Concomitante a depressão encontramos alguns outros distúrbios psicoemocionais. Dentre eles, os mais comuns:
Quase todas as distimia irão ter fases de depressão mais fortes do que a Distimia habitual (Depressão Dupla).
Depressão bipolar ou psicose maníaco-depressiva. É também uma desordem primária, endógena e que se caracteriza por episódios depressivos alternados com fases de mania ou de humor normal, com estados de significativa mudança de humor do paciente (oscilações cíclicas do humor entre "altos" (mania) e "baixos" (depressão)). Quando em mania, torna-se falante, hiperativa, eufórica e/ou irritável, cheia de energia, grandiosa. Diminuição da necessidade do sono e otimismo excessivo. O indivíduo acredita ser capaz de realizar atos inimagináveis, relata ter várias habilidades, gasta dinheiro em excesso, entre outros. Já no episódio depressivo ocorre o processo contrário, podendo o paciente apresentar até mesmo ideação suicida. Quando deprimida, a pessoa pode ter um ou mais sintomas de depressão. A mania prejudica o raciocínio, a crítica (capacidade de julgamento) e o comportamento social, podendo ocasionar graves conseqüências e constrangimentos, pois a pessoa em fase mania se envolve facilmente em negócios mirabolantes e incertos ou em aventuras românticas e toma atitudes precipitadas e inadequadas. Se não tratada, a mania pode piorar, evoluindo para quadro psicótico (com delírios e/ou alucinações). Essa desordem afetiva estaria relacionada com um distúrbio da neurotransmissão central secundário a um déficit de neurotransmissores ou hipersensibilidade de seus receptores na fase depressiva e a um aumento destes neuro-hormônios ou da hipersensibilidade de seus receptores na fase maníaca. Corresponde a cerca de 10% de todas as depressões.
Depressão com sintomas psicóticos
Forma rara, porém grave, com delírios e alucinações
Ataques ou Síndrome do pânico.
Obsesseção, perfeccionismo.
TPM
Fibromialgia
sábado, 26 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
CAUSAS da DEPRESSÃO

As causas da depressão podem ser inúmeras e podem ser multifatoriais. Acredita-se que a genética, alimentação, estresse, estilo de vida, drogas, e outros fatores estão relacionados com o surgimento da doença. A depressão pode ter origem em fatores endógenos (neuroquímicos, hormonais e genéticos), como em fatores exógenos (psicossociais), lembrando sempre que há uma esterita relação desses fatores, na qual um interfere e altera o outro.
A distimia geralmente aparece na infância, adolescência ou início da fase adulta e as causas podem ser relações familiares complicadas na infância, separação dos pais, orfandade, pais muito bravos, agressivos, distímico, famílias com maior incidência de depressão, pânico e Transtorno Obsessivo Compulsivo ou famílias com Transtornos de Personalidade, famílias com problemas de alcoolismo e/ou drogas. Ou ainda doenças incapacitantes e limitações físicas como cegueira, surdez, amputações, lesões de medula, dificuldades de locomoção e por reações duradouras de estresse pós-traumático.
A constituição psicológica também desempenha papel na vulnerabilidade à depressão. Pessoas com baixa auto-estima, que se vêem sistematicamente a si mesmas e ao mundo com pessimismo, ou que se deixam facilmente abater pelo estresse, são predispostas à depressão.
Uma pessoa mal humorada que não tem distimia, certamente pára de reclamar quando o motivo do mau humor é solucionado. Mas o mesmo não acontece com o distímico que continua achando problema em tudo.
Em algumas famílias, a depressão maior também parece ocorrer de geração em geração. Entretanto, pode igualmente manifestar-se em indivíduos que não possuem história familiar de depressão. Herdada ou não, a depressão maior está freqüentemente associada um possível desequilíbrio químico que envolve uma série de neurotransmissores em regiões do cérebro que comandam o humor, como o sistema límbico, o hipotálamo e o lobo frontal. Essa alteração bioquímica no cérebro é causada por um déficit no metabolismo, principalmente da serotonina, principal neurotransmissor, responsável pelo equilíbrio do humor e da sensação de bem-estar no indivíduo, mas também pode envolver a acetilcolina, dopamina, epinefrina e norepinefrina.
Essas alterações podem ser desencadeadas por agentes psicossociais como ocorrência de eventos negativos recentes como perdas significativas: morte de um ente querido ou perda do trabalho. Algumas doenças crônicas como: câncer, dores crônicas, doença coronariana, diabetes, Parkinson, derrame cerebral e outras. Dificuldade financeira, problemas no relacionamento afetivo/conjugal, estresse e falta de auto-estima. Alguns hormônios também podem ter um papel importante – ainda que isto não esteja muito claro. Ainda, atrofias em certas áreas do cérebro (particularmente no lobo pré-frontal) responsáveis pelo controle das emoções e produção de serotonina são responsáveis por distúrbios depressivos importantes. Além desses, vale lembrar como efeito colateral do uso de certos medicamentos continuos, como betabloqueadores, corticosteróides, anti-histamínicos, analgésicos e antiparkinsonianos podem causar depressão, bem como a retirada de qualquer medicação utilizada a longo prazo.
A distimia geralmente aparece na infância, adolescência ou início da fase adulta e as causas podem ser relações familiares complicadas na infância, separação dos pais, orfandade, pais muito bravos, agressivos, distímico, famílias com maior incidência de depressão, pânico e Transtorno Obsessivo Compulsivo ou famílias com Transtornos de Personalidade, famílias com problemas de alcoolismo e/ou drogas. Ou ainda doenças incapacitantes e limitações físicas como cegueira, surdez, amputações, lesões de medula, dificuldades de locomoção e por reações duradouras de estresse pós-traumático.
A constituição psicológica também desempenha papel na vulnerabilidade à depressão. Pessoas com baixa auto-estima, que se vêem sistematicamente a si mesmas e ao mundo com pessimismo, ou que se deixam facilmente abater pelo estresse, são predispostas à depressão.
Uma pessoa mal humorada que não tem distimia, certamente pára de reclamar quando o motivo do mau humor é solucionado. Mas o mesmo não acontece com o distímico que continua achando problema em tudo.
Em algumas famílias, a depressão maior também parece ocorrer de geração em geração. Entretanto, pode igualmente manifestar-se em indivíduos que não possuem história familiar de depressão. Herdada ou não, a depressão maior está freqüentemente associada um possível desequilíbrio químico que envolve uma série de neurotransmissores em regiões do cérebro que comandam o humor, como o sistema límbico, o hipotálamo e o lobo frontal. Essa alteração bioquímica no cérebro é causada por um déficit no metabolismo, principalmente da serotonina, principal neurotransmissor, responsável pelo equilíbrio do humor e da sensação de bem-estar no indivíduo, mas também pode envolver a acetilcolina, dopamina, epinefrina e norepinefrina.
Essas alterações podem ser desencadeadas por agentes psicossociais como ocorrência de eventos negativos recentes como perdas significativas: morte de um ente querido ou perda do trabalho. Algumas doenças crônicas como: câncer, dores crônicas, doença coronariana, diabetes, Parkinson, derrame cerebral e outras. Dificuldade financeira, problemas no relacionamento afetivo/conjugal, estresse e falta de auto-estima. Alguns hormônios também podem ter um papel importante – ainda que isto não esteja muito claro. Ainda, atrofias em certas áreas do cérebro (particularmente no lobo pré-frontal) responsáveis pelo controle das emoções e produção de serotonina são responsáveis por distúrbios depressivos importantes. Além desses, vale lembrar como efeito colateral do uso de certos medicamentos continuos, como betabloqueadores, corticosteróides, anti-histamínicos, analgésicos e antiparkinsonianos podem causar depressão, bem como a retirada de qualquer medicação utilizada a longo prazo.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Tipos de depressão

Foi Hipócrates o primeiro a fazer relatos sobre ela. Ele criou a teoria dos 4 humores corporais (sangue, fleuma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra), no qual o equilíbrio ou desequilíbrio afeta a saúde. Segundo Hipocrates, Saturno levava o baço a secretar mais bílis negra, alterando o humor do indivíduo escurecendo seu humor, levando ao estado de melancolia. Foi no século XIX que Emil Kraeplin apresentou o conceito das depressões, semelhante à forma que elas são explicadas nos tempos atuais. Ao final do século XIX, a idéia de que os estados depressivos não tinham somente causa endógena foi fortalecida, surgiram diferentes terminologias, como por exemplo, depressão reativa, depressão neurótica, depressão de esgotamento, entre outras. Foi dentro deste panorama que se confirmou a hipótese de que a depressão tem causa multifatorial. A partir de 1993, a Organização Mundial de Saúde através da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), começou a adotar critérios fenomenológicos e descritivos para classificar as depressões.
A depressão não diagnosticada tem um impacto substancial na vida do indivíduo: traz sofrimento ao paciente, provoca grande tensão nas relações familiares, reduz a produtividade em relação ao trabalho. Isso sem falar nos altos custos gerados para os sistemas de saúde. E uma nova descoberta faz agravar ainda mais essa situação. “Todo episódio de depressão deixa rastros no cérebro. Quanto mais se espera por auxílio especializado, mais os neurônios vão sendo danificados. Um estudo realizado na Escandinávia relaciona a depressão não tratada ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Um paciente sem tratamento correto tem quatro vezes mais riscos de males como Alzheimer e Parkinson”, relata Thomas Schlaepfer, professor de psiquiatria da Universidade Johns Hopkins.
A depressão pode ser classificada em:
Primária (quando não tem uma causa detectável) ou
Secundária (atribuível a doenças físicas ou a medicamentos).
Genética, de acordo com o padrão de aparecimento em membros de uma mesma família (esporádica, espectral ou familial).
Unipolar (quando não há ocorrência de episódios de mania) ou bipolar (quando ocorrerem sintomas intercalados ou concomitantes de mania).
Leve ou grave, de acordo com a gravidade dos sintomas e o grau de comprometimento funcional.Tipos de Depressão:Depressão reativa ou secundáriaSurge em resposta a um estresse identificável como perdas (reações de luto), doença física importante (tumores cerebrais, AVC, hipo ou hipertireoidismo, doença de Cushing, LES, etc.), ou uso de drogas (reserpina, clonidina, metildopa, propranolol, promazina, clorpormazina, acetazolamida, atropina, hioscina, haloperidol, corticosteróides, benzodiazepínicos, barbitúricos, anticoncepcionais, hormônios tireoidianos, etc). Corresponde a mais de 60% de todas as depressões.Depressão menor ou distimiaÉ uma desordem depressiva crônica, na qual os sintomas permanecem por períodos longos de tempo de forma leve, no qual o paciente consegue funcionar socialmente, mas sem experimentar prazer.Depressão maior ou unipolarÉ uma desordem depressiva primária, endógena, caracterizando-se por episódios depressivos no paciente predisposto à doença. Resultaria de tendência inata, determinada por fatores hereditários e bioquímicos que produziriam um distúrbio da neurotransmissão central, secundária a um déficit funcional de neurotransmissores (dopamina, noradrenalina e/ou serotonina) e/ou a uma alteração transitória de seus receptores ao nível do SNC. Durante o episódio, os sintomas depressivos são severos e intensos, causando prejuízo significativo nas atividades sociais, ocupacionais e de lazer do indivíduo, havendo alto risco de suicídio se não tratado. Corresponde a 25% de todas as depressões. A Depressão Maior pode ser manifestada apenas por um único episódio, ou ser recorrente.Depressão bipolar ou psicose maníaco-depressivaÉ também uma desordem primária, endógena e que se caracteriza por episódios depressivos alternados com fases de mania ou de humor normal, com estados de significativa mudança de humor do paciente (oscilações cíclicas do humor entre "altos" (mania) e "baixos" (depressão)). Quando deprimida, a pessoa pode ter alguns ou todos os sintomas de depressão. Quando em mania, torna-se falante, eufórica e/ou irritável, cheia de energia, grandiosa. A mania prejudica o raciocínio, a crítica (capacidade de julgamento) e o comportamento social, podendo ocasionar graves conseqüências e constrangimentos, pois a pessoa em fase mania se envolve facilmente em negócios mirabolantes e incertos ou em aventuras românticas e toma atitudes precipitadas e inadequadas. Se não tratada, a mania pode piorar, evoluindo para quadro psicótico (com delírios e/ou alucinações). Essa desordem afetiva estaria relacionada com um distúrbio da neurotransmissão central secundário a um déficit de neurotransmissores ou hipossensibilidade de seus receptores na fase depressiva e a um aumento destes neuro-hormônios ou da hipersensibilidade de seus receptores na fase maníaca. Corresponde a cerca de 10% de todas as depressões.Depressão pós-partoOcorre entre 2 semanas a 12 meses após o parto, com risco maior em mulheres com antecedentes de depressão. Considera-se que o parto seja um potente estressor, desencadeando depressão em mulheres com tendência à mesma. Este tipo de depressão pode dever-se a perturbações e alterações do foro emocional e/ou hormonal, uma vez que o corpo da mulher sofre demasiadas alterações com o nascimento de um bebê.
Tensão pré-menstrual (TPM)
Há depressão acentuada, irritabilidade e tensão antes da menstruaçãओ. Afeta entre 3% e 8% das mulheres em idade fértil.
A depressão não diagnosticada tem um impacto substancial na vida do indivíduo: traz sofrimento ao paciente, provoca grande tensão nas relações familiares, reduz a produtividade em relação ao trabalho. Isso sem falar nos altos custos gerados para os sistemas de saúde. E uma nova descoberta faz agravar ainda mais essa situação. “Todo episódio de depressão deixa rastros no cérebro. Quanto mais se espera por auxílio especializado, mais os neurônios vão sendo danificados. Um estudo realizado na Escandinávia relaciona a depressão não tratada ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Um paciente sem tratamento correto tem quatro vezes mais riscos de males como Alzheimer e Parkinson”, relata Thomas Schlaepfer, professor de psiquiatria da Universidade Johns Hopkins.
A depressão pode ser classificada em:
Primária (quando não tem uma causa detectável) ou
Secundária (atribuível a doenças físicas ou a medicamentos).
Genética, de acordo com o padrão de aparecimento em membros de uma mesma família (esporádica, espectral ou familial).
Unipolar (quando não há ocorrência de episódios de mania) ou bipolar (quando ocorrerem sintomas intercalados ou concomitantes de mania).
Leve ou grave, de acordo com a gravidade dos sintomas e o grau de comprometimento funcional.Tipos de Depressão:Depressão reativa ou secundáriaSurge em resposta a um estresse identificável como perdas (reações de luto), doença física importante (tumores cerebrais, AVC, hipo ou hipertireoidismo, doença de Cushing, LES, etc.), ou uso de drogas (reserpina, clonidina, metildopa, propranolol, promazina, clorpormazina, acetazolamida, atropina, hioscina, haloperidol, corticosteróides, benzodiazepínicos, barbitúricos, anticoncepcionais, hormônios tireoidianos, etc). Corresponde a mais de 60% de todas as depressões.Depressão menor ou distimiaÉ uma desordem depressiva crônica, na qual os sintomas permanecem por períodos longos de tempo de forma leve, no qual o paciente consegue funcionar socialmente, mas sem experimentar prazer.Depressão maior ou unipolarÉ uma desordem depressiva primária, endógena, caracterizando-se por episódios depressivos no paciente predisposto à doença. Resultaria de tendência inata, determinada por fatores hereditários e bioquímicos que produziriam um distúrbio da neurotransmissão central, secundária a um déficit funcional de neurotransmissores (dopamina, noradrenalina e/ou serotonina) e/ou a uma alteração transitória de seus receptores ao nível do SNC. Durante o episódio, os sintomas depressivos são severos e intensos, causando prejuízo significativo nas atividades sociais, ocupacionais e de lazer do indivíduo, havendo alto risco de suicídio se não tratado. Corresponde a 25% de todas as depressões. A Depressão Maior pode ser manifestada apenas por um único episódio, ou ser recorrente.Depressão bipolar ou psicose maníaco-depressivaÉ também uma desordem primária, endógena e que se caracteriza por episódios depressivos alternados com fases de mania ou de humor normal, com estados de significativa mudança de humor do paciente (oscilações cíclicas do humor entre "altos" (mania) e "baixos" (depressão)). Quando deprimida, a pessoa pode ter alguns ou todos os sintomas de depressão. Quando em mania, torna-se falante, eufórica e/ou irritável, cheia de energia, grandiosa. A mania prejudica o raciocínio, a crítica (capacidade de julgamento) e o comportamento social, podendo ocasionar graves conseqüências e constrangimentos, pois a pessoa em fase mania se envolve facilmente em negócios mirabolantes e incertos ou em aventuras românticas e toma atitudes precipitadas e inadequadas. Se não tratada, a mania pode piorar, evoluindo para quadro psicótico (com delírios e/ou alucinações). Essa desordem afetiva estaria relacionada com um distúrbio da neurotransmissão central secundário a um déficit de neurotransmissores ou hipossensibilidade de seus receptores na fase depressiva e a um aumento destes neuro-hormônios ou da hipersensibilidade de seus receptores na fase maníaca. Corresponde a cerca de 10% de todas as depressões.Depressão pós-partoOcorre entre 2 semanas a 12 meses após o parto, com risco maior em mulheres com antecedentes de depressão. Considera-se que o parto seja um potente estressor, desencadeando depressão em mulheres com tendência à mesma. Este tipo de depressão pode dever-se a perturbações e alterações do foro emocional e/ou hormonal, uma vez que o corpo da mulher sofre demasiadas alterações com o nascimento de um bebê.
Tensão pré-menstrual (TPM)
Há depressão acentuada, irritabilidade e tensão antes da menstruaçãओ. Afeta entre 3% e 8% das mulheres em idade fértil.
sábado, 21 de junho de 2008
Sintomas da depressão

Os principais sintomas podem ser confundidos com tristeza, apatia, preguiça, irresponsabilidade e em casos crônicos como fraqueza ou falha de caráter. Mas só deve ser caracterizada como tal, quando presentes na maior parte do dia e perdurarem por no mínimo duas semanas. Falta de interesse pelas atividades que apreciava e não conseguir ficar parado. Contudo, seus movimentos são mais lentos que o habitual. Tem sentimentos inapropriados de desesperança, baixa auto-estima e desvalorização de si. A
Segundo o DSM-IV, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4ª edição.
Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
Anedônia: Interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
Sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
Dificuldade de concentração: habilidade freqüentemente diminuída para pensar e concentrar-se;Fadiga ou perda de energia;
Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
Problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
Idéias recorrentes de morte ou suicídio.
Depressão é um Transtorno Afetivo (ou do Humor). Também pode ser chamada de transtorno depressivo maior, caracterizada por uma alteração psíquica e orgânica global, com conseqüentes alterações constantes na maneira de valorizar a realidade e a vida. Devido ao afeto depressivo e negativo, as sensações físicas corriqueiras e habituais em qualquer pessoa são valorizadas pessimistamente nos deprimidos. Uma simples tontura, por exemplo, apesar de ser um acontecimento perfeitamente trivial na vida de qualquer pessoa, é percebida como algo mais sério pelo deprimido, como uma ameaça de desmaio ou coisa assim. Por causa do afeto depressivo as pessoas passam a observar exageradamente o funcionamento de seus organismos. Ora verificando o ritmo intestinal, ora prestando muita atenção às sensações vagas, aos formigamentos, às dores aqui e ali, às indisposições, palpitações e assim por diante.A depressão é o resultado de uma alteração da ação de neurotransmissores no cérebro, na comunicação entre as células cerebrais, os neurônios, causando um desequilíbrio químico-fisiológico. No caso da depressão, são importantes duas substâncias: a serotonina e a noradrenalina. Elas estão envolvidas em todos os processos responsáveis pelos sintomas da doença. Os sintomas da depressão interferem drasticamente com a qualidade de vida e estão associados a altos custos sociais: perda de dias no trabalho, atendimento médico, medicamentos e suicídio. Pelo menos 60% das pessoas que se suicidam apresentam sintomas característicos da doença. Embora possa começar em qualquer idade, a maioria dos casos tem seu início entre os 20 e os 40 anos. Tipicamente, os sintomas se desenvolvem no decorrer de dias ou semanas e, se não forem tratados, podem durar de seis meses a dois anos. Passado esse período, a maioria dos pacientes retorna à vida normal. No entanto, em 25% das vezes a doença se torna crônica.
terça-feira, 17 de junho de 2008
"Deprê"

Escutamos com certa freqüência que fulano está deprimido, está triste e está “pra baixo”. Infelicidade, tristeza, desânimo, inutilidade, culpa e até vazio são sentimentos normais que qualquer pessoa pode sentir após acontecimentos indesejáveis, traumas e decepções. Porém, “depre” quando usado nesse sentido não necessariamente estamos falando de uma pessoa doente, com depressão. Esse termo é muito usado de forma banal para descrever momentos, no qual se encontram tristes. Em uma ou duas semanas esses sentimentos devem desaparecer. Fala-se de sentimentos e não da doença depressão que, apesar de semelhanças, é algo diferente e exige tratamento.
Apesar de caracterizada desde a antiguidade, representa hoje, uma das doenças mais comuns da era moderna. Estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão. Mesmo tento tratamento a depressão é um transtorno recorrente, sendo que aproximadamente 80% dos indivíduos que receberam tratamento para um episódio depressivo terão um segundo episódio depressivo ao longo de suas vidas. Quatro é a média de episódios que uma pessoa chega a ter durante sua vida.
A depressão é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. É um mal que acomete homens, mulheres e crianças, de todas as etnias e classes sociais, porém a ocorrência em mulheres é o dobro da ocorrência em homens. Todavia, esta diferença desaparece completamente entre os 50 e 55 anos. A depressão nervosa é causa comum de aposentadoria por invalidez na América do Norte e em outros países da Europa. Nos anos 90, a depressão foi considerada como a quarta causa de incapacitação. Segundo a OMS, em 2020, a depressão nervosa passará a ser a segunda causa de mortes mundiais por doença, após doenças coronárias. Estima-se que 15% das pessoas com depressão grave tentam suicídio. Mais de 60% dos suicídios são atribuíveis a depressão. A taxa de suicídio entre depressivos é 30 vezes maior do que a média da população em geral. E apesar de acometer mais mulheres que homens, eles morrem quatro vezes mais por suicídio que elas (apesar de elas cometerem mais tentativas). Ainda, a depressão é considerada em várias partes do mundo como uma das doenças com maior taxa de mortalidade.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
DEPRESSÃO

Sinto me exausta,
Cansada de tentar,
Sem força pra seguir.
Os dias passam
E servem pra me certificarem
Do fracasso, do esforço inglório
Da vida sem sentido,
Do sentido contrário que caminho.
Sinto me exausta,
Cansada de lutar,
Sem força pra continuar.
Os dias passam
E servem pra me mostrar
Que me afogo nas ilusões
E mesmo frente às decepções
Insisto no caminho
Sinto me exausta
Cansada de respirar
Sem força pra mudar
Os dias passam
E servem pra me forçar
A reconhecer a mediocridade,
A insignificância do meu ser,
O exemplo a não ser seguido
E num último suspiro
O que deixo inscrito
É que sigam o inverso
Do que por mim foi dito.
E percorram outro caminho
Que por mim não foi seguido.
Que em minha homenagem
Eu seja o exemplo
Daquilo que não deve ser seguido
Dando utilidade a um ser
Que teve oportunidade e
Que não soube SER
Sinto me exausta
Cansada, sem força,
Nada mais quero
Nem coisa, nem ninguém
Apenas me aquietar
Fechar os olhos
E aguardar tudo silenciar...
Cansada de tentar,
Sem força pra seguir.
Os dias passam
E servem pra me certificarem
Do fracasso, do esforço inglório
Da vida sem sentido,
Do sentido contrário que caminho.
Sinto me exausta,
Cansada de lutar,
Sem força pra continuar.
Os dias passam
E servem pra me mostrar
Que me afogo nas ilusões
E mesmo frente às decepções
Insisto no caminho
Sinto me exausta
Cansada de respirar
Sem força pra mudar
Os dias passam
E servem pra me forçar
A reconhecer a mediocridade,
A insignificância do meu ser,
O exemplo a não ser seguido
E num último suspiro
O que deixo inscrito
É que sigam o inverso
Do que por mim foi dito.
E percorram outro caminho
Que por mim não foi seguido.
Que em minha homenagem
Eu seja o exemplo
Daquilo que não deve ser seguido
Dando utilidade a um ser
Que teve oportunidade e
Que não soube SER
Sinto me exausta
Cansada, sem força,
Nada mais quero
Nem coisa, nem ninguém
Apenas me aquietar
Fechar os olhos
E aguardar tudo silenciar...
terça-feira, 10 de junho de 2008
O trabalho do psicólogo na cirurgia de redução do estomago
A Obesidade Mórbida é uma doença multifatorial que envolve componentes genéticos, comportamentais, psicológicos, sociais, metabólicos e endócrinos (Björntorp, 2003) e por isso deve ser tratada por uma equipe multidisciplinar, segundo resolução do Conselho Federal de Medicina.
Essa equipe multiprofissional ou multidisciplinar, segundo o último Consenso Brasileiro Multissocietário em cirurgia da Obesidade (2006), “visa avaliar, orientar e acompanhar os pacientes portadores de obesidade em programas de cirurgia bariátrica...” (SBCBM/2007). Esta equipe é composta por: cirurgião bariátrico, médico clínico (geral, endocrinologista, intensivista, ou cardiologista), psiquiatra e/ou psicólogo, nutrólogo e/ou nutricionista, podendo atuar de forma complementar, outros profissionais, tais como: anestesiologista, endoscopista, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e profissionais da área de educação física.
O trabalho do psicólogo inicia-se no preparo pré-operatório. O paciente e seus familiares precisam e devem ser informados sobre os procedimentos cirúrgicos. Dentre esses procedimentos, estão as opções de técnicas cirúrgicas, riscos e benefícios da cirurgia e mudanças necessárias que o paciente terá que ter após a cirurgia. Geralmente essas informações são fornecidas através de reuniões preparatórias com a equipe responsável, através de uma linguagem simples e fácil.
O psicólogo também tem como função, avaliar como o paciente encontra-se emocionalmente para a cirurgia, avaliar e auxiliar na cognição e compreensão dos aspectos decorrentes do pré e pós-cirurgico, detectar e orientar os pacientes portadores ou potencialmente sujeitos a distúrbios psicológicos graves. (Franques, 2003)
Os candidatos á cirurgia, indicados pelos médicos, passam por uma avaliação psicológica pré-cirurgica. Essa avaliação tem o objetivo de conhecer melhor o paciente no campo psíquico, seus hábitos e padrões de comportamento, verificando se o paciente encontra-se psiquicamente saudável para enfrentar as mudanças que vai vivenciar, considerando a experiência pessoal e particular de cada um, a fim de propiciar não só o emagrecimento, mas também qualidade de vida.
Ainda, como função do psicólogo está à desmistificação da idealização da cirurgia, a conscientização de que a cirurgia não é um “processo mágico”, na qual o sujeito será emagrecido. Mas que ele é um participante ativo, responsável pelo modo relacional que possui com a comida e o lugar que ela ocupa em sua vida. O psicólogo através de uma anamnese do paciente pode trazer-lhe a consciência o vinculo do alimento ou do ato de comer com alguns sentimentos e ou emoções na tentativa tanto de favorecer o emagrecimento, quanto de tentar evitar o deslocamento do comportamento aditivo para outro objeto que não a comida, como compras, álcool, sexo etc. Também é investigada a presença de sintomas de depressão, angústias, ansiedades, crenças (fantasias X realidade) distúrbios alimentares e comportamentos purgativos que podem vir a comprometer o resultado cirúrgico. Essa investigação é realizada através de entrevista clínica e ou aplicação de bateria de testes analíticos e projetivos.
Uma segunda etapa da participação do psicólogo na gastroplastia se faz no período pós-cirurgico, período que mistura desconforto, adaptações, euforia, expectativas, ansiedades e inseguranças. No pós-operatório, o foco terapêutico passa a ser a nova imagem corporal e as repercussões sobre a personalidade do indivíduo. As mudanças, alimentar ou física, ocorrem rapidamente e liberto da camada de gordura “protetora”, podem emergir conflitos emocionais mais básicos, até então, inconscientes. É através de um trabalho psicoterápico ou acompanhamento psicológico, o operado poderá ser auxiliado a se conhecer e a se compreender melhor possibilitando uma reestruturação emocional que construirá uma nova identidade.
Leia mais sobre no site: http://www.abcdaobesidade.com.br/
Essa equipe multiprofissional ou multidisciplinar, segundo o último Consenso Brasileiro Multissocietário em cirurgia da Obesidade (2006), “visa avaliar, orientar e acompanhar os pacientes portadores de obesidade em programas de cirurgia bariátrica...” (SBCBM/2007). Esta equipe é composta por: cirurgião bariátrico, médico clínico (geral, endocrinologista, intensivista, ou cardiologista), psiquiatra e/ou psicólogo, nutrólogo e/ou nutricionista, podendo atuar de forma complementar, outros profissionais, tais como: anestesiologista, endoscopista, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e profissionais da área de educação física.
O trabalho do psicólogo inicia-se no preparo pré-operatório. O paciente e seus familiares precisam e devem ser informados sobre os procedimentos cirúrgicos. Dentre esses procedimentos, estão as opções de técnicas cirúrgicas, riscos e benefícios da cirurgia e mudanças necessárias que o paciente terá que ter após a cirurgia. Geralmente essas informações são fornecidas através de reuniões preparatórias com a equipe responsável, através de uma linguagem simples e fácil.
O psicólogo também tem como função, avaliar como o paciente encontra-se emocionalmente para a cirurgia, avaliar e auxiliar na cognição e compreensão dos aspectos decorrentes do pré e pós-cirurgico, detectar e orientar os pacientes portadores ou potencialmente sujeitos a distúrbios psicológicos graves. (Franques, 2003)
Os candidatos á cirurgia, indicados pelos médicos, passam por uma avaliação psicológica pré-cirurgica. Essa avaliação tem o objetivo de conhecer melhor o paciente no campo psíquico, seus hábitos e padrões de comportamento, verificando se o paciente encontra-se psiquicamente saudável para enfrentar as mudanças que vai vivenciar, considerando a experiência pessoal e particular de cada um, a fim de propiciar não só o emagrecimento, mas também qualidade de vida.
Ainda, como função do psicólogo está à desmistificação da idealização da cirurgia, a conscientização de que a cirurgia não é um “processo mágico”, na qual o sujeito será emagrecido. Mas que ele é um participante ativo, responsável pelo modo relacional que possui com a comida e o lugar que ela ocupa em sua vida. O psicólogo através de uma anamnese do paciente pode trazer-lhe a consciência o vinculo do alimento ou do ato de comer com alguns sentimentos e ou emoções na tentativa tanto de favorecer o emagrecimento, quanto de tentar evitar o deslocamento do comportamento aditivo para outro objeto que não a comida, como compras, álcool, sexo etc. Também é investigada a presença de sintomas de depressão, angústias, ansiedades, crenças (fantasias X realidade) distúrbios alimentares e comportamentos purgativos que podem vir a comprometer o resultado cirúrgico. Essa investigação é realizada através de entrevista clínica e ou aplicação de bateria de testes analíticos e projetivos.
Uma segunda etapa da participação do psicólogo na gastroplastia se faz no período pós-cirurgico, período que mistura desconforto, adaptações, euforia, expectativas, ansiedades e inseguranças. No pós-operatório, o foco terapêutico passa a ser a nova imagem corporal e as repercussões sobre a personalidade do indivíduo. As mudanças, alimentar ou física, ocorrem rapidamente e liberto da camada de gordura “protetora”, podem emergir conflitos emocionais mais básicos, até então, inconscientes. É através de um trabalho psicoterápico ou acompanhamento psicológico, o operado poderá ser auxiliado a se conhecer e a se compreender melhor possibilitando uma reestruturação emocional que construirá uma nova identidade.
Leia mais sobre no site: http://www.abcdaobesidade.com.br/
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