sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Longevidade

“A capital mundial da longevidade” é Okinawa, uma província ao sul do Japão, formada por pequenas ilhas, na qual habitam o maior número de centenários do mundo. Sendo eles autônomos em 80% dos seus velhos, dispensando cuidados hospitalares. E qual o segredo para viver tanto? Segundo o geriatra e cardiologista Makoto Suzuki, diretor do centro de longevidade de Okinawana, só a hereditariedade não justifica a longevidade, mas claro que ajuda. Porém, além da genética, outros fatores influenciam podendo aumentar em até 17 anos a vida. São eles: bons hábitos alimentares, atividade física, auto-ajuda (cultivo da autonomia e da espiritualidade) e ajuda mútua (apoio social ou voluntarismo).



Para Makoto, qualquer pessoa de qualquer país pode seguir essa receita e ter vida longa. Mas aqui eu pergunto: para quê viver? Por que você quer viver tanto? Se for para cumprir um propósito nobre, muito que bem. Alias só se vive muito se incluirmos ajuda ao próximo, (ajuda mútua) não é?

 
 
Fonte: FolhaSP - caderno Saúde pag C9 de 11/08/2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Bater para Educar?

Nos últimos dias esse assunto ganhou manchetes no Brasil, depois que o governo federal decidiu transformar o “tapa pedagógico” e castigos físicos em crime. Talvez, alguns tenham refletido sobre o assunto, outros não.

Essa questão por si só já se apresenta tão antagônica, e a meu ver, segue a mesma lógica que permeia criar e manter um departamento de Guerra para defender a Paz.

Achei muito interessante a matéria da capa da Revista Veja deste mês: “Palmadinha fora da Lei”, na qual percorre a história dos castigos físicos iniciada pelos Esparta como recurso na educação de meninos e moços. Naquela época “uma vez ao ano, os meninos eram chicoteados na frente do altar dedicado à deusa Ártemis, protetora da caça e da cidade, num ritual que visava a premiar os mais resistentes.” Esparta desapareceu, mas os castigos sobreviveram.

Naquela época, suportar a dor física era mais uma questão de sobrevivência futura, na qual a resistência física era essencial, do que de educação moral.

Ao longo de trinta anos a Universidade de São Paulo realizou pesquisas com crianças que sofriam castigos físicos na infância e concluíram que essas crianças chegavam à vida adulta, traumatizadas e se mostravam mais agressivas em situações corriqueiras do dia-a-dia”. Também sabemos que as crianças tendem a fazer aquilo que fazemos e não aquilo que falamos para fazerem. Assim sendo, nossas atitudes são mais educativas do que nossa fala.

E plagiando Rosely Sayão “educar é introduzir criança ao mundo do convívio civilizado. Bater, portanto, não faz o menor sentido”.

É possível educar sem usar de força física ou aplicar sansões humilhantes. Isso, porém não quer dizer que as crianças e jovens possam fazer o que bem entendam, entregando-se aos seus impulsos e caprichos, sem precisarem de limite. Alias, dar limites é um ato de amor. Mas para isso é necessário que o educador tenha autocontrole e tenham a segurança de manter-se firme na sua decisão.

Na minha concepção o tal “tapa pedagógico” deveria ser usado em último recurso e em situações de perigo eminente, mas como toda sensação de poder vicia, pode acabar sendo usado fora desse contexto. Como toda lei de difícil aferição e controle, sua existência pode incorrer em abuso, em uso distorcido. Para que isso não ocorra, novamente caímos na mesma questão, vamos punir o mau uso do excesso de agressão com outra agressão? Para que essa nova lei nem precise ser usada será necessário um trabalho de conscientização do desenvolvimento humano. E quem faria isso e em qual momento da vida dos pais?


Dados retirados da Veja ed. 2174 ano 43 nº29 e do encarte equilíbrio assinado por Rosely Sayão da Folha de SP de 27 jul./10

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Viver um grande amor

Viver um grande amor. Todos querem e muitos correm atrás, mas nem todos conseguem. Amor é facilmente confundido com paixão.

Sentimento misterioso, irracional, avassalador, mas não indecifrável. A ciência caminha em busca de uma fórmula, ainda meio as cegas, contudo já descortina a silueta escondida.
Criamos teorias mirabolantes, religiosas, comportamentais, estéticas, mas a ciência tem desvendado que a atração é guiada por processos bioquímicos, pelos hormônios, a favor da preservação. Ou seja, a paixão em nada tem a ver com romantismo. Isso também não quer dizer que não tenha nada a ser feito. Podemos sim dar uma forcinha.

É difícil não perder o otimismo, mas pesquisas indicam que após a 38ª relação que suas chances de encontrar o par ideal chegam ao auge. Mesmo sendo utópico é essa a estatística. Deveras interessante já que pesquisas também indicaram que 99,81% dos casais estudados não seguiam à risca a fórmula. Matemáticos e cientistas esquecem que as emoções não são matemáticas...são hormonais e mnêmicas, mas podemos favorecê-las com nosso comportamento, fazendo melhores escolhas.

Quando estamos sozinhos em busca de um grande amor, procuramos freqüentar “baladas” e bares. Escolha errada. Dificilmente um grande amor, um relacionamento sério será originário de um encontro de um desses lugares. Nada contra baladas e bares, mas lugares como esses já carregam o estigma de espaços para “curtir” sem compromisso. A maioria que vai para esses lugares, já vai com essa disposição, assim dificilmente inicia uma conversa, um encontro ou um relacionamento com outra intenção que não seja aproveitar o momento presente e momentâneo. As pesquisas confirmam essa tendência. 68% dos relacionamentos sérios e mais duradouros e 53% dos passageiros as pessoas são apresentadas por conhecidos em comum. E 60% dos romances iniciam-se em ambientes semiprivados como escolas, trabalho ou uma festa de conhecidos. Ou seja, lugares nos quais já existe uma afinidade naturalmente maior. Apenas 10% dos romances iniciaram-se em bares e baladas.

Estar em boas condições de saúde física e financeira também influencia a paixão. Experimentos demonstraram que mulheres se sentem mais atraídas para um relacionamento sério por homens que apresentam uma situação financeira estável, do que por homens mais bonitos. Inconscientemente isso pode traduzir segurança, boa condições de gerar e manter uma prole. Já para os homens a beleza e juventude são pontos fortes para os homens. E novamente inconscientemente isso traduza procriação de uma prole saudável. Ou seja, paixão está ligada a condições adequadas de gerar e manter descendentes saudáveis. Está ligada a manutenção da espécie.
E nós o que fazemos, não temos participação alguma nisso?
Temos sim, muita participação na manutenção da paixão e na transmutação da paixão em amor. O sistema fisiológico inconsciente nos ajuda a achar, manter é só conosco, através das nossas atitudes e comportamentos. E daí entra outra novela, com outros tantos elementos inconscientes que favorecem ou não um relacionamento.


Colaboração de Jeanne Gallegari, Super interessante Edição 278


terça-feira, 29 de junho de 2010

Transtorno Afetivo Bipolar

Transtorno Afetivo Bipolar ou Transtorno   Bipolar do Humor ou como era chamado Transtorno maiaco-depressivo.

Características:

O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.
Entre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também os pacientes, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.

A mortalidade entre os portadores de TAB é elevada, sendo o suicídio a causa mais freqüente de morte, principalmente entre os jovens. Estima-se que até 50% dos portadores tentem o suicídio uma vez na vida pelo menos e efetivamente 15% o cometem. O uso de algum tipo de droga entre os portadores também é bem freqüente, sendo que 41% estão associados à dependência de álcool e 12% de alguma outra droga ilícita. Além das doenças clínicas como diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares que são mais freqüentes em portadores do Transtorno Afetivo Bipolar.

Causas:
A causa ao certo ainda é desconhecida, mas é dada grande relevância a hereditariedade. Entre 80 e 90% dos casos há algum parente próximo na família com o mesmo transtorno. Fatores ambientais associados ao TAB também foram amplamente estudados e de relevante apenas encontraram associado uma condição socioeconômica desfavorável levada pelo desemprego. Também se observou uma maior incidência de TAB em solteiros e mulheres nos três primeiros meses pós-parto.

Tratamento:

O tratamento adequado reduz a incapacitação e a mortalidade dos seus portadores. De imediato é necessário estabilizar o humor e para isso é indicado a prescrição de estabilizadores de humor em associação a antidepressivos (para fase depressiva) e de antipsicóticos ou tranqüilizantes (para fase de mania). É um tratamento continuo. Após algum tempo de uso de medicamentos, efeitos colaterais podem surgir. Mesmo assim o uso dos medicamentos não deve ser suspenso. Caso pare, os sintomas podem reaparecer. O médico deve ser sempre procurado para orientação e adequação medicamentosa.

O tratamento psicoterápico é indicado para amenizar os prejuízos na vida pessoal e social e para maior aderência ao tratamento medicamentoso. A psicoterapia familiar é indicada para que a família saiba lidar com o portador e com as situações da doença. O apoio familiar é fundamental ao tratamento.

O tratamento com eletro choque somente é indicada para pacientes que têm outras doenças e que não podem tomar outros medicamentos. Este é um procedimento que envolve choques, mas muito bem controlado e com anestesia.
A internação deve ocorrer quando o paciente oferece risco para a sua integridade física ou a de outros.



domingo, 20 de junho de 2010

Transtorno Bipolar do Humor

O transtorno Bipolar do Humor, também conhecido como transtorno afetivo Bipolar (TAB), ou como antigamente Psicose Maníaca Depressiva (PMD) é um transtorno psiquiátrico relacionada ao humor ou afeto com episódios depressivos alternados com episódios maníacos ao longo da vida. Esse transtorno atinge cerca de 1,5% da população geral. É um distúrbio grave, porém por ter um quadro de sintomatologia consistente permite diagnóstico precoce, confiável e pode ser tratado. Apesar de não podermos falar em cura, podemos dizer que pode ser bem controlada através de medicamentos e psicoterapia podendo levar o indivíduo a ter uma vida normal. Isso dependerá muito da adesão do paciente ao tratamento continuo e da capacidade em realizar as mudanças no estilo de vida.

Essa oscilação de humor freqüente afeta não só o paciente, mas os amigos e principalmente os familiares. Podendo comprometer os relacionamentos, as finanças da família, a capacidade funcional social e ocupacional do portador. Ou seja, atinge a qualidade de vida de todos que estão em volta.

Esse transtorno se manifesta sob duas formas: Tipo I (com predomínio de episódios de mania) por cerca de 0,8% da população geral e a o Tipo II (predomínio de episódios depressivos)em cerca de 0,5% da população geral.
Mania como a psiquiatria a descreve não é a mesma que pensamos. Em nada tema haver com a tendência a repetir várias vezes a mesma coisa. Mania para a psiquiatria é caracterizada por um humor elevado, eufórico que dura pelo menos uma semana ou por muito mais tempo e apresenta-se com outros sintomas como: sensação de energia aumentada com aumento da atividade física e necessidade diminuída de sono; pensamento muito rápido, podendo não concluir uma idéia, emendando-a na outra sucessivamente (fuga-de-idéias). Ego inflado com sentimentos de grandiosidade, podendo acreditar que possui poderes especiais; irritabilidade anormal muito em parte ocasionada pelo aumento da percepção de estímulos externos. Aumento da libido e da atividade sexual, podendo se apresentar uma pessoa socialmente inconveniente. Euforia com forte pressão para falar ininterruptamente; juízo crítico deficiente e comportamento de risco aumentado, sem manifestar preocupação com a mesma. Por exemplo, uma pessoa em estado de mania pode pegar um carro e andar em velocidades altíssimas sem conseguir pará-lo ou diminuí-la.

A fase depressiva, de certa forma podemos descrevê-la como a oposta da mania. Humor depressivo, auto-estima baixa, capacidade física comprometida com grande sensação de cansaço. Pensamento lento e dificuldade na atenção. Perda do prazer de atividades antes agradáveis e baixa libido. A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.

Aguradem, em breve origem e tratamento da TAB


sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos Namorados/ Valentine’s Day,

A mais remota comemoração dos dias dos namorados consta do séc. III, baseada na fé Cristã de Roma. Contudo a mitologia grega já fazia referencia a paixão, ao ciúme, aos desencontros, sacrifícios e todas as emoções contidas num relacionamento amoroso, inclusive do amor no namoro, representado na figura de Pã (Lupércio ou Lupercus em Roma), o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores. Lupercus era invocado para manter os lobos distantes que vagavam próximos as casas. Pã, dessa forma fora designado o protetor dos casais. Assim, no dia 15 de fevereiro era oferecido um festival em sua honra, tendo como costume colocar os nomes das meninas romanas escritos em papeis dentro de um frasco e cada rapaz retirava um papel e deveria namorar a escolhida naquele ano. Na Idade Média, 14 de fevereiro era o 1º dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média deixavam mensagens de amor na soleira da porta da amada. Nos dias atuais há uma troca mútua de mensagens de amor em forma de objetos simbólicos, os quais se incluem corações e a figura do cúpido com asas em substituição ao pássaro. Os manuscritos deram lugar aos cartões produzidos em massas, tornando essa data umas das mais lucrativas do ano.

Outra versão desse dia romântico consta do século XVII, no qual ingleses e franceses passaram a celebrar no dia 14 de fevereiro, o dia da morte de São Valentim como a união do Dia dos Namorados. Um século depois, nos EUA a data era adotada como Valentine’s Day. Em 270 a.C., o bispo Valentino desafiou o imperador Claudio II que proibia a realização de casamentos durante as guerras, pois acreditava que homens solteiros eram melhores combatentes e realizava casamentos secretos. Descoberto, fora preso e condenado à morte. Enquanto aguardava sua execução recebia muitos bilhetes de jovens que diziam-lhe que ainda acreditavam no amor. O bispo encarcerado apaixona-se pela filha cega do carcereiro, Asterius. Milagrosamente, antes de morrer devolveu—lhe a visão e deixou-lhe uma carta de amor, na qual assinava como “De seu Valentim” ou “Seu Namorado”

No Brasil, numa versão bem menos romântica e bem mais recente, o dia dos namorados foi introduzido em 1950 pelo publicitário João Dória que trouxe a idéia do exterior com a intenção de criar o equivalente ao Valentine’s Day para alavancar as vendas. Com o slogan “não é só com beijo que se prova o amor”, foi criado o dia dos namorados no dia 12 de junho por ser uma época pobre em festas comemorativas e em vendas e por ser próxima a data do Santo Antônio, santo português casamenteiro devido suas pregações a respeito da importância da união familiar.



sábado, 5 de junho de 2010

ESTRESSE

“O estresse é um inimigo silencioso,



que pode causar sérios danos à saúde”.


Pressão alta, gripes constantes, alergias ou dor de estômago são problemas físicos tão comuns, que quase ninguém dá importância para eles. Mas por trás dessas corriqueiras doenças, pode existir uma bomba relógio poderosa capaz de explodir a qualquer momento: o ESTRESSE.

A vida de hoje nos afastou da natureza e nos colocou num permanente estado de competição e conflitos. Sobreviver no campo ou nas grandes cidades, em qualquer lugar do Planeta é um desafio muitas vezes maior do que as nossas forças. Corremos de um lado para o outro, sem descansar. Não damos nem mesmo uma escapadinha para entrarmos numa loja e olharmos uma vitrine. Quando paramos para pensar semanas e meses já se passaram. Uma sensação de falta de controle sobre a própria vida toma conta da alma.

Além disso, o contato humano é cada vez menor. Fechando-se em seus mundos, as pessoas acabam mantendo um contato formal até com os vizinhos. O efeito desse isolamento é o aumento do estresse e das doenças que o acompanham, como a ansiedade e a depressão, que afeta milhões de pessoas.

Infelizmente, não é possível fugir das pressões do cotidiano. Porém, conhecendo o estresse e como evitá-lo, pode se viver com mais qualidade.

Apesar de pensarmos que o Estresse acontece apenas hoje em dia, devemos saber que ele existe há milhões de anos, desde quando os homens primitivos lutavam pela própria sobrevivência, escondendo-se em cavernas do sol escaldante, frio intenso, animais ferozes e de grande porte. Com o objetivo de sobreviver, encontravam uma forma de reagir diante destas dificuldades através da vontade de lutar e ganhar, caçar e conseguir se alimentar, entre outras necessidades. Porém, foi na década de 30, através de um endocrinologista canadense Hans Selye (1907-1982) que primeiro pesquisou o estresse, que se observou que organismos diferentes apresentavam um mesmo padrão fisiológico para estímulos sensoriais ou psicológicos. E a conseqüência disto seriam os efeitos nocivos em quase todos os órgãos, tecidos ou processos metabólicos, etc. Fez ele, então, uma abordagem biológica a um fenômeno que anteriormente, já na época moderna, foi inicialmente estudado como um conceito da Física, envolvendo materiais que são prensados.

Precisamos dizer também, que o estresse não é uma doença, mas a persistência desse estado, pode levar ao adoecimento, “escolhendo” cada indivíduo, o seu órgão “de choque”, isto é, o seu órgão mais vulnerável diante de situações que não consegue controlar.
É importante afirmar, outrossim, que eliminar completamente todos os tipos de Estresses não é benéfico, isto é, fisiologicamente a ausência total de estresse equivale à morte. O que devemos tentar fazer é reduzir em nós próprios, os efeitos danosos do Estresse que a sociedade nos proporciona e sensibilizá-la para os meios capazes de ajudar a administrar melhor os chamados “estressores do cotidiano”. Conhecer o Estresse, suas causas, sinais e sintomas são de fundamental importância, então, para aprendermos a lidar com ele.

Aproximadamente 50 a 75% das consultas médicas hoje em dia estão direta ou indiretamente relacionadas ao Estresse. Por isso a necessidade de darmos a este assunto uma conotação preventiva e educacional, evitando-se danos maiores aos indivíduos em todos os ambientes dos quais freqüenta, principalmente em seu ambiente de trabalho, é o que aqui nos interessa fazer.

CONCEITO
O Estresse seja ele de natureza física, psicológica ou social, é composto de um conjunto de reações fisiológicas que, se exageradas em intensidade ou duração, podem levar a um desequilíbrio no organismo. A reação ao estresse é uma atitude biológica necessária para a adaptação às situações novas.

Selye descreveu os sintomas do estresse sob o nome de SÍNDROME GERAL DE ADAPTAÇÃO - SGA, composta de 3 fases sucessivas: fase de alarme, fase de resistência ou fuga, e fase de exaustão ou esgotamento.

Fase de alarme: ocorre quando o indivíduo entra em contato com o agente estressor (o que causa o estresse) e o seu corpo perde o equilíbrio. O organismo reconhece o estressor e começa ativando o sistema neuroendócrino, produzindo através das glândulas supra-renais os hormônios típicos do estresse, ou seja, o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. Por causa disso, notadamente por conta da adrenalina, os batimentos cardíacos aceleram, há dilatação das pupilas, aumenta a sudorese e aparece a hiperglicemia (aumento dos níveis de açúcar no sangue). Concomitantemente a digestão é paralisada, o baço se contrai para expulsar mais glóbulos vermelhos para aumentar o fornecimento de oxigênio aos tecidos e interrompe a atividade imunológica, por conta do cortisol. Alguns sintomas: mãos e/ou pés frios; boca seca; dor no estômago; aumento da sudorese; tensão e dor muscular; aperto na mandíbula/ranger os dentes; diarréia passageira; pressão arterial alta; taquicardia; insônia; agitação; entusiasmo súbito; entre outros.

Fase da resistência ou fuga: aqui o corpo tenta voltar ao seu equilíbrio. Pensamos até que estamos bem, sem mais aquele problema que nos assolava. O organismo pode se adaptar ao problema ou eliminá-lo. Sintomas: problemas com a memória; mal-estar generalizado; formigamento nas extremidades; sensação de desgaste físico constante; mudança de apetite; gastrite prolongada; tontura; sensibilidade emotiva excessiva; obsessão com o agente estressor; irritabilidade excessiva; desejo sexual diminuído; entre outros.

Fase da exaustão ou esgotamento: esta é a terceira fase do estresse. É perigosa, pois se tem diversos comprometimentos físicos em forma de doenças. Sintomas: dificuldades sexuais; tiques nervosos; hipertensão arterial confirmada; problemas dermatológicos prolongados; mudança extrema de apetite; impossibilidade de trabalhar; pesadelos; cansaço excessivo; irritabilidade; angústia; depressão; ansiedade exarcebada; hipersensibilidade emotiva; entre outros.

CONSEQÜÊNCIAS:
O estresse pode afetar o organismo de diversas formas, como pudemos ver acima, e seus sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Existe uma sensibilidade pessoal que reage quando enfrentamos um problema, e essa particularidade explica como lidamos com situações desafiadoras, decidindo enfrentá-las ou não. A essa capacidade de reagirmos, de enfrentarmos o estresse chama-se tecnicamente de coping (ou enfrentamento). Definindo melhor: “conjunto de estratégias utilizadas pelas pessoas - esforços cognifivos e comportamentais - aprendidas, usadas e descartadas - para se adaptarem a circunstâncias adversas ou estressantes” (LAZARUS & FOLKMAN, 1984, p.123.)


O Roteiro da Prevenção:
Alimentar-se bem, fazer exercícios, relaxar e buscar um sentido para a vida ajudam a superar ou evitar o stress.
Alimentação: Corpo nutrido com moderação e equilíbrio tende a ser um corpo saudável. A alimentação deve ser um prazer, por isso não radicalize. Não é necessário ser um vegetariano para ter boa saúde. Não evite festas nem faça do dia – a – dia um banquete:

• Mantenha-se no seu peso;

• Procure variar a alimentação, para que não faltem vitaminas e nutrientes;

• Evite muita gordura e açúcar;

• Os alimentos não devem ser muito quentes nem muito frios;

• Não restrinja seu cardápio a sanduíches e batatas fritas;

• Pare de fumar, não abuse do álcool.

Movimento: O ser humano foi feito para se movimentar, para andar. É fundamental se exercitar para evitar acúmulo de hormônios nos músculos e nos ossos, e de desagradáveis dores na coluna e nas pernas. Se não quiser praticar