terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sonho – Um Universo Simbólico


“Sonho que se sonha só é apenas um sonho. Sonho que se sonha junto é realidade” Jonh Lenon


Muito além da poesia e do desejo em possibilidade que se expressa como sonho, o sonho possui significados diversos dependendo de quem o conta.
Para a ciência, é uma experiência necessária e fisiológica de imaginação necessária para aliviar tensões durante o período de sono. Sabe-se que todos sonham. Até os bebês no útero sonham, só não se sabe com o que.

Em algumas culturas e religiões, o sonho tem poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência.

Freud em 1900 deu um caráter científico ao sonho, publicando o livro “A Interpretação dos Sonhos”, definindo o conteúdo dos sonhos como a realização de um desejo reprimido escondido por uma fachada, sendo o sentido latente descoberto através da interpretação dos símbolos.

Para Jung, os sonhos não são apenas revelações oprimidas, mas parte integrante de um Ser Total e não fracionado. De um Ser Integrado que busca constante equilíbrio das forças, psicológicas e mentais, inconsciente e consciente, que por meio da compensação tenta revelar ao consciente a força em desequilíbrio.

O Ser Humano não nasce pronto, ainda que em potencia seja Integrado e não misturado, Individuado e não egoísta. Nasce inconsciente da sua natureza, passando por processos de conscientização de quem é. Apesar de ser um processo individual, ele não está só. Na busca do equilíbrio ele conta com personagens arquetípicos que se apresentam nos sonhos. Ainda que para Jung, os sonhos sejam também uma linguagem simbólica, ele é transformador da energia psíquica inconsciente. Se o simbolismo é inconfessável para o próprio sujeito, ele sentirá solidão, tristeza e angustia. E quando não é expresso simbolicamente algo que está escondido no inconsciente aparece em forma de doença.

Assim, uma pessoa que não simboliza, adoece. A doença vem como último recurso de equilíbrio.
Um símbolo é um sinal investido de emoção, intermediário entre o consciente e o inconsciente.

E não se preocupem, TODOS sonham. Sabem-se através de estudos em laboratórios que os sonhos são um fenômeno ativo que se desencadeia em intervalos regulares e cíclicos durante o sono, como também para a vida de vigília. E os Neurofisiologistas concluíram que não sonhar é mais prejudicial que não dormir.

Para Jung, os significados dos sonhos são particulares e individuais cabendo apenas ao sonhador dar significado a elas. “O sonho é o teatro onde o sonhador é ao mesmo tempo o ator, a cena, o ponto, o regente, o autor, o publico e o crítico”.

Os sonhos são estudados em séries, sendo a analise de um único sonho de muito pouca importância. São estudadas através de associações, interpretações, imaginação ativa e a relação das imagens dos sonhos com a dinâmica interna.

Ainda os sonhos podem prever o futuro pelas suas interpretações, tendo “grande credibilidade em religiões judaico-cristãs, como consta no torá e na bíblia que Jacó, José e Daniel receberam de Deus a habilidade de interpretar os sonhos. No Novo Testamento, São José é avisado em sonho pelo anjo Gabriel de que sua esposa traz no ventre uma criança divina, e depois da visita dos Reis Magos um anjo em sonho o avisa para fugir para o Egito e quando seria seguro retornar à Israel.

E outras histórias na Irlanda co São Patrício, no Islamismo com Alah. E também René Descartes e Friedrich August Kekulé Von Stradonitz, tiveram em sonhos visões reveladoras. Kekulé, por exemplo sonhou com uma cobra mordendo a cauda e propôs a fórmula hexagonal do benzeno, materia prima basica para muitos compsotos orgânicos importantes.



E você, o quanto está dando de importância aos seus sonhos?


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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Príncipes ou sapos?

Príncipes encantados ainda existem? As mulheres ainda sonham em encontrar e casar com um?


O mundo mudou. A história real vigente pouco nos lembra os contos de fadas e as histórias românticas com finais felizes. Comportamentos e expectativas dos homens e, principalmente das mulheres, mudaram. Hoje muito mais independentes, almejam sucesso profissional e financeiro. Estudam mais, são mais competitivas e seguras. São donas de agendas sociais mais agitadas e se sentem mais seguras até para darem investidas no sexo oposto e mostrarem descaradamente suas intenções.

O que parece não ter mudado é a procura pelo “Príncipe encantado”. De certo que hoje as mulheres são mais exigentes, não basta apenas palavras bonitas e frases de efeito, querem mais ação. Não basta ser bem sucedido, alias, isso é o que menos importa. As mulheres querem companheirismo. Um homem que além de ver futebol e/ou corrida de F1, que as a acompanhem nas atividades do seu dia-a-dia. Que divida tarefas, que também saiba conversar sobre seu universo. Mais do que riqueza, beleza e corpos sarados, que são aspectos ainda valorizados mais por homens, mulheres se atraem por homens que as valorizem e reconheçam seu trabalho. E diferentemente do que Amélio e Gikovate, psicólogos homens, pensam que escutam, que “as mulheres quando encontram um homem bom e companheiro, o acham chato e enjoam e acabam preferindo os cafajestes”. Bom e companheiro, não é grudento, dependente e sem opinião. Elas não querem se tornar “o homem” da relação.

Mas nem tudo mudou. Ambos, homens e mulheres, ainda procuram pela sua “cara-metade”. “A mulher ainda espera que o homem tenha algo a mais do que ela, voltando de certa forma, à idéia de príncipe”.

Mas, como toda história de Príncipe Encantado, o cavalheirismo tem lugar cativo no coração feminino. Que mulher não se encanta e se derrete com aquele tipo que ainda manda flores, raríssimo hoje me dia, que abre a porta do carro e, sim, paga a conta do jantar. Aquele tipo que a faz se sentir única e especial. Como Amélio diz: “nenhuma mulher gosta de dividir a conta do motel” e nisso ele está certíssimo. Apesar dos avanços e conquistas femininas, toda mulher quer e gosta de ser cuidada e protegida. Essas ações gentis reforçam o arquétipo, formado e alimentado desde a era nômade, do homem protetor, parceiro ideal no universo feminino.

Muita coisa não é mais como antigamente. Novas invenções tecnológicas descobertas científicas, comportamentos transformados, mas a idéia romântica da junção de pares ainda persiste. E até por questão de preservação da espécie, talvez nunca saia de moda.

O que hoje tem mudado nas relações, além dos casamentos arranjados, é a busca do companheiro não pela complementação dos opostos, mas pela semelhança e afinidade. É a paixão avassaladora, mistura de tzão e medo, desejo e inconsciência, vem dando espaço ao amor. E o amor parece não ter mudado. Surge pela admiração pelo parceiro, somado a atração química, física e/ou espiritual. É o sentimento singelo que gera paz e permite que desarmado se mostre o melhor de cada um. É a presença do outro que traz a sensação de aconchego.

E se é como Amélio diz que pesquisas do IBGE apontam de que existem 3 milhões de homens a mais do que mulheres no Brasil, e eles não fazem exigências para sair uma vez, namorar, para transar. A única escolha em que o homem é tão exigente quanto a mulher é para casar. Mas essa exigência ele não revela.

Então mulherada, fiquem atentas porque “Sapos” tem muitos, “Príncipes” são poucos.




Fonte: Suplemento feminino set/2004 Profissionais consultados Ailton Amélio e Flávio Gikovate









domingo, 25 de setembro de 2011

Ouvir



Acredito que tudo tem uma razão de ser e estar. A premissa da existência é a utilidade, sem graduação de importância. Essa variação é uma concepção humana e não existencial. Algo que parece banal, ao analisado em outras perspectivas, em uma oitava maior, poderá crescer exponencialmente em importância sem desocupar lugar de outros e sem se sobressair.

Somos dotados de inúmeras capacidades perceptivas, analíticas e mentais, que livres da censura do ego, egoísmo e vaidade, nos possibilita todas as respostas desse plano terrestre, dentre as quais os nossos cinco sentidos.


A Vida a todo instante nos mostra o caminho a ser seguido. Nós, envoltos em casulos densos, na arrogância da nossa pseudo sabedoria negligenciamos os sinais insistentes, porém sutis que nos são colocados na nossa jornada diária.

Numa tentativa de partilhar a reflexão de um desses sinais, sabendo que apesar de universal, a trilha é individual, espero que possa ser, para alguns, também um sinal.

Bem, a meditação é sobre o ouvir. Da importância do ouvir. Filosoficamente há muito a se falar sobre o ouvir, mas lendo hoje um artigo do Dr. Drauzio Varella sobre a medicina de Hipocrates, na Folha de S. Paulo, no qual ele coloca a importância do ouvir, e não apenas escutar os pacientes, levando a eficiência do tratamento e qualidade do prognóstico, me fez lembrar que horas antes, o ouvir já havia sido pauta de uma longa conversa e que talvez merecesse minha maior atenção sobre esse assunto, pois poderia ser um sinal.

Geralmente escutamos, usamos apenas nosso aparelho auditivo. Ouvir é muito mais do que escutar. É se permitir entrar por inteiro e ausente de pessoalidades, deixar que as conexões neurais e mentais ocorram e se associem a outros conhecimentos já armazenados. Como ele coloca, é ter empatia com o outro, com o tema. E empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro sem qualquer aspecto pessoal e  assim compreende-lo.

Não só médicos deveriam fazê-lo. Mas, todo e qualquer profissional, seja ele da área da saúde ou não. Um arquiteto, engenheiro, costureiro, artista, cabeleireiro, cozinheiro etc não poderá entregar um bom trabalho se não ouve as necessidades, sonhos e desejos daquele que lhe procura.

Aliás, todas as pessoas deveriam fazer uso do ouvir já que uma Verdade cabe no particular e no geral. Ela é Universal. Assim também ocorre nas relações. Se não ouvimos o amigo, filho, cônjuge, chefe ou até mesmo um desconhecido, ignoramos sua aflições, medos, angustias e ambições e acabamos impondo nossas necessidades e precariamente sendo útil.

E se a premissa da existência é a utilidade, qual então será a razão da existência de cada um?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Da pra ser para sempre?

Dando seguimento as reflexões sobre relacionamentos:

Um dos objetivos mais almejados há tempos atrás era adquirir uma casa própria e entrar, cursar e terminar uma boa universidade. Posteriormente dentre os sonhos à realizar, também era ter um carro e ascender profissional e socialmente.

Hoje, além de segurança e saúde, um dos objetivos mais cobiçados é primeiro ter e depois manter um relacionamento amoroso duradouro e feliz.

Em tempos onde relacionar-se é “ficar”, onde as relações parecem descartáveis, superficiais e virtuais. Tempos, onde as exigências são maiores e a tolerância menor. Em tempos de independência financeira que favorecem ao individualismo, o objetivo que encontrar alguém com quem se relacionar de forma duradoura e feliz, parece quase impossível.

Em tempo algum se casou tanto. É verdade! Contudo, os números de separações só vêem aumentando. Estatísticas americanas, semelhantes a do Brasil, mostram que 50% dos 1º casamentos, em poucos anos terminam. Nos 2º casamentos isso se repete em 2/3 das uniões. Assim como, ¾ dos 3º casamentos também terminam.

Só podemos deduzir frente a esses dados apresentados, que apesar de serem livres para escolherem seus cônjuges, não são escolhas bem feitas. Mas por quê?

Inúmeros estudos sobre relacionamentos afetivos confirmam que ainda é possível ser para sempre. E ensinam como estreitar laços afetivos e formar vínculos.

Os 18 primeiros meses de relacionamento, ou no máximo 24 meses, é o período de paixão intensa. Não é Amor, apenas paixão. Paixão que cega. Período fértil para maciças projeções, na qual deixamos de ver o outro como ele é e vemos apenas quem queremos ver. Vemos quem idealizamos, sonhamos ser o salvador. Passado esse período ou após uma grande decepção, que só ocorre porque esperamos algo, criamos uma expectativa nada real, essa nevoa de paixão começa a se dissipar. Mas e aí, o que fazer ao descobrir que nos apaixonamos pela pessoa “errada”? Que quem está conosco é outra pessoa, não a que projetamos, idealizamos e sonhamos?

Nossos avôs e bisavôs também eram livres para escolherem seus pares, eles não faziam escolhas erradas? Não possuíam tantas coisas como hoje nós temos, nem tão pouco as facilidades e comodidades de hoje. Talvez por isso soubessem e submetiam-se a sacrifícios em nome da instituição familiar e ainda, aprendiam a serem felizes.

Será, então que existe mesmo “pessoa errada”? Como casamentos arranjados, existentes ainda hoje, nos quais, por vezes, os cônjuges nem se conhecem e conseguem afirmar que o amor cresce com o tempo e conseguem manter uma união amorosa e feliz, diferentemente dos casamentos escolhidos?

Dá para aprender a amar?

Dezenas de trabalhos científicos revelam como se aprende a amar. Porém, é fundamental para que uma relação dure e seja feliz, que ambos tenham vontade e determinação de permanecerem unidos, juntos, de persistirem apesar das dificuldades. Que se comprometam com a relação e que estejam dispostos, não a mudar o outro, mas mudar a si próprio para fazer dar certo.

Afinidades e intimidade não nascem prontas. São construídas no dia-a-dia, partilhando nossos medos, segredos e dúvidas.

Nos dias de hoje, com a responsabilidade de inúmeras contas a pagar, dos bens que queremos e precisamos ter, esquecemos de fitarmos a alma do nosso companheiro, daquele que dizemos amar. Olhamos para ele e não o vemos. Trocar olhares profundos, olhar olho no olho e ver além dos olhos, inconscientemente, dão as pessoas permissão de serem vistas como são, com toda sua fragilidade e baixam as defesas, se deixam vulneráveis e conseqüentemente, mais receptivas. Perceber a fragilidade do outro, desperta o ímpeto de oferecer proteção, favorecendo o acolhimento e o amor.

Ter boa comunicação também favorece a união. Dentro da comunicação, podemos acrescer o respeito, aceitando o outro como ele é, sem querer modificá-lo. Saber ouvir, compreendendo as necessidades do outro, que podem ser diferentes das suas e da sua expectativa. Saber falar, sem impor, sem agredir ou ofender.

Estar juntos. Vivenciar emoções. Executar tarefas juntos sem serem grudados, dependentes. Equilibrando o convívio e a privacidade. Dosando momentos próximos e momentos separados. Descobrir semelhanças, construir objetivos, gostos e interesses comuns.

Sempre terem tarefas novas a serem feitas juntos, segundo o psicólogo Greg Strong, da Universidade da Flórida, aproxima mais as pessoas. A novidade apura os sentidos. Portanto aprender coisas novas juntos, quando não há competição, é um jeito de fortalecer laços.

Manter o humor. Pesquisadores especializados em relações amorosas, já mostraram há 30 anos, que numa união feliz de longa duração os parceiros riam bastante.

Tocar e ser tocado pode despertar inúmeras sensações de carinho, como por exemplo, uma massagem nas costas. E a sexualidade pode reafirmar sentidos de proximidade.

E por fim, vários estudos confirmam, que de uma forma geral, as pessoas preferem conviver e criar laços com pessoas tolerantes, bondosas, educadas, sensíveis e atenciosas. Fazer uso do perdão representaria a máxima dessas qualidades anteriores tendendo a criar vínculo e cumplicidade entre o casal.

De forma geral, cabendo a cada qual o tempero, o toque pessoal, são estes os achados científicos de um relacionamento amoroso feliz e para sempre.

Simples, como todas as coisas boas e verdadeiras da vida, mas que nos exigem um grande trabalho interno.

Mãos à obra...Avante!



Fonte: Revista Mente e Cérebro Ano XVII Nº 205 por Robert Epstein






















quarta-feira, 24 de agosto de 2011

História da obesidade

Mais antiga do que podemos imaginar, a obesidade existe desde os primórdios do tempo. Antes, era desejada, porém rara e necessária para sobrevivência num mundo de grandes e inesperadas variações de temperaturas, lutas corporais e escassez de alimentos. Sim, estamos falando da pré-história. Desenhos rupestres comprovam a existência dela.

Nada é novo e vivemos em ciclos que se transformam e se alternam. A restrição alimentar também já era mencionada antes mesmo da Era Cristã. Dois mil anos antes de Cristo, no código de Hamurabi, encontram-se prescrições alimentares para cura de diversos males ou situações, por exemplo, gestação, pueripério e na menstruação. Hipocrates, na Grécia Antiga, já havia identificado a obesidade como uma condição doentia que poderia levar à morte.

Porém, na Idade Média e no Renascimento novamente a obesidade passa a ser valorizada, retratada na arte, nos teatros e nos retratos. Idealizada e desejada, agora como símbolo de saúde, prosperidade, poder, riqueza e status. Essa postura é mantida até a década de 50, quando a obesidade novamente perde força e deixa de ser idealizada. A Revolução Industrial contribui para esse feito, pois propicia o acesso à comida dado melhores condições para o consumo. A comida ainda mantém sinal de status, contudo, não mais pela quantidade, mas pela qualidade. Não a necessidade de comer grandes quantidades, mas as escolhas voltam-se para produtos industrializados com pouca qualidade nutricional e nenhum cuidado com a ingestão calórica.

Já na década de 60 a preocupação passa a ser com a busca do corpo perfeito e para alcançá-lo a busca frenética volta-se para academias e dietas extremas. A anorexia se prolifera.

Hoje, parece que estamos tendendo para o equilíbrio, tentando contrabalancear calorias, qualidade nutricional e sustentabilidade. Nem um corpo gordo, nem esquelético, apenas saudável.




Dados retirados do livro "Mudando sua história Obesidade Nunca Mais"
Se quiser saber mais sobre obesidade veja http://www.abcdaobesidade.com.br

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Toques Sutis

No coração tece o sentir,

Na cabeça brilha o pensar,

Nos membros vigora o querer,

Brilhocente.

Tecer vigorosamente,

Vigor brilhante,

Isto é o homem.

Poema de Rudolf Steiner.



Os Toques Sutis são as numerosas modalidades de trabalhos corporais desenvolvidos por Pethö Sándor a partir dos mesmos princípios da Calatonia. Da mesma forma como na Calatonia, os “Toques Sutis utilizam-se do alto potencial da sensibilidade cutânea, para proporcionar vivências multissensoriais, ou seja: os estímulos utilizados se fazem sentir tanto a nível físico quanto psíquico, atuando sobre a totalidade do organismo de modo reestruturador”. (Pethö Sándor)

Estes toques, ou seqüência de toques, são aplicados em diferentes partes do corpo onde se localizam articulações, determinadas áreas com extensa sensibilidade nervosa e/ou circulatória, áreas com acesso a processos ósseos, etc. Os critérios de escolha de tais "pontos de toque", ou estimulação, variam caso a caso, em função do histórico e evolução do processo psicoterápico.

Como outras técnicas corporais, essa técnica também se utiliza da canalização de energia do campo magnético do corpo direcionada ao corpo do paciente, que muitas vezes pode nem ser tocado.

Só por curiosidade: Jesus já utilizava a técnica de imposição de mãos para cura. Esse uso que motivou estudos e pesquisas que originaram outras técnicas corporais.

“O estado de harmonia e bem-estar equilibra o campo energético, acalmando o físico e tranqüilizando o mental, revigorando as energias”. (mestre em Reike Cervenka)

Através de uma regulação do tônus muscular e harmonização dos fluxos corporais, pode ser liberado o acumulo de energia, até então consumido num dinamismo corporal alterado e em bloqueios musculares. Esse potencial livre pode chegar ao inconsciente mobilizando conteúdos que, trazidos à consciência é rico material psicoterapêutico.

Toques Sutis é uma prática de relaxamento utilizada em psicoterapia e outras abordagens que ajudam a Integração psicofísica do ser. Dentro da abordagem Junguiana, o corpo é parte inalienável do processo de "vir a ser um todo", que é a Individuação. O uso do Toque sutis na psicoterapia tem como objetivo a expansão da consciência de si mesmo e o corpo é a expressão do interno.

Tanto a Calatonia quanto o tique sutil, através das reações ao nível fisiológico e/ou motor, como sensações ou movimentos mais ou menos sutis por todo o corpo, dá acesso a conteúdos internos do paciente e podem ocorrer alterações do estado de consciência semelhantes aos promovidos pela meditação, com eventuais recordações, vivencias e imagens. Essas imagens têm função semelhante aos sonhos e podem ser elaboradas depois, em psicoterapia verbal.

O Toque sutil mobiliza conteúdos que têm uma premência psicológica de se manifestarem, da mesma forma como ocorre com sonhos. São conteúdos que estão "maduros" para aflorarem à consciência e que têm total pertinência ao processo psicodinâmico que o paciente está vivendo. Ou seja, não impõem nada e respeita o tempo de cada um. É apenas mais um recurso a contribuir com a saúde mental, psicológica e física dos pacientes.




Referencia: livro Toques Sutis de Suzana Delmanto ed. Summus

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Calatonia

A consciência é, sobretudo produto da percepção e orientação no mundo externo, que provavelmente se localiza no cérebro, sendo que a sua origem seria ectodérmica. No tempo dos nossos ancestrais essa mesma consciência derivaria de um relacionamento sensorial da pele com o mundo exterior.” (Jung, Fundamentos de Psicologia Analítica)


Calatonia ou também conhecida como a Massagem Brasileira dos Pés e de um conjunto de outros toques suaves aplicados pelo corpo.

A palavra Calatonia vem do grego “khalaó” que tem vários significados entre os quais “relaxamento”, “alimentação”, “perdoar os pais”, “desatar os nós”, “deixar ir” ou até “remover os véus”. Essas metáforas definem as qualidades básicas do toque subtil, entre elas a capacidade de restabelecer no indivíduo a “auto-regulação psicofísica”.

A Calatonia é uma técnica de relaxamento profundo que leva à regulação do tônus, promovendo o reequilíbrio físico e psíquico do paciente. Essencialmente falando a Calatonia baseia sua atuação na “sensibilidade táctil”, através da aplicação de estímulos suaves, em áreas do corpo onde se verifica especial concentração de receptores nervosos.

Foi Sandor, nascido em 28 de abril de 1916, húngaro, apreciador das artes, em especial pela música. Médico ginecologista e obstetra quem criou essa técnica de cura após as traumáticas experiências com feridos de guerra no campo de refugiados da Alemanha, incluindo-se a esses seus pais.

No campo de refugiados, Sándor iniciou suas observações sobre os procedimentos que dariam origem à Calatonia. Ao atender como obstetra nas enfermarias femininas deparou-se com numerosos casos de problemas circulatórios. Sem os recursos convencionais, devido à escassez da guerra, passou a 'experimentar' toques e manipulações suaves nas extremidades do corpo de suas pacientes, visando o alívio dos sintomas e dores. E assim iniciou a observação dos "efeitos terapêuticos do toque suave".

Foi a partir dessas experiências que Sándor iniciou a "fundamentação multilateral" (sic) de seu trabalho, posteriormente ampliada no Brasil:
"...onde houve a possibilidade de estudar as pesquisas mais recentes sobre a formação reticular, as representações vegetativas na córtex e sobre proprioceptivos periféricos. Ao mesmo tempo acumulou-se bastante material de ordem psicológica, reforçado aqui no Brasil, por aqueles colegas que adotaram o método, particularmente na Psicologia."

Chegou ao Brasil em 14 de junho de 1949. Não pôde, porém, atuar como médico por causa da documentação necessária à validação de seu diploma. Nos anos 70, passou a ensinar as técnicas de trabalho corporal no meio acadêmico, no curso "Integração Fisiopsíquica" da Faculdade de Psicologia, na PUC-SP. No início dos anos 80, Sándor iniciou o Curso de Especialização no Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo, que conduziu até 1992, ano de seu falecimento.

A quem se destina a Calatonia:
Em princípio, qualquer pessoa poderá se beneficiar da Calatonia para obtenção de um relaxamento profundo.
Porém tal trabalho deverá ser sempre acompanhado por um profissional habilitado, capaz de avaliar e elaborar com o paciente, suas reações à técnica, bem como as possíveis contra-indicações à aplicação do método. Em São Paulo, Brasil já dispomos de relatos de profissionais de diferentes áreas sobre a utilização da Calatonia como recurso auxiliar na Psicologia, Medicina, Educação, Reabilitação Física, Fonoaudiologia, etc.
Embora a utilização da Calatonia não vise resultados específicos (uma vez que a reorganização psicofisica é global, e cada organismo reage à sua própria maneira individual e única) esta técnica atua sobre uma variada gama de queixas diante das quais se tem observado resultados bastante positivos. Por exemplo: tensão muscular, estresse, enxaquecas, asma, obesidade, alergias, distúrbios glandulares, dores, distúrbios de ordem psicossomática, etc.


Realizo, em meu consultório, atendimento psicoterapico com Calatonia. Contato: 55791050/ 55721331
Formada em Cinesiologia pelo Sedes Sapientiae em 2007

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