0.

Contudo, esses sintomas podem ser conseqüentes apenas do estresse (em 80% das crises de pânico) e da ansiedade exacerbada e aguda sem fatores desencadeantes aparentes, principalmente após a realização de vários exames cardiológicos comprovando que não há nada errado com o coração. As crises geralmente duram minutos que parecem horas para quem as vivencia. Normalmente após a primeira crise ou ataque de Pânico a pessoa passa a ter medo de sentir medo. Devido a um processo de associação, a partir da primeira crise, qualquer estímulo interno (uma dor, tonteira, alterações nos batimentos cardíacos, etc) ou externo (um lugar, um cheiro, túnel, ônibus, metrô, etc) pode remeter à situação das crises anteriores e funcionarem como o elemento-índice, desencadeador de uma nova crise. Nesse sentido, fazendo parte de um procedimento defensivo para evitar que novas crises ocorram, vão se produzindo diferentes tipos de fobia e a vida cotidiana das pessoas acometidas dessa síndrome, vai se tornando restrita. De tal forma as limitações vão se impondo que o resultado é uma dramática incapacidade de dirigir a própria vida.

Dessa forma, indiscriminadamente, a pessoa portadora da síndrome do pânico começa a restringir alguns locais ou situações como dirigir, cozinhar etc que acredita serem os causadores da crise, passando a ter fobia e não mais pânico. Também pode começar a evitar lugares cheios ou fechados, passando a ser uma agarafobia.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tipos de esquizofrenia


Como ocorre com a grande maioria dos transtornos mentais e demais psicopatologias, não se pode efetuar o diagnóstico através da análise de parâmetros fisiológicos ou bioquímicos. Ele é resultado apenas da observação clínica cuidadosa das manifestações do transtorno ao longo do tempo. Contudo, é importante que exclua-se outras doenças ou condições que possam produzir sintomas psicóticos semelhantes (abuso de drogas, epilepsia, tumor cerebral, alterações metabólicas). Assim, o diagnóstico da esquizofrenia é por vezes difícil de ser realizado. Mas, além do diagnóstico é importante que o profissional identifique qual é o subtipo de esquizofrenia.

Atualmente, segundo o DSM IV, existem cinco tipos:

Critérios Esquizofrenia Tipo Paranóide segundo DSM IV

  • Preocupação com um ou mais delírios ou alucinações auditivas freqüentes

  • Nenhum dos seguintes é proeminente: discurso desorganizado, comportamento desorganizado ou catatônico, ou afeto embotado ou inadequado

O tipo Paranóide, é a forma que mais facilmente é identificada com a doença, predominando os sintomas positivos. O quadro clínico é dominado por um delírio paranóide relativamente bem organizado. Os doentes com esquizofrenia paranóide são desconfiados, reservados, podendo ter comportamentos agressivos.

Critérios Esquizofrenia Tipo Desorganizado segundo DSM IV

Todos são proeminentes

  • Discurso desorganizado

  • Comportamento desorganizado

  • Afeto embotado ou inapropriado

  • Não são preenchidos critérios para Tipo Catatônico

O tipo Desorganizado, em que os sintomas afectivos e as alterações do pensamento são predominantes. As ideias delirantes, embora presentes, não são organizadas. Alguns doentes pode ocorrer uma irritabilidade marcada associada a comportamentos agressivos. Existe um contacto muito pobre com a realidade.

Critérios Esquizofrenia Tipo Catatônico segundo DSM IV

  • Imobilidade motora evidenciada por cataplexia (incluindo flexibilidade cérea ou estupor)

  • Atividade motora excessiva (aparentemente desprovida de propósito e não influenciada por estímulos externos)

  • Extremo negativismo (uma resistência aparentemente sem motivo a toda e qualquer instrução ou manutenção de uma postura rígida contra tentativas de mobilização) ou mutismo

  • Peculiaridade do movimento voluntário evidenciadas por posturas (adoção voluntária de posturas inadequadas ou bizarras), movimentos estereotipados, maneirismos proeminentes ou trejeitos faciais

  • Ecolalia ou ecopraxia

O tipo Catatónico, é caracterizada pelo predomínio de sintomas motores e por alterações da actividade, que podem ir desde um estado de cansaço e acinético até à excitação.

Critérios Esquizofrenia Tipo Indiferenciado segundo DSM IV

  • Não são preenchido critérios para os tipo paranóide, desorganizado ou catatônico.

O tipo Indiferenciado apresenta habitualmente um desenvolvimento insidioso com um isolamento social marcado e uma diminuição no desempenho laboral e intelectual. Observa-se nestes doentes uma certa apatia e indiferença relativamente ao mundo exterior.

Critérios Esquizofrenia Tipo Residual segundo DSM IV

  • Ausência de: delírios e alucinações, discurso desorganizado e comportamento amplamente desorganizado ou catatônico proeminente

Existe evidência contínua da perturbação, indicada pela presença de sintomas negativos ou dois ou mais sintomas relacionados com os critérios para Esquizofrenia presentes de forma atenuada (por ex. crenças estranhas, experiências perceptuais incomuns)

O tipo Residual, nesta forma existe um predomínio de sintomas negativos, os doentes apresentam um isolamento social marcado por um embotamento afectivo e uma pobreza ao nível do conteúdo do pensamento.

Existe também a denominada Esquizofrenia Hebefrênica, com incidência da adolescência, com o pior dos prognósticos em relação às demais variações da doença, e com grandes probabilidades de prejuízos cognitivos e sócio-comportamentais.

Estes subtipos não são estanques, em determinada altura da evolução do quadro, a pessoa pode apresentar aspectos clínicos que se identificam com um tipo de esquizofrenia, e ao fim de algum tempo poder reunir critérios de outro subtipo. Outro critério de classificação muito usado é a CID-10 (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde). A CID é usada no Brasil e foi adotada como referência para profissionais de saúde do SUS; sua maior utilidade está na possibilidade de traçar perfis epidemiológicos que facilitem as esferas do governo no investimento em saúde.

Assunto relacionado: http://migre.me/6dsp6

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sintomas da esquizofrenia


A esquizofrenia é um disturbio que afeta as emoções, o pensamento, as percepções e o comportamento. Os sintomas são: alterações do pensamento, alucinações (sobretudo auditivas), delírios e perda de contato com a realidade. Junto da paranoia (transtorno delirante persistente, na CID-10) e dos transtornos graves do humor (a antiga psicose maníaco-depressiva, hoje fragmentada na CID-10 em episódio maníaco, episódio depressivo grave e transtorno bipolar), as esquizofrenias compõem o grupo das psicoses.

A esquizofrenia se caracteriza essencialmente por uma fragmentação da estrutura básica dos processos de pensamento, acompanhada pela dificuldade em estabelecer a distinção entre experiências internas e externas. Embora primariamente uma doença que afeta os processos cognitivos[de conhecimento], os seus efeitos repercutem-se também no comportamento e nas emoções.

Os sintomas da esquizofrenia não são os mesmos de indivíduo para indivíduo, podendo aparecer de forma insidiosa e gradual que nem o paciente nem as pessoas próximas percebem que algo vai errado: só quando comportamentos abertamente desviantes se manifestam. O período entre a normalidade e a doença deflagrada pode levar meses. Mas há casos que ocorrem muito pelo contrário, manifestam-se de forma explosiva e instantânea, em questão de poucas semanas ou mesmo de dias. A pessoa muda seu comportamento e entra no mundo esquizofrênico. Assim, não há uma regra fixa quanto ao modo de início. Geralmente a esquizofrenia começa durante a adolescência ou quando adulto jovem.

 

Esse disturbio se caracteriza essencialmente por uma fragmentação da estrutura básica dos processos de pensamento, acompanhada pela dificuldade em estabelecer a distinção entre experiências internas e externas. Sendo que os seus efeitos repercutem-se também no comportamento e nas emoções. Os sintomas da esquizofrenia não são os mesmos de indivíduo para indivíduo. Estes podem ser divididos em duas grandes categorias: sintomas positivos e negativos.

Os sintomas positivos são aqueles que não deveriam estar presentes como as alucinações, e os negativos aqueles que deveriam estar presentes, mas estão ausentes, como o estado de ânimo, a capacidade de planejamento e execução, por exemplo. Portanto sintomas positivos não são bons sinais, nem os sintomas negativos são piores que os positivos.

Sintomas positivos

Os sintomas positivos estão presentes com maior visibilidade na fase aguda da crise:

As alucinações - as mais comuns nos esquizofrênicos são as auditivas. O paciente geralmente ouve vozes depreciativas que o humilham, xingam, ordenam atos que os pacientes reprovam, ameaçam, conversam entre si falando mal do próprio paciente. Pode ser sempre a mesma voz, podem ser de várias pessoas. Podem ser vozes de pessoas conhecidas ou desconhecidas, podem ser murmúrios e incompreensíveis, ou claras e compreensíveis.

Delírios- de longe os mais comuns na esquizofrenia são os persecutórios. São as idéias falsas que os pacientes têm de que estão sendo perseguidos, por exemplo, que está a ser perseguido pela polícia secreta, que querem matá-lo ou fazer-lhe algum mal. Os delírios podem também ser bizarros como achar que está sendo controlado por extraterrestres que enviam ondas de rádio para o seu cérebro. Ou acha que é o responsável pelas guerras do mundo. O delírio de identidade (achar que é outra pessoa) é a marca típica do doente mental que se considera Napoleão. No Brasil o mais comum é considerar-se Deus ou Jesus Cristo. Geralmente o esquizofrênico tem um pensamento e discurso desorganizado. Elabora frases sem qualquer sentido ou inventa palavras, assim como manifesta alterações do comportamento, como ansiedade, impulsos e agressividade.

 
Sintomas negativos

São o resultado da perda ou diminuição das capacidades mentais, acompanham a evolução da doença e refletem um estado deficitário ao nível da motivação, do discurso, do pensamento. Esse estado é muito comum, praticamente uma unanimidade nos pacientes depois que as crises com sintomas positivos cessaram.

Embotamento afetivo - As emoções não são sentidas como antes.

Isolamento social - O isolamento é praticamente uma conseqüência dos sintomas acima. Uma pessoa que não consegue sentir nem se interessar por nada, cujos pensamentos estão prejudicados e não consegue diferenciar bem o mundo real do irreal não consegue viver normalmente na sociedade.

Os sintomas negativos não devem ser confundidos com depressão. A depressão é tratável e costuma responder às medicações, já os sintomas negativos da esquizofrenia não melhoram com nenhum tipo de antipsicóticos. A grande esperança dos novos antipsicóticos de atuarem sobre os sintomas negativos não se concretizou, contudo esses sintomas podem melhorar espontaneamente

Você também vai gostar: http://migre.me/6dsuv

terça-feira, 13 de abril de 2010

Esquizofrenia

Hoje em dia, não mais é encarada como doença, mas como um transtorno do funcionamento cerebral, que se caracteriza classicamente por uma coleção de sintomas, os quais atingem todas as classes sociais, culturais, economicas e de generos.
De acordo com algumas estatísticas, a esquizofrenia atinge 1% da população mundial, manifestando-se habitualmente entre os 15 e os 25 anos de idade, nos homens e nas mulheres, podendo igualmente ocorrer na infância ou na meia-idade.
A origem ou causa da esquizofrenia ainda não está totalmente esclaredcida, mas sabe-se que é multifatorial, com um forte componente genético.

Teoria genética
A teoria genética admite que vários genes podem estar envolvidos, contribuindo juntamente com os fatores ambientais para o eclodir da doença. Pessoas sem nenhum parente esquizofrênico têm 1% de chances de virem a desenvolver esquizofrenia. Sabe-se que a probabilidade de um indivíduo vir a sofrer de esquizofrenia aumenta se houver um caso desta doença na família. Com algum parente distante essa chance aumenta para 3 a 5%. No caso de um dos pais sofrer de esquizofrenia, a prevalência da doença nos descendentes diretos é de 10 a 15%. Com um irmão esquizofrênico as chances aumentam para aproximadamente 20%, quando o irmão possui o mesmo código genético (gêmeo idêntico) as chances de o outro irmão vir a ter esquizofrenia são de 50 a 60%. Na situação em que ambos os pais se encontram atingidos pela doença, esse valor sobe para 40%.
No entanto, mesmo na ausência de história familiar, a doença pode ainda ocorrer.

Teoria neurobiológica
As teorias neurobiológicas defendem que a esquizofrenia é essencialmente causada por alterações bioquímicas e estruturais do cérebro, levando a um desequilíbrio neuroquímico em especial com uma disfunção dopaminérgica, embora alterações noutros neurotransmissores estejam também envolvidas no que se relacionam com comportamento, pensamento e senso-percepção. Essa teoria é a mais aceita, devido o sucesso das medicações atuarem através do bloqueio dos receptores (D2) da dopamina. A maioria dos neurolépticos (antipsicóticos) atua precisamente nos receptores da dopamina no cérebro, reduzindo a produção endógena deste neurotransmissor. Exatamente por isso, alguns sintomas característicos da esquizofrenia podem ser desencadeados por fármacos que aumentam a atividade dopaminérgica (ex: anfetaminas).
Teoria do Fluxo Sangüíneo Cerebral
As pessoas com esquizofrenia parecem ter dificuldade na "coordenação" das atividades entre diferentes áreas cerebrais. Por exemplo, ao se pensar ou falar, a maioria das pessoas mostra aumento da atividade nos lobos frontais, juntamente a diminuição da atividade de áreas não relacionadas a este foco, como a da audição. Nos pacientes esquizofrênicos observamos anomalias dessas ativações. Por exemplo, ativação da área auditiva quando não há sons (possivelmente devido a alucinações auditivas), ausência de inibição da atividade de áreas fora do foco principal, incapacidade de ativar como a maioria das pessoas, certas áreas cerebrais. A Tomografia por Emissão de Pósitrons mede a intensidade da atividade pelo fluxo sangüíneo: uma região cerebral se ativa, recebendo mais aporte sangüíneo, o que pode ser captado pelo fluxo sangüíneo local. Ela mostrou um funcionamento anormal, mas por enquanto não temos a relação de causa e efeito entre o que as imagens revelam e a doença: ou seja, não sabemos se as anomalias, o déficit do fluxo sangüíneo em certas áreas, são a causa da doença ou a conseqüência da doença.
As teorias familiares surgiram na década de 1950, apesar de terem bastante interesse histórico, são as que menos fundamento cientifico têm. Baseadas umas no tipo de comunicação entre os vários elementos das famílias e aparecendo outras mais ligadas às estruturas familiares. No entanto, estudos posteriores vieram desconfirmar esta hipótese, relacionando aquele comportamento naterno mais com etiologias neuróticas e não com a psicose.
Um exemplo de esquizofrênico famoso é o matemático americano John Forbes Nash, do filme Uma Mente Brilhante, que apesar do desafio de conviver por toda a vida com os sintomas típicos, foi um intelectual importante e deixou grandes contribuições às áreas de economia, biologia e teoria dos jogos.

Talvez por, também, atingir pessoas com “mentes protigiosas”, muito inteligêntes e por serem os sintomas pouco perceptiveis a quem tem pouco convínio ou não preste atenção nas mudanças, que o diagnostico é dificil e muitas vezes tardio. Contudo não há “cura” mas controle dos sintomas.



Você também vai gostar de: http://migre.me/6gsT1






segunda-feira, 5 de abril de 2010

O Dia da Mentira


“Enganei o bobo na casca do ovo...”



Quem nunca ouviu ou cantou essa musiquinha após pregar em alguém ou receber uma peça?



Dia 1º de Abril, o dia da mentira... E se é como dizem que “mentira tem perna curta” eu não sei, mas a brincadeira já dura 5(cinco) séculos. Como qualquer tradição há muitas versões. Contudo a mais difundida vem da França do século XVI. Naquela época, o ano novo era celebrado 1º de abril, e isso não é uma pegadinha. Com a adoção do calendário gregoriano, nosso atual calendário, a virada do ano passou a ser comemorada em 1º de janeiro, gerando muita confusão. Aproveitando-se disso - como sempre há pessoas que se aproveitam positivamente das dificuldades dos outros – muita gente começou a brincar com os amigos enviando falsos convites para as festas de réveillon em abril, dando á origem de aprontar com os amigos no Dia da Mentira.



Há quem saiba pregar uma “bela” peça, que transmitem total credibilidade ao outro, por vezes até podendo causar uma “saia-justa” ou grande desconforto e mal estar físico. Mas, também há aqueles que não sabem disfarçar e acabam se entregando. São pessoas que se desmentem através da linguagem corporal. Pesquisas norte americanas verificaram que quem mente, normalmente repete gestos como esconder as mãos ou usá-las para cobrir a boca ou coçar o nariz, demonstrando inconscientemente o desconforto em estar mentindo. E/ou, quem mente evita olhar diretamente nos olhos de outra pessoa.
Assim, o bom dessa brincadeira é divertir-se sem causar prejuízo para nenhuma das partes, ou seja, deve ser uma coisa restrita ao momento e aos amigos. A brincadeira deve ser desmentida o mais breve possível para que não cause sofrimento emocional ou seja exposta à constrangimentos.




Colaboração de Érison Martins da redação do Folha de Alphaville. 01. 04. 2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Páscoa

A palavra "páscoa" – do hebreu "peschad", em grego "paskha" e latim "pache" – significa "passagem".

Como na maioria das datas comemorativas religiosas, encontramos uma “confluência” de tradições pagãs, cristãs e outras, que dão forma e símbolos à festa. Apesar de serem de origem distintas têm em comum a essência do que é comemorado.

A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes. Ela anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera, que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março.

O ritual da Páscoa judaica é apresentado no livro do Êxodo (Ex 12.1-28). A celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, é uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos hebreus, no Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade, cujo protagonista principal desse evento foi Moisés no comando de seu povo pelo mar vermelho e deserto do Sinai. De evento histórico se torna evento de fé.

A Páscoa, festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, que passou a ser celebrada após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. Jesus oferecendo seu corpo e sangue consagra o sentido de libertação e de aliança. E ao celebrar a Páscoa (Mt 26,1-2.17-20), Ele institui a NOVA PÁSCOA, a Páscoa da libertação total do mal, do pecado e da morte numa aliança de amor de Deus com a humanidade. A celebração sempre começa na quarta-feira de cinzas e termina no domingo de Páscoa: é a chamada semana santa, mas muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera.

Na Idade Média os antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida, o renascimento da terra. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres. Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. Os egípcios e persas costumavam tingir ovos com cores da primavera e presentear os amigos. Para os povos antigos o ovo simbolizava o nascimento. Por isso, os persas acreditavam que a Terra nascera de um ovo gigante. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra. Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Já o ovo de chocolate como conhecemos, surgem no século XX, mas está ligada a história das civilizações dos Maias e Astecas, que consideravam o chocolate como algo sagrado, tal qual o ouro.

A tradição do coelho da Páscoa foi trazida para as Américas pelos imigrantes alemães em meados do século 18. O coelho visitava as crianças e escondiam os ovinhos para que elas os procurassem.

No antigo Egito o coelho simbolizava o nascimento, a vida. Em outros pontos da terra era símbolo da fertilidade, pelo grande número de filhotes que nasciam. Assim o coelho é o símbolo da abundância da vida, de se multiplicar sem se esgotar.

O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.

No Novo Testamento, Cristo é o Cordeiro de Deus sacrificado uma vez por todas em prol da salvação de toda a humanidade. É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.

No Novo Testamento, Cristo é o Cordeiro de Deus sacrificado uma vez por todas em prol da salvação de toda a humanidade. É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.

Com isso, ao celebrarmos a páscoa estamos celebrando e marcando a aliança do caminho à Luz, da Liberdade, a nossa Aliança com o Pai e relembrando que não estamos sós, pois Cristo está em Nós, seres de boa vontade.

Feliz Páscoa à todos!