domingo, 13 de dezembro de 2009

Natal


Aproxima-se o Natal... e as pessoas volta-se para a vivência da época do Natal. Apesar da correria de final de ano e dos preparativos para a festa de Natal, já paira no ar vibrações de solidariedade, amor, bondade e paz.
O Natal é uma festa Cristã, mas mesmo aqueles que não são cristãos acabam comemorando o Natal de diferentes maneiras e significados. É um momento Universal. Para os Cristãos o Natal é de máxima importância, pois se comemora a chegada, o nascimento de Jesus Cristo e com ele a esperança de Paz e de Amor. O Natal já foi comemorado em outras diferentes datas na antiguidade, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Os Budistas apesar de não comemorarem o nascimento de Cristo, “reconhecem a bondade, compaixão e sabedoria de líderes religiosos como Jesus.” Os Hare Krishna consideram o Natal “como o nascimento de uma grande personalidade, um avatar de Deus, que veio com a missão de preservar valores morais e proteger a sociedade humana da degradação.” Assim, usam essa data para celebração da paz e do amor divino, seja em família ou entre amigos e devotos de Krishna. Exercitam o espírito de cooperação e paz entre todos os seres vivos. Os Judeus, apesar de reconhecerem Jesus como uma pessoa de importância para o mundo, como líder e como ser humano, não o reconhecem como o Messias. Mesmo não comemorando nada relacionado a religião, os não ortodoxos, “se reúnem em 25 de dezembro para juntar a família, trocar presentes e ficar ao redor da árvore. Alias, em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. A árvore de Natal representa, na tradição cristã, vida, paz, esperança e alegria. Mas alguns autores atribuem o significado do pinheiro anterior ao nascimento de Cristo. Na Saturnália (festival realizado no inverno em homenagem a Saturno, deus da agricultura), os romanos enfeitavam suas casas com pinheiros. E que fora escolhido como símbolo Natalino devido à sua forma triangular, onde se representa a Santíssima Trindade. Porém, acredita-se que esta tradição de enfeitar o pinheiro no Natal começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero
, representando uma das três árvores que haviam perto do estabulo onde Jesus nasceu, que resolveram presentea-lo. A palmeira escolheu a maior e mais bela palma, e fez dela um abano para o menino. A oliveira ofereceu o suave e perfumado óleo, para amaciar os pés do menino. E finalmente, o pinheiro, já tristemente conformado com a idéia de que não tinha nada a oferecer, pois suas folhas eram como agulhas, e poderiam machucar o menino, percebe que muitas estrelas tinham pousado em seus galhos, iluminando-o de tal forma, que o olhar de Jesus não podia resistir à beleza desta arvore, (Assim o pinheiro enfeitado com bolas e luzes representa o céu em festa, esplendorosamente estrelado na noite em que menino Jesus nasceu). Após espalhar-se por toda a Europa, esta tradição chega ao continente americano em 1800.


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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O estigma, pior que a doença


Com tratamentos mais avançados, medicamentos eficazes e bom atendimento dos serviços de saúde, soropositivos encontram-se em boas ou ótimas condições clínicas. Contudo, suas vidas após o diagnóstico piorou muito. O medo de serem delatados pelos planos de saúde, assim tendo a privacidade exposta no ambiente de trabalho e a ameaça do preconceito faz com que, antes mesmo de qualquer perda de capacidade de trabalho, os portadores de AHIV se afastem de suas funções, peçam aposentadoria em função de transtorno psíquico e não físico. Muitos pedem demissão para não ter que justificar as contínuas ausências necessárias devido às idas a consultas médicas e para buscar medicamentos. Estudos mostram que 31,3% pedem aposentadoria por doença contra apenas 14,7% são realmente incapazes de trabalhar. E somente 24,6% do total de portadores requerem auxilio doença. É o medo da não aceitação que leva muitos portadores a omitirem de seus familiares e de seus amigos sua condição. Deixando-os cada vez mais marginalizados da sociedade, sem apoio familiar e dos amigos sem emprego e cada vez mais dependentes e descriminalizados. Para minimizar o preconceito o ministério da Saúde lançou uma campanha com slogan: “viver com AIDS é possível. Com o preconceito não” tendo como vídeo em que um rapaz soropositivo beija uma garota sem o vírus. O vírus apenas é transmitido por via sexual ou transfusão de sangue. HIV não passa de uma pessoa para outra pela saliva, respiração, suor, aperto de mão ou abraço.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Alimento X Depressão


Estudo realizado com 3.500 participantes durante 5 anos e publicado no periódico “British Journal of Psychiatry” afirma que pessoas que ingerem grandes quantidades de alimentos industrializados têm 58% + chances de desenvolver depressão em comparação com as pessoas que mantêm uma alimentação rica em peixes, vegetais e frutas. Aqueles que consumiam mais comida processada como: sobremesas adoçadas, frituras, grãos refinados e produtos lácteos com alto teor de gordura, mostraram-se vulneráveis à depressão.

Segundo Renério Fráguas, coordenador do Instituto de Psiquiatria da USP, um suporte insuficiente de vitamina B12, principalmente a B1, folato e Omega 3 deixa a pessoa mais vulnerável ao transtorno depressivo, mas que é difícil saber se apenas a alimentação é responsável por isso ou se pessoas com uma vida mais estressante acabam consumindo mais alimentos processados, aumentando o risco à doença. Devem ser analisados e cruzados outros fatores como organização pessoal, hábito de sono e nível de estresse que também podem influenciar no resultado. No entanto, é certo que o tipo de alimento também interfere na disposição ou não ao transtorno da depressão.


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A pouco falada vitamina D


Até bem pouco tempo atrás quase ninguém se preocupava com a existência dessa importante vitamina. Em toda a minha existência nenhum médico havia me pedido exames para medi-la. Meu primeiro contato com ela foi há uns 3 anos atrás após cirurgia de redução de estomago. Gastroplastizados geralmente possuem deficiência dessa vitamina devido à má absorção causada pela secção de parte do intestino delgado, na qual ela é absorvida. E qual foi minha surpresa, os convênios ainda não cobriam a realização desse exame. Hoje essa não é mais a realidade. Quase todos os convênios cobrem esse exame. Toda semana saem estudos associando a falta dessa vitamina a alguma doença. Não estamos falando apenas da saúde óssea que provavelmente foi uma das primeiras funções da vitamina descoberta, fixação do cálcio nos ossos. Estudos mais recentes mostram que a deficiência da vitamina D pode levar a hipertensão, diabetes, infecções e alguns tipos de cânceres. “Trabalhos feitos em animais mostram que a vitamina D tem um papel inibidor da renina, hormônio que contribui para elevar a pressão arterial.” (Bassette/Silveira). Ainda pesquisas com 5.000 pessoas mostraram que há uma relação entre baixos índices de vitamina D e maior risco de derrame e outras doenças cardiovasculares. Também mostraram que níveis adequados de vitamina D sugerem menor risco de calcificação das artérias, já que ela é antiinflamatória. Além de estimular a insulina, melhorando o controle da glicose e diminuindo a resistência ao hormônio.
A vitamina D também ajuda a equilibrar a divisão celular, sendo assim associada a tumores de cólon, próstata e mama. Outra função da vitamina D é fortalecer a produção de proteínas antibacterianas, melhorando a vulnerabilidade á infecções.
Acreditava-se que em países tropicais a falta dessa vitamina não seria problema, uma vez que a absorção a sintetização dessa vitamina ocorre com a ajuda da luz solar. Mas pesquisas revelaram que tanto idosos quanto adolescentes apresentam baixos níveis de vitamina D. Isso se explica porque, mesmo em países ensolarados, as pessoas se escondem do sol. Vivem em escritórios e salas fechadas e caminham muito pouco a pé, tendo a exposição do corpo ao sol bem reduzida. É necessário, pelo menos 15 minutos diários de exposição ao sol sem filtro solar para diminuir a hipovitaminose. Dermatologistas e oncologistas discordam, acreditam que na inexistência de uma fotoproteção tão intensa assim que chegue atrapalhar a síntese da vitamina. Eles dizem que 7minutos de exposição solar, 3x por semana são suficientes.
Outro fator que contribui para a baixa da vitamina no sangue é a pouca ingestão de alimentos com o nutriente em quantidades razoáveis. Mas mesmo com o consumo adequado desses alimentos, só essa medida não resolve porque de 10% a 20% do valor diário podem ser obtidos por meio dos alimentos.
Dessa forma, além da exposição diária de sol, é indicado a ingestão de 10 a 15 microgramas por dia de alimentos como: salmão(100g= 7microgramas); sardinha(100g = 4,5 microgramas); atum(100g= 3,5 microgramas); gema de ovo(1 unid.=0,9 microgramas); ostra(100g= 8 microgramas); leite de soja fortificado(1 copo= 2,5 microgramas) e leite integral(1 copo(250ml)=0,5 microgramas) ou através de suplementação com orientação de uma nutricionista.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O Sim que era para ser Não


Impressionante como o assunto felicidade é constantemente falado, estudado e até usado como Índice de Desenvolvimento por alguns países, é a FNB - felicidade nacional bruta. Mas, também muito se ouve falar na dificuldade em dizer não. E da forma como a entendo, saber dizer Não na hora certa, como por exemplo, nas vezes que dissemos Sim querendo dizer Não, contribua para o aumento da nossa felicidade. Além da distorção da auto-imagem que prejudica a auto-estima, como em artigo anteriores citados, Spitz acredita que a inclusão e uso do Não na linguagem ocorram por volta de um ano e meio de idade. Esse fato coincide com a fase do desenvolvimento no qual a criança, para se enxergar como ser distinto dos outros, principalmente da mãe, fala de si na terceira pessoa.
“Para René Spitz, a aquisição da capacidade de dizer “não” é um grande evento da primeira época da vida que capacita a criança a dialogar.” Mas, aos 2 anos de idade nem sempre quando ela diz “Não” significa que discorde. O “Não” teimoso da criança afirma que mesmo que ela aceite e obedeça, está fazendo por sua própria vontade. Muitos adultos ao dizer “Não” querendo dizer sim, podem estar, inconscientemente, ainda vivenciando essa fase do desenvolvimento. Como vocês podem perceber o “Sim” e o “Não”, para quem sabe ouvi-los, pode ser um indicador psicológico valioso. Porém, não deve ser confundido com o “Sim” e o “Não” objetivo que designam o querer e o não querer, referindo-se a volição de alguma questão tratada. Refiro-me ao “Sim” e ao “Não” subjetivos, que expressam uma disposição de quem fala, pouco levando em conta se está sendo afirmado ou negado algo. Nestes casos, o “Sim” pode ser uma covardia, ou seja, concorda-se para evitar o confronto e seus inconvenientes. Falar “Sim” no lugar do “Não” pode trazer aquela confusão da primeira infância, na qual me confundo com o outro, perco de vista quem sou, mas em compensação evito perder o amor, a amizade, a benevolência e a simpatia do outro. Essa necessidade narsista de ser amado faz com que nos importemos mais com o outro do que com nós mesmos. Essa covardia em dizer “Não”, dizendo “Sim”, leva-nos a perda de nós mesmos e conseqüentemente pode levar a explosões violentas, espalhafatosas para mostrar que tenho existência, penso com a minha cabeça, tenho sentimentos e desejos e não me confundo com o outro. O “Não” subjetivo normalmente é um grito de independência, uma fala de alguém livre que exerce seus direitos, é segura de si por que se sente amada e, principalmente, se ama.
“Spitz tinha razão, o uso do “Não” e do “Sim” permitem o diálogo humano, mas que nem sempre tem a ver com as questões que estão sendo discutidas”.


(René Spitz (1887 – 1974) nascido em Viena ele iniciou a profissão como médico, mas rendeu-se a psicanálise e foi o primeiro a investigar sobre a Psicologia infantil)


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domingo, 8 de novembro de 2009

Transtorno Mental



O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (Ipq) realizou um estudo na região metropolitana de São Paulo com 5.037 residentes dos 39 municípios da região. Foram excluídos moradores de rua, pessoas que vivem em instituições e presos. Esse estudo mostrou que 45% dos residentes já tiveram ao longo da vida algum transtorno mental, sendo o mais freqüente o grupo que compõem os transtornos de ansiedade, como estresse pós-traumático, fobias específicas e transtorno de pânico, com 28% dos casos. Os principais sintomas são: Sensação de medo e apreensão constante; sensação de pavor, de morte eminente; sudorese; ondas de frio ou de calor; dor de cabeça freqüente; insônia; sensação de boca seca; problemas gástricos (náuseas e indigestão); visão turva; sensação de insegurança e de incapacidade. Lembrando que para caracterizar o distúrbio é necessário apresentar pelo menos três sintomas durante 15 dias consecutivos.
A prevalência dessas doenças no mundo segue taxas mais baixas do que as apresentadas em São Paulo. Uma explicação para isso seria a “alta competitividade e expectativa social que são maiores em megalópoles do que em cidades menores”. As fobias específicas aparecem em segundo lugar com 12,4%, seguida de abuso e dependência de álcool e drogas, exceto tabaco com 11%. E ainda 7% apresentam transtorno de controle de impulso. Ou seja, conduta de oposição e desafio (não se adapta em nenhum ambiente), explosivo intermitente (crises de raiva, agressividade) déficit de atenção e hiperatividade. Os principais sintomas são a impulsividade, alta reatividade a situações e agressividade.
Mas isoladamente a depressão foi a doença mais prevalente com 18% dos avaliados. O transtorno de humor compreende a depressão maior ou leve, ciclotimia (oscilação de humor leve), transtorno bipolar e mania (humor elevado, euforia) e seus sintomas são: Alteração de humor (depressão ou euforia); alteração psicomotora (agitação ou apatia) e variação no biorritmo (sono apetite). Ainda de acordo com o estudo, as mulheres sofrem mais de depressão do que os homens. Uma em cada quatro mulheres manifesta o problema contra 11,3% dos homens. Todavia a doença incapacita mais aos homens, seja em relacionamentos, na vida social, no trabalho ou mesmo em atividade em casa. A incapacitação é maior quanto mais precoce apresenta-se a doença.
O mais preocupante é o suicídio que entre os homens é três vezes maior do que entre as mulheres e uma das principais causas do suicídio, com 35,8% dos casos, é exatamente a depressão. Também devemos considerar que dentro dos 22,4% dos que abusam de substâncias como álcool e drogas e cometem suicídio, poderemos encontrar alguns depressivos. “Os homens são mais agressivos e impulsivos do que as mulheres”, eles sabem lidar menos com os problemas do que elas e envolvem-se mais com bebidas e drogas muitas vezes mascarando os sintomas da depressão.





Dados retirados do jornal Folha de S.Paulo do caderno Saúde de 04 e 07 de novembro de 2009, reportagens de Juliane Silveira

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dias dos mortos


Porque no dia de hoje os cemitérios lotam, todos querem ir visitar seus mortos?
Nos finados o Serviço Funerário de São Paulo prevê que cerca de 2 milhões de pessoas visitem os 22 cemitérios e crematório municipais. Entendo que essas visitas fazem parte do processo de enlutamento, mas porque só hoje? “O luto é um processo, não um evento”. É um processo mental, é uma reação normal a uma perda significativa de um objeto (coisa ou pessoa) amada. O luto é um sentimento de pesar e tem diferentes formas de expressão nas diversas culturas. Como Maria Helena Pereira Franco coloca, “falar de luto é falar de nossas possibilidades de fazer, desfazer e refazer laços”.
O luto não é vivido e resolvido num único dia. Não ocorre, principalmente em um dia elegido e especificado para todos. Para Freud(1916), o luto é um processo longo e doloroso, que acaba por resolver-se por si só, quando o enlutado encontra objetos de substituição para o que foi perdido. Mannoni (1995) coloca que o processo de luto consiste no desinvestimento de afeto a um objeto e que esse processo se torna mais difícil à medida que parte de si mesmo se vê perdida no objeto. Ou seja, quando a pessoa se perde no outro. Funde a própria personalidade ao objeto amado, não se distingue do outro.
Apesar de não podermos ser rígidos com o que se deva ser experimentado no luto, Kaplan (1977) expõem fases do processo de enlutamento. Freqüentemente o luto inicial manifesta-se por um estado de choque, topor ou atordoamento, mesmo que temporário. Depois o processo passa a ser de rememoração de cenas agradáveis e desagradáveis. Todo esse processo pode ser acompanhado com graus variáveis de desinteresse pelo mundo exterior e com tristeza, que vão diminuindo conforme o processo avança. No final, a pessoa perdida passa a ser apenas uma lembrança, o sentimento de tristeza desaparece e a vida afetiva retoma seu curso voltando a ser possível novas ligações afetivas.
Além destes sentimentos, podemos encontrar sentimentos desorganizadores e assustadores como o choque, a raiva, a hostilidade, a solidão, a agitação, a ansiedade, a fadiga. Sensações físicas como vazio no estômago e aperto no peito podem ocorrer ou não. Pensando a respeito da família, o luto pode provocar uma crise na mesma, pois exige a tarefa de renúncia, de excluir e incluir novos papéis na cena familiar. Contudo isso não segue uma regra fixa, como já fora colocado, pois algumas crenças sobre o luto podem afetar profundamente esse processo que é individual, pessoal e única.
Para cada enlutado, sua perda é a pior, a mais difícil. Só a própria pessoa que pode dimensionar sua dor e seus recursos para enfrentá-la. Assim, o tempo e ador do enlutado vai depender dos recursos que ele possui para enfrentar a perda e as necessidades que podem se apresentar.
Tanto para Freud como para Melanie Klein uma das formas da pessoa liberar-se do luto é tendo a prova da realidade. Dessa forma, “existe um período considerado necessário para a pessoa enlutada passar pela experiência da perda. Esse período não pode ser artificialmente prolongado ou reduzido, uma vez que o luto demanda tempo e energia para ser elaborado.” Mascará-lo ou fugir do luto pode causar ansiedade, confusão e depressão. “Costuma-se considerar que o primeiro ano é importantíssimo para que a pessoa enlutada possa passar, pela primeira vez, por experiências e datas significativas, sem a pessoa que morreu.” (Kaplan 1997)
Viver o luto não significa apenas passar por ele, mas crescer aprendendo a conviver com a dor da saudade (não dependência), renovando as energias, nos enriquecendo-nos com um propósito melhor para nós e para o mundo. “Alem de entender na mente vai entender no coração que a pessoa não está mais entre nós. E apesar de nunca ser esquecida, a vida pode e deve continuar a ser vivida.”
Alguns rituais ajudam na elaboração dessa perda como o ritual fúnebre de velar e enterrar. O uso de determinadas cores nas roupas para demonstrar os sentimentos de pêsames.
“A perda é para sempre, o luto não.”