segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sexo não é apenas sexo

Nessa época do ano o clima é de alegria e por vezes a euforia e ansiedade é tanta que ocorrerem exageros. Libera geral, principalmente na bebida e por consequinte no transito, no sexo etc. Divirtam-se, mas cuidado com o descontrole, você pode não gostar das consequências.

“...Sexo é esporte, sexo é escolha... Sexo é imaginação, fantasia...”

Sexo não é apenas sexo, mesmo quando é feito sem amor é muito mais do que vontade. E contrariando Rita Lee, sexo não vem dos outros e vai embora, vem de nós e mais que demora, é pra sempre.

A sexualidade humana adulta não é livre a priori. Ela é refém das nossas culturas, crenças e recalques.

Numa transa ninguém sai ileso. Cada experiência olfativa, táteis, gustativas, visuais e sensoriais marca uma inscrição única. Cada transa sustenta a construção psíquica que tenta dar conta desse movimento invasivo de penetrar e ser penetrado, dar e receber.

Mesmo nos tempos atuais de liberação sexual ainda encontramos algumas falências sexuais impeditivas ao gozo, ao prazer e a realização da completude.

Falo de mulheres e homens que encobrem e se envergonham da sua dificuldade orgástica como se fosse um pecado não tê-lo ou simplesmente falar sobre suas intimidades nuas e cruas.

Essa cobrança dos tempos do prazer não poupa nenhuma faixa etária: as crianças, (sim porque até os bebês já possuem sexualidade) para serem pop star vestem-se como adultos erotizados e dançam coreografias que simulam o prazer do ato sexual; jovens que se iniciam sexualmente cada vez mais cedo para sentirem-se valorizados e adultos que para serem atletas sexuais e manterem uma vida sexual ativa na terceira idade, iniciam uma maratona da vida saudável, importando-se mais em preservá-la do que sentir os momentos de prazer com maior qualidade.

Na época de Freud impedir o encontro com a sexualidade era o que levava às disfunções sexuais. Hoje é o excesso da sexualização veiculado pela mídia, proferido por qualquer boca, pela exigência, por hora, das mulheres que exigem o direito do orgasmo e sentem-se obrigadas ao chegar ao gozo, acaba colocando em “xeque” a virilidade. Virilidade esta, que pode ser comparada e propagada onde e quando bem entenderem, já que agora se apresenta desvinculada da ética velada pelo(a) companheiro(a) ou do profissional do sexo.

Mesmo com a mulher deixando para trás o lugar, somente de procriadora e objeto de prazer masculino, e de sabermos que existe ainda uma diferença entre o que homens e mulheres desejam consciente ou inconscientemente de uma relação sexual, encontramos muitas pessoas procrastinando o direito ao prazer para não serem desvelados.

Todos têm direito ao gozo e devem buscar ajuda profissional, seja de sexólogos, médicos ou psicólogos. As causas orgânicas, tanto para homens quanto para mulheres, são raras.

O ato sexual não se refere apenas ao sexo, vai muito mais além. A forma de se relacionar sexualmente esta intimamente associada à forma que o indivíduo se permite viver e se colocar no mundo. Ao quanto ele(a) consegue se entregar, se permitir estar indefeso e confiar no outro. Se mostrar. Não apenas o corpo nu, mas as suas fragilidades, seu Ego, seu Eu. O sexo esta vinculado aos complexos de cada um, as crendices sociais e mitos que durante a vida construíram para si, na maioria das vezes minando a auto-estima, privando-se do direito da troca em dar e receber, estabelecendo um ciclo vicioso difícil de ser quebrado.

Quase 30 % das mulheres possuem alguma dificuldade sexual, porém apenas 5% procuram ajuda. Quando falamos sobre as disfunções sexuais masculinas relacionadas à dificuldade na relação, esse número quase dobra, saltando para 47% dos homens com menos de 60 anos. Acima dessa idade, (sim idosos também podem ter vida sexual ativa) por um motivo ou outro 60% dos homens não demonstram interesse sexual. Mas como disse antes, sentir prazer e relacionar-se sexualmente é um direito de todos em todas as idades, considerando a maturidade sexual de cada faixa, sendo legítima a busca de ajuda profissional e em nada devem se envergonhar.

Viva o prazer! Viva o direito de dar e receber!

Viva o direito de se entregar e de confiar sem se arrepender!

Use camisinha SEMPRE!!!!!
Faça sempre sexo SEGURO!!!!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Preso no Passado

Bem apessoada, bonita, divertida, inteligente, solteira, livre e desimpedida e mesmo assim ninguém se aproxima? Ou quando se aproxima não se vincula, é passageiro?

Sem entrarmos em questões cientificas, porque poderíamos explicar esse fenômeno com as emoções que liberam hormônios e feromônios, atraindo ou repulsando pelo cheiro imperceptível exalado, mas justificando apenas pelo pensamento preso no passado.

Sempre fui apaixonada pelo chefe dessa máquina perfeita que é o nosso corpo humano, o cérebro. E a cada nova descoberta sobre ele (cérebro) fico mais e mais fascinada, reforçando a minha tese de quem manda é os nossos pensamentos. E eles, por vezes, parecem totalmente autônomos e contrariam nossa vontade consciente, atendendo em 1ª instância o inconsciente.

Assim sendo, inúmeras vezes queremos olhar para o futuro, viver o presente, mas estamos presos no passado com nossos pensamentos e emoções.

Enquanto ainda estivermos ligados as emoções de outrora, enquanto nossos pensamentos insistirem em correr ao passado tentando encontrar um antigo amor, a “fila” não anda, não há espaço para um novo amor.

Podemos acreditar que o outro que não “chega”, não se aproxima e que estamos abertos para um novo relacionamento. Contudo, caso nossa mente esteja fechada, parada em um tempo que não volta mais, ela não permite que nossos olhos vejam os “sinais” que outros interessados nos transmitem , deixando para trás oportunidades de vinculação, de empatia e de novas possibilidades amorosas. Tão pouco permite que mostremos disponibilidade. Muito pelo contrário, quando ainda estamos com pensamentos e o coração em antigos relacionamentos, emitimos sinais contrários a qualquer aproximação, mostrando que ainda não estamos prontos. São “sinais” inconscientes para quem os transmite e para quem os recebe, contudo existentes e lidos pelo nosso cérebro.

Assim, para dar espaço ao novo devemos fechar as portas do passado não só com a consciência, mas principalmente em pensamento e coração.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Mulher que dá demais fica sozinha

Você tem razão...fiz de propósito, não resisti! Usei a palavra com duplo sentido, mas ambos estão corretos.



Quem assistiu à peça “Os homens são de Marte é pra lá que eu vou” ou quem leu o livro “sexo”, não me recordo o autor (mas lógico, escrito por um homem que se intitula “ex-galinha”) logo saberá do que eu estou falando.


Mulheres que querem agradar demais e fazem de tudo para os “seus” homens, mesmo que tenham acabado de conhecê-los, acabam por afastá-los. Relacionamento é uma via de mão dupla. Quando um só se dá por demais, se dedica ao extremo enquanto o outro só de delicia, se aproveita, acabando por anular aquele que muito faz e sufocar aquele que muito recebe.


E quando alguém se anula, a relação não tem como se sustentar. Quem pode gostar de alguém que não existe? E quem sobrevive sem existir?


A relação acaba por se tornar pesada não só para aquele que tudo faz pelo outro, dada a sobrecarga, mas também para aquele que recebe porque pode se sentir devedor. Sem contar que, hora ou outra, aquele que se dedica em excesso acaba por sentir que não está sendo reconhecido, valorizado. Sente ingratidão daquele para o qual tudo fez.


Essa gama em querer agradar pode ser reflexo de baixa auto-estima, sentimento de pouca valia e carência afetiva. E quase ninguém quer ficar perto de pessoas com baixo astral.


Quando me referi ao outro sentindo de “dar” demais, não me referi à quantidade, mas ao tempo que demora para ceder ao outro. Muitos homens, para não generalizar falando todos os homens, confessam que a mulher que conheceram era “o número” deles, mas cedeu rápido demais e por isso eles perderam o interesse por algo além daquele encontro. A jovem mulher desse século pensa que isso é coisa do passado, que os tempos são outros, que ela hoje é dona do seu próprio corpo e pode desfrutá-lo como bem entender e desejar. Isso me lembra um amigo que certa vez me falou: “Mulher ama para ouvir que é amada e homem diz que ama para fazer amor” Quem engana quem, eu não sei, mas todos saem perdendo.


Penso que mesmo nos “tempos modernos” estamos sujeitos à força dos arquétipos os quais acabam por influenciar os homens. As mulheres sendo “fáceis” não favorecem ao exercício da conquista. Tal qual é um insulto ao instinto de negociador do comerciante egípcio quando o comprador aceita o preço sem regatear. Além disso, na mente masculina, quem cede fácil para um cederá para outro e isso denota também sentimento de pouca valia. O que é dado de graça geralmente é dado pouco valor. Se pensarmos que o que é valioso é raro e difícil de se conseguir, ser “facinha” vai contrário a isso, assim para nos darem valor deve-se ir devagar e ir ceder após cada conquista.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Banalização do Amor

Todos esperam encontrar “o amor da sua vida”. Todos querem amar e serem amados. Muitos pensam que amam. Mas o que é o amor?
Amor diferentemente da paixão, não é um sentimento avassalador. Talvez o ditado “amor a primeira vista” seja o grande vilão da história que leva principalmente as mulheres, logo nos primeiros encontros, a declararem aos seus parceiros seu amor. Mas que amor? Isso é paixão! Paixão que mexe com agente a primeira vista.

Paixão que é avassaladora. Às vezes é amizade disfarçada de paixão que também é confundida com desejo, com Tzão.

O “eu te amo” esta banalizado. Divirto-me aos escutar juras de amor de casais de recém-namorados, de pessoas que ainda estão se conhecendo. Em poucas semanas, as juras de amor são trocadas. Projetos de uma vida a dois são sonhados juntos e mal se conhecem. O “eu te amo” proferido forma a imagem de compromisso, de responsabilidade e na grande maioria das vezes ninguém está pronto para se comprometer sem antes conviver.

Encontros casuais de “baladas” e bares carregam a imagem de descontração e falta de compromisso, são apenas para curtir. Lugares assim servem para “ver e ser visto”. Contudo dificilmente um relacionamento iniciado nesses locais vai à frente, se sustenta durante muito tempo. O amor é algo que não chega pronto. Não surge de um dia para o outro. Ele é construído, formado na convivência do dia-a-dia, no companheirismo e complementaridade.

Assim mulherada que quer encontrar um grande amor, não adianta se produzirem ao máximo, ficarem lindas, maravilhosas e saírem somente para baladas e irem ficando com o maior número de homens que lá estão. Saiam dessa roleta russa. Concentrem-se no dia-a- dia. Fiquem exuberantes para visitar uma amiga, irem trabalhar ou

praticar seu hobby preferido, pois é na identificação, na afinidade de valores e de gostos que irá se construir seu grande amor.

Ah… não confunda construir seu grande amor com moldar o gatinho que você conheceu e sentiu o maior Tzão ao seu príncipe encantado. Ninguém muda ninguém.
Veja-o como ele realmente é e decida se vale à pena ou não.
Veja se os prós pesam mais que os contra, porque ambos andam sempre de mãos dadas, não se iluda.
Não se veja no outro. Não projete seus sonhos e complexos no outro. Veja-o como ele é.
Não queira que ele seja igual a você.
Ele é ele. E você é você!















segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Obesidade Mata

As condições de vida mudaram muito, em todos os sentidos, nos últimos séculos e apesar dos governos quererem atribuir a obesidade apenas ou caracterizar como principal culpada da obesidade a estrutura genética, afirmo que não é tão simples assim. A obesidade é considerada doença crônica com prognóstico de vida comprometido. O país te, colhido sucessos na redução de mortes por doenças crônicas( 17%), incluindo males cardiovasculares, respiratórios e cânceres. Em parte, essa vitória se deve a redução de fumantes que em 20 anos caiu de 35% pra 16% da população adulta. Exceção à regra temos a diabetes tipo 2, doença deveras associada à obesidade, a qual tivemos um aumento de 10% durante os últimos 10 anos. Se pesquisas mostram que emagrecer é relativamente fácil, manter que é o difícil, recuperando o peso ou até mais em até um ano de relaxamento do regime. A obesidade é multifatotrial, englobando herança genética, herança ambiental, causas endocrinológicas, fatores sócio-culturais e psicológico/emocional. Por isso, apenas tentar remediar com ações educativas que estimulem a atividade física não irá resolver o problema da obesidade. É possível sim “evitar o imperativo de uma predisposição biológica”. A própria terminologia reflete isso: PREdisposição e não IMposição.

Toda essa legítima preocupação com a obesidade, por vezes pode ser levada de forma exagerada por alguns pais, submetendo suas crianças as restrições alimentares prejudiciais. Apesar de ser um fenômeno raro, cada vez mais, mães estão colocando seus bebês de dieta e acabam suprimindo totalmente carboidratos ou outros nutrientes importantes para o equilíbrio hormonal e para o crescimento. Em geral, por observação dos médicos pediatras, “mães obcecadas com seu próprio peso, são as que “torturam” seus bebês na alimentação”. Mauro Fisberg, especialista em Nutrição Infantil, afirma que há dois tipos de pais que submetem seus bebês as dietas: pai obeso e/ou pai ortoréxio (mania de alimentação saudável), que vetam carne e doces em favor de produtos light e/ou naturais. Tais restrições inadequadas podem levar a deficiência de ferro(falta de carne), desequilíbrio hormonal (falta de gordura) e baixo crescimento, hipoglicemia e alterações no metabolismo(falta de carboidratos).

Assim sendo, apesar da crescente taxa de sobrepeso e obesidade inantil, isso não significa que o bebê deva ser colocado de dieta como se fosse um adulto. Deve-se sim limitar o volume, mas se ela come compulsivamente deve-se pesquisar o motivo e buscar ajuda profissional de pediatras, nutricionistas e psicólogos que trabalhem com obesidade. O indicado é uma dieta saudável e balanceada, na qual se pode comer de tudo na quantidade certa e preparo adequado.


Dados retirados da Folha de São Paulo e do site: http://www.abcdaobesidade.com.br/

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

As mulheres estão mais sozinhas?

Novamente este texto foi emprestado do http://www.manualdasencalhadas.com.br/ mesmo sendo de minha autoria. Agradeço a Thati pela oportunidade.

A impressão que temos é que hoje o número de mulheres solteiras, sozinhas e encalhada, as famosas “pra titias” são um número muito maior do que em outros tempos. Em rodas de amigas, nos consultórios, na maior parte dos lugares essa reclamação parece ser a tônica dos assuntos. E a queixa comum é a falta de compromisso masculino. Contudo, as pesquisas indicam exatamente o contrário: hoje o índice de nupcialidade (numero de casamentos divididos pelo numero de habitantes maiores de 15 anos de idade X mil) é maior do que há 50 anos atrás. Em apenas 10 anos houve um aumento de 7 pontos percentuais.
Casam-se mais, porém mais tarde. E também se arrependem mais em terem se casado. Apesar de comentarem que há mais felicidade que infelicidade no casamento, 30% das casadas se dizem arrependidas. E destas 32% têm filhos.
Como podemos analisar essa contradição? A pesquisa não faz referencia se desrespeito ao primeiro casamento, ao segundo ou terceiro. Ou seja, a facilidade do divorcio pode ter elevado a taxa de nupcialidade. Segundo, as inúmeras mudanças no comportamento feminino podem dar a falsa idéia de que hoje elas estão mais solteiras quando na verdade, hoje elas se sentem mais livres e seguras para expressar seus anseios, desejos e desilusões do que antes. Ainda, com movimento feminista, a descoberta e uso do anticoncepcional impulsionaram o avanço da mulher à esfera profissional, tirando-a do enclausuramento doméstico, do fazer braçal e silencioso para as escolas, universidades e níveis de doutorado, obtendo mais educação do que os homens em países desenvolvidos.
Toda essa mudança de atitude e de comportamento, como qualquer outro requer uma mudança de pensamento. E a mulher mudou muito e muito rápido. Muito mais rápido do que os homens mudaram.
Hoje há um número maior de domínio da vida pelas mulheres, tornando-as mais autônomas e exigentes para se satisfazer. E a isso podemos incluir os seus pares, pretendentes, namorados e maridos que por não terem acompanhado no mesmo ritmo tais mudanças, por vezes podem se sentirem perdidos na insegurança, sem reconhecerem seu lugar na vida feminina.
O que antes era claro e sabido hoje não mais o é. O homem sabia qual era a sua função, o seu papel na sociedade. Como deveria agir, o que era esperado dele etc. Cabia ao homem conquistar declaradamente uma mulher, defende-la e prover o mínimo necessário para constituição e manutenção de uma família.
Hoje o homem é conquistado e as mulheres são muito mais agressivas, explicitas e enfáticas nesse jogo de sedução. A fragilidade feminina deu lugar a mulheres destemidas que avançam de igual para igual em todas as áreas profissionais e políticas, deixando bem para trás o antigo papel social e econômico feminino, uma vez que elas já conseguem se manter e muitas vezes ser arrimo de família .
Ou seja, o jogo mudou e a maioria dos homens ainda não se adaptou a ele. Todas essas mudanças podem intimidá-los e inibi-los a exercerem seu antigo papel social, conquistar-nos Essa dificuldade em se adaptarem expõe homens mais inseguros e descompromissados com relacionamentos mais duradouros. Talvez os homens ainda gostem das mulheres à moda antiga as quais, ao protegê-las se sentem mais fortes e necessários.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Alerta da AIDS no Brasil

A incidência da AIDS voltou a crescer, porém está abaixo dos maiores picos ocorrido em 2001/02/03, confirmando que a nossa campanha é boa, porém agora deve ser adequada a outra faixa etária. O aumento da doença se deu principalmente entre os jovens de 13 e 24 anos de idade, apesar do aumento do uso do preservativo. Também foi maior entre os idosos, maiores de 60 anos. Contudo a transmissão mãe-bebê caiu. Ainda não se sabe o porquê desse aumento. Uma das hipóteses seria o aumento dos testes que identificam a AIDS. Contudo é certo que mais pesquisas devem ser feitas para identificar a causa desse aumento para melhor nortear as novas campanhas. O que nos tranqüiliza é que mesmo tendo esse aumento, segundo o governo, a doença está “estabilizada”.