terça-feira, 9 de setembro de 2008

Imagem Corporal


O que é a imagem corporal?
Segundo alguns autores é: "o desenho que formamos na nossa mente, do nosso próprio corpo; ou a forma como o vemos " (Shilder, 1980);
"é a representação interna da aparência externa" (Thompson, 1999);
"O esquema corporal ou imagem corporal, é a imagem tridimensional que todos têm de si mesmos.". (Schilder, idem)
Assim sendo, a imagem corporal é a representação mental que fazemos do nosso próprio corpo e a forma como acreditamos que os outros nos vêem. Também podemos dizer que a imagem corporal é o conceito que cada pessoa tem de seu corpo e suas partes.
A imagem corporal está em constante mudança, se transformando, aperfeiçoando, complementando, desde o nascimento até a morte. Essa constante mudança é resultante do processamento de estímulos que vem do meio em que vivemos e pelas situações que experimentamos. Ela também está intimamente ligada com o conhecimento que temos das partes do corpo e da relação dos movimentos e funções com as partes, além do reconhecimento do espaço que o corpo utiliza. Ela é transformada pelos valores que possuímos e estes são influenciados pela nossa educação, pela cultura que nos rodeia, pela sociedade, pelas pessoas queridas do nosso ciclo social, pelas experiências pessoais e individuais de cada um e principalmente pela auto-estima.
Pessoas insatisfeitas com sua imagem corporal, com distorções da imagem corporal correm sérios riscos de desenvolverem transtornos alimentares. E o contrário, segundo Bruch (1973) também é verdadeiro, “pacientes com transtornos alimentares freqüentemente apresentam dificuldades no nível da percepção.”

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Dia dos Pais


Próximo domingo, dia 10 de agosto é dia Dia dos pais. A primeira homenagem explícita a um pai de que o mundo tem notícias aconteceu na Babilônia, há cerca de 4 mil anos. Arqueólogos encontraram uma homenagem escrita em argila de um garoto chamado Elmusu para o seu pai. Mas a comemoração como é feita hoje surgiu de forma muito semelhante ao Dia das mães. Em 1910, a norte-americana Sonora Louise Smart Dodd enviou uma petição às autoridades de sua cidade, Spokane, no Estado de Washington, sugerindo uma homenagem a todos os pais, depois de ouvir um sermão em homenagem às mães. A inspiração de Sonora foi o próprio pai, Willian Smart, um veterano da Guerra Civil que acabou tendo que criar seis filhos sozinho, depois que sua mulher morreu no parto. Naquele ano, foi comemorado o primeiro dia dos pais dos Estados Unidos em 19 de junho, data do aniversário de Willian. E a idéia foi se espalhando ao longo dos anos. Em 1966, o presidente Lyndon Johnson decretou o terceiro domingo de junho como oficialmente o dia nacional dos Pais nos Estados Unidos. Essa é a data de comemoração em boa parte do mundo.
Outras países comemoram o dia dos pais baseados em tradições religiosas e/ou culturais. Portugal, Espanha e Itália, países com tradição católica, homenageiam os pais todo dia 19 de março, dia de São José. Na Alemanha, os pais são homenageados no dia da Ascensão, que acontece 40 dias depois da Páscoa e representam a ascensão de Cristo aos céus. Na Rússia, a comemoração é dia 23 de fevereiro, dia do “defensor da pátria”. Na Tailândia, os pais são homenageados em 5 de dezembro: dia do aniversário do atual rei tailandês Bhumibol Adulyadej, o Rama IX. Em Taiwan, o dia é 8 de agosto. Isso porque a pronúncia de oito em madarim é “ba”. Assim, 8 de agosto (08/08) se pronuncia “Ba Ba” que é o jeito chinês de falar papai.No Brasil, a comemoração surgiu em 1953 pelas mãos do publicitário Sylvio Bhering, que foi diretor-comercial do jornal O Globo e da Rádio Globo. Naquele ano, a homenagem foi feita em 14 de agosto (uma sexta-feira), dia de São Joaquim, considerado patriarca da família. Depois passou para todo segundo domingo de agosto. Apesar da escolha da proximidade do dia de São Joaquim, há gente que acredita que a escolha da data brasileira foi puramente comercial. Agosto era um mês fraco para os lojistas.É bom ressaltar que nem todos os países comemoram o Dia dos Pais com a voracidade comercial de alguns. Os países comemoram o Dia dos Pais:
Terceiro domingo de junho: África do Sul, Argentina, Bahamas, Bangaldesh, Bulgária, Canadá, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Cyprus, França, Grécia, Hong Kong, Índia, Irlanda, Jamaica, Japão, Malásia, México, Holanda, Panamá, Peru, Paraguai, Porto Rico, Singapura, Suíça, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos e Venezuela.
Primeiro domingo de setembro: Austrália e Nova Zelândia
19 de março (dia de São José): Itália, Portugal, Espanha, Bolívia, Honduras e Liechtenstein Dia da Ascensão (40 dias após a Páscoa): Alemanha
Segundo domingo de novembro: Suécia, Finlândia, Noruega e Dinamarca 23 de fevereiro: Rússia, Bielo Rússia e Ucrânia
5 de dezembro: Tailândia
8 de agosto: Taiwan

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tratamento para Depressão


“O que não me mata me fortalece”
(Nietzsche, no século 19)


Frase do grande filósofo alemão e durante muito tempo compartilhado por várias pessoas que acreditavam que o sofrimento psíquico, o abatimento físico e a melancolia que levavam alguns indivíduos ao fundo do poço eram capazes, por si só, de fazê-los também dar a volta por cima, como se a dor os tornasse mais resistentes. Ainda há a cultura popular que associa a depressão com um estado de humor, não considerando a uma doença, minimizando as conseqüências da depressão retardando a busca de ajuda profissional.
MENOS DE 25% DOS PACIENTES COM DEPRESSÃO TÊM ACESSO A TRATAMENTOS EFICAZES
Apesar de ser uma doença grave, é uma doença tratável, sendo que 70 a 90% dos pacientes com esse diagnóstico podem ser eficazmente tratados, voltando a uma vida normal. Esse número só não é maior porque ainda encontramos grandes mitos da depressão entre as pessoas leigas e médicos, como: 1. Depressão pode ser curada com força de vontade. Não é bem assim, uma vez que provoca alteração química cerebral. Isso independe da vontade do indivíduo. 2. Depressão não acomete crianças e jovens. Errado. Pesquisas americanas revelam que uma em cada 33 crianças e um em cada oito adolescentes experimentará um episódio depressivo. 3. Depressão é normal na velhice. Outro equívoco. Ocorrem muitas perdas na maturidade e elas podem vir acompanhadas de tristeza. Mas tristeza não quer dizer depressão.
A depressão, uma doença que compromete o físico, o humor e o pensamento, alterando como a pessoa vê o mundo e se vê, conseqüentemente alterará sua qualidade de vida, suas emoções, disposição, sono, emoções e sentimentos em relação a si próprio e em relação à vida. Assim sendo, por ser uma doença “do organismo como um todo” não se restringe exclusivamente ao tratamento medicamentoso. Vários tratamentos estão disponíveis, sendo basicamente três modalidades escolhidas individualmente baseadas na avaliação médica, considerando o padrão individual e gravidade de cada caso. Essas terapêuticas podem ser empregadas isoladamente ou associadas, tendo um melhor efeito. São elas: terapia medicamentosa, eletroconvulsoterapia e psicoterapia.
A psicoterapia isolada tem se mostrado eficiente em quadros de distimia ou depressões leves. Porém, em casos de depressão moderadas a graves deve-se recorrer à terapêutica medicamentosa associada.
70% DOS PACIENTES TRATADOS COM ANTIDEPRESSIVOS RESPONDEM AO TRATAMENTO; 30% TEM REMISSÃO TOTAL DA DOENÇA
A eletroconvulsoterapia deve ser considerada nos casos que outros tratamentos já empregados não resultarem em melhora do quadro de depressão grave. Vale lembrar que tanto o tratamento psicoterápico como medicamentoso não é imediato podendo levar de três a quatro semanas para começarem a sentir algum efeito, sendo que o efeito máximo é obtido após seis a doze semanas de tratamento e uso contínuo de medicamentos.

sábado, 26 de julho de 2008

Disturbios psicoemocionais associados

Concomitante a depressão encontramos alguns outros distúrbios psicoemocionais. Dentre eles, os mais comuns:

Quase todas as distimia irão ter fases de depressão mais fortes do que a Distimia habitual (Depressão Dupla).

Depressão bipolar ou psicose maníaco-depressiva. É também uma desordem primária, endógena e que se caracteriza por episódios depressivos alternados com fases de mania ou de humor normal, com estados de significativa mudança de humor do paciente (oscilações cíclicas do humor entre "altos" (mania) e "baixos" (depressão)). Quando em mania, torna-se falante, hiperativa, eufórica e/ou irritável, cheia de energia, grandiosa. Diminuição da necessidade do sono e otimismo excessivo. O indivíduo acredita ser capaz de realizar atos inimagináveis, relata ter várias habilidades, gasta dinheiro em excesso, entre outros. Já no episódio depressivo ocorre o processo contrário, podendo o paciente apresentar até mesmo ideação suicida. Quando deprimida, a pessoa pode ter um ou mais sintomas de depressão. A mania prejudica o raciocínio, a crítica (capacidade de julgamento) e o comportamento social, podendo ocasionar graves conseqüências e constrangimentos, pois a pessoa em fase mania se envolve facilmente em negócios mirabolantes e incertos ou em aventuras românticas e toma atitudes precipitadas e inadequadas. Se não tratada, a mania pode piorar, evoluindo para quadro psicótico (com delírios e/ou alucinações). Essa desordem afetiva estaria relacionada com um distúrbio da neurotransmissão central secundário a um déficit de neurotransmissores ou hipersensibilidade de seus receptores na fase depressiva e a um aumento destes neuro-hormônios ou da hipersensibilidade de seus receptores na fase maníaca. Corresponde a cerca de 10% de todas as depressões.

Depressão com sintomas psicóticos
Forma rara, porém grave, com delírios e alucinações

Ataques ou Síndrome do pânico.
Obsesseção, perfeccionismo.
TPM
Fibromialgia

quinta-feira, 17 de julho de 2008

CAUSAS da DEPRESSÃO


As causas da depressão podem ser inúmeras e podem ser multifatoriais. Acredita-se que a genética, alimentação, estresse, estilo de vida, drogas, e outros fatores estão relacionados com o surgimento da doença. A depressão pode ter origem em fatores endógenos (neuroquímicos, hormonais e genéticos), como em fatores exógenos (psicossociais), lembrando sempre que há uma esterita relação desses fatores, na qual um interfere e altera o outro.
A distimia geralmente aparece na infância, adolescência ou início da fase adulta e as causas podem ser relações familiares complicadas na infância, separação dos pais, orfandade, pais muito bravos, agressivos, distímico, famílias com maior incidência de depressão, pânico e Transtorno Obsessivo Compulsivo ou famílias com Transtornos de Personalidade, famílias com problemas de alcoolismo e/ou drogas. Ou ainda doenças incapacitantes e limitações físicas como cegueira, surdez, amputações, lesões de medula, dificuldades de locomoção e por reações duradouras de estresse pós-traumático.
A constituição psicológica também desempenha papel na vulnerabilidade à depressão. Pessoas com baixa auto-estima, que se vêem sistematicamente a si mesmas e ao mundo com pessimismo, ou que se deixam facilmente abater pelo estresse, são predispostas à depressão.
Uma pessoa mal humorada que não tem distimia, certamente pára de reclamar quando o motivo do mau humor é solucionado. Mas o mesmo não acontece com o distímico que continua achando problema em tudo.
Em algumas famílias, a depressão maior também parece ocorrer de geração em geração. Entretanto, pode igualmente manifestar-se em indivíduos que não possuem história familiar de depressão. Herdada ou não, a depressão maior está freqüentemente associada um possível desequilíbrio químico que envolve uma série de neurotransmissores em regiões do cérebro que comandam o humor, como o sistema límbico, o hipotálamo e o lobo frontal. Essa alteração bioquímica no cérebro é causada por um déficit no metabolismo, principalmente da serotonina, principal neurotransmissor, responsável pelo equilíbrio do humor e da sensação de bem-estar no indivíduo, mas também pode envolver a acetilcolina, dopamina, epinefrina e norepinefrina.
Essas alterações podem ser desencadeadas por agentes psicossociais como ocorrência de eventos negativos recentes como perdas significativas: morte de um ente querido ou perda do trabalho. Algumas doenças crônicas como: câncer, dores crônicas, doença coronariana, diabetes, Parkinson, derrame cerebral e outras. Dificuldade financeira, problemas no relacionamento afetivo/conjugal, estresse e falta de auto-estima. Alguns hormônios também podem ter um papel importante – ainda que isto não esteja muito claro. Ainda, atrofias em certas áreas do cérebro (particularmente no lobo pré-frontal) responsáveis pelo controle das emoções e produção de serotonina são responsáveis por distúrbios depressivos importantes. Além desses, vale lembrar como efeito colateral do uso de certos medicamentos continuos, como betabloqueadores, corticosteróides, anti-histamínicos, analgésicos e antiparkinsonianos podem causar depressão, bem como a retirada de qualquer medicação utilizada a longo prazo.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Tipos de depressão


Foi Hipócrates o primeiro a fazer relatos sobre ela. Ele criou a teoria dos 4 humores corporais (sangue, fleuma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra), no qual o equilíbrio ou desequilíbrio afeta a saúde. Segundo Hipocrates, Saturno levava o baço a secretar mais bílis negra, alterando o humor do indivíduo escurecendo seu humor, levando ao estado de melancolia. Foi no século XIX que Emil Kraeplin apresentou o conceito das depressões, semelhante à forma que elas são explicadas nos tempos atuais. Ao final do século XIX, a idéia de que os estados depressivos não tinham somente causa endógena foi fortalecida, surgiram diferentes terminologias, como por exemplo, depressão reativa, depressão neurótica, depressão de esgotamento, entre outras. Foi dentro deste panorama que se confirmou a hipótese de que a depressão tem causa multifatorial. A partir de 1993, a Organização Mundial de Saúde através da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), começou a adotar critérios fenomenológicos e descritivos para classificar as depressões.
A depressão não diagnosticada tem um impacto substancial na vida do indivíduo: traz sofrimento ao paciente, provoca grande tensão nas relações familiares, reduz a produtividade em relação ao trabalho. Isso sem falar nos altos custos gerados para os sistemas de saúde. E uma nova descoberta faz agravar ainda mais essa situação. “Todo episódio de depressão deixa rastros no cérebro. Quanto mais se espera por auxílio especializado, mais os neurônios vão sendo danificados. Um estudo realizado na Escandinávia relaciona a depressão não tratada ao desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Um paciente sem tratamento correto tem quatro vezes mais riscos de males como Alzheimer e Parkinson”, relata Thomas Schlaepfer, professor de psiquiatria da Universidade Johns Hopkins.
A depressão pode ser classificada em:
Primária (quando não tem uma causa detectável) ou
Secundária (atribuível a doenças físicas ou a medicamentos).
Genética, de acordo com o padrão de aparecimento em membros de uma mesma família (esporádica, espectral ou familial).
Unipolar (quando não há ocorrência de episódios de mania) ou bipolar (quando ocorrerem sintomas intercalados ou concomitantes de mania).
Leve ou grave, de acordo com a gravidade dos sintomas e o grau de comprometimento funcional.
Tipos de Depressão:Depressão reativa ou secundáriaSurge em resposta a um estresse identificável como perdas (reações de luto), doença física importante (tumores cerebrais, AVC, hipo ou hipertireoidismo, doença de Cushing, LES, etc.), ou uso de drogas (reserpina, clonidina, metildopa, propranolol, promazina, clorpormazina, acetazolamida, atropina, hioscina, haloperidol, corticosteróides, benzodiazepínicos, barbitúricos, anticoncepcionais, hormônios tireoidianos, etc). Corresponde a mais de 60% de todas as depressões.Depressão menor ou distimiaÉ uma desordem depressiva crônica, na qual os sintomas permanecem por períodos longos de tempo de forma leve, no qual o paciente consegue funcionar socialmente, mas sem experimentar prazer.Depressão maior ou unipolarÉ uma desordem depressiva primária, endógena, caracterizando-se por episódios depressivos no paciente predisposto à doença. Resultaria de tendência inata, determinada por fatores hereditários e bioquímicos que produziriam um distúrbio da neurotransmissão central, secundária a um déficit funcional de neurotransmissores (dopamina, noradrenalina e/ou serotonina) e/ou a uma alteração transitória de seus receptores ao nível do SNC. Durante o episódio, os sintomas depressivos são severos e intensos, causando prejuízo significativo nas atividades sociais, ocupacionais e de lazer do indivíduo, havendo alto risco de suicídio se não tratado. Corresponde a 25% de todas as depressões. A Depressão Maior pode ser manifestada apenas por um único episódio, ou ser recorrente.Depressão bipolar ou psicose maníaco-depressivaÉ também uma desordem primária, endógena e que se caracteriza por episódios depressivos alternados com fases de mania ou de humor normal, com estados de significativa mudança de humor do paciente (oscilações cíclicas do humor entre "altos" (mania) e "baixos" (depressão)). Quando deprimida, a pessoa pode ter alguns ou todos os sintomas de depressão. Quando em mania, torna-se falante, eufórica e/ou irritável, cheia de energia, grandiosa. A mania prejudica o raciocínio, a crítica (capacidade de julgamento) e o comportamento social, podendo ocasionar graves conseqüências e constrangimentos, pois a pessoa em fase mania se envolve facilmente em negócios mirabolantes e incertos ou em aventuras românticas e toma atitudes precipitadas e inadequadas. Se não tratada, a mania pode piorar, evoluindo para quadro psicótico (com delírios e/ou alucinações). Essa desordem afetiva estaria relacionada com um distúrbio da neurotransmissão central secundário a um déficit de neurotransmissores ou hipossensibilidade de seus receptores na fase depressiva e a um aumento destes neuro-hormônios ou da hipersensibilidade de seus receptores na fase maníaca. Corresponde a cerca de 10% de todas as depressões.Depressão pós-partoOcorre entre 2 semanas a 12 meses após o parto, com risco maior em mulheres com antecedentes de depressão. Considera-se que o parto seja um potente estressor, desencadeando depressão em mulheres com tendência à mesma. Este tipo de depressão pode dever-se a perturbações e alterações do foro emocional e/ou hormonal, uma vez que o corpo da mulher sofre demasiadas alterações com o nascimento de um bebê.
Tensão pré-menstrual (TPM)
Há depressão acentuada, irritabilidade e tensão antes da menstruaçãओ. Afeta entre 3% e 8% das mulheres em idade fértil.

sábado, 21 de junho de 2008

Sintomas da depressão


Os principais sintomas podem ser confundidos com tristeza, apatia, preguiça, irresponsabilidade e em casos crônicos como fraqueza ou falha de caráter. Mas só deve ser caracterizada como tal, quando presentes na maior parte do dia e perdurarem por no mínimo duas semanas. Falta de interesse pelas atividades que apreciava e não conseguir ficar parado. Contudo, seus movimentos são mais lentos que o habitual. Tem sentimentos inapropriados de desesperança, baixa auto-estima e desvalorização de si. A
Segundo o DSM-IV, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4ª edição.
Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
Anedônia: Interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
Sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
Dificuldade de concentração: habilidade freqüentemente diminuída para pensar e concentrar-se;Fadiga ou perda de energia;
Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
Problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
Idéias recorrentes de morte ou suicídio.
Depressão é um Transtorno Afetivo (ou do Humor). Também pode ser chamada de transtorno depressivo maior, caracterizada por uma alteração psíquica e orgânica global, com conseqüentes alterações constantes na maneira de valorizar a realidade e a vida. Devido ao afeto depressivo e negativo, as sensações físicas corriqueiras e habituais em qualquer pessoa são valorizadas pessimistamente nos deprimidos. Uma simples tontura, por exemplo, apesar de ser um acontecimento perfeitamente trivial na vida de qualquer pessoa, é percebida como algo mais sério pelo deprimido, como uma ameaça de desmaio ou coisa assim. Por causa do afeto depressivo as pessoas passam a observar exageradamente o funcionamento de seus organismos. Ora verificando o ritmo intestinal, ora prestando muita atenção às sensações vagas, aos formigamentos, às dores aqui e ali, às indisposições, palpitações e assim por diante.A depressão é o resultado de uma alteração da ação de neurotransmissores no cérebro, na comunicação entre as células cerebrais, os neurônios, causando um desequilíbrio químico-fisiológico. No caso da depressão, são importantes duas substâncias: a serotonina e a noradrenalina. Elas estão envolvidas em todos os processos responsáveis pelos sintomas da doença. Os sintomas da depressão interferem drasticamente com a qualidade de vida e estão associados a altos custos sociais: perda de dias no trabalho, atendimento médico, medicamentos e suicídio. Pelo menos 60% das pessoas que se suicidam apresentam sintomas característicos da doença. Embora possa começar em qualquer idade, a maioria dos casos tem seu início entre os 20 e os 40 anos. Tipicamente, os sintomas se desenvolvem no decorrer de dias ou semanas e, se não forem tratados, podem durar de seis meses a dois anos. Passado esse período, a maioria dos pacientes retorna à vida normal. No entanto, em 25% das vezes a doença se torna crônica.