terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vira, Vira, Vira, Virou…

Curiosidade… é o que acaba levando muito jovens, crianças recém ingressas na adolescência a darem o primeiro gole. Esse “batismo” no mundo do álcool tem ocorrido entre os 13 e 17 anos, em média aos 15 anos de idade. Assustadoramente, 37% dos entrevistados contam que beberam antes dos 13 anos de idade. E 28% dos jovens dizem terem experimentado bebidas alcoólicas em casa e 19% estavam com os pais quando o fizeram. Mesmo aqueles que não bebem em casa, 58% dizem que seus sabem que eles bebem. Mas se bebida alcoólicas são proibidas para menores de idade, como e o que levam esses jovens a beberem? Antes dessa nova lei e fiscalização (mais importante do que a própria lei), muitos estabelecimentos acabavam vendendo bebidas sem a apresentação de documentos. Ou o menor comprava através de algum maior de idade. Mas a razão que os leva a beber em 54% foi a curiosidade e 40% a diversão como maior incentivo. Alguns também relataram a pressão de amigos para beberem e se sentirem pertencentes ao grupo, sendo que 54% deles estavam com amigos no 1º gole. O principal prejuízo em ingerir álcool nessa faixa etária é que “o sistema nervoso está em desenvolvimento e o álcool pode inibir esse desenvolvimento”. Além do mal que possa fazer a si mesmo, ingerir álcool aumenta o comportamento de risco, inerente ao adolescente, ficando fortíssimo tendo como consequências o sexo sem preservativo (+ de 6%) e acidentes de carro envolvendo mortes por dirigir bêbado. Quase metade deles já dirigiu após beber ou pegaram carona com alguém que estava bêbado. Mesmo sabendo as implicações nocivas dessa atitude, 31% dos jovens dizem beberem até passarem mal.

Além desses males, que já seriam razões suficientes para um consumo consciente, o álcool regular associado ao fumo tem maior risco de câncer de boca, faringe, laringe e esôfago. Sendo que bebedores e fumantes associados têm 12 vezes mais chances de desenvolver um câncer, principalmente o de esôfago, do que alguém que só fuma ou só bebe. E nesta pesquisa estamos considerando apenas 1 lata de cerveja por dia e um cigarro/charuto ao dia.

Do consumo social ao alcoolismo pode ser “um pulo”. Nunca se sabe quando um evoluirá para o outro. Um a cada três bebedores abusivos vai se tornar um doente crônico, conforme classificação da OMS.

Depois de experimentar a primeira dose de álcool, 3 entre 5 se tornaram bebedores regulares. Um em cada cinco desses bebedores se tornará um abusador e por fim, 1 a cada 3 que abusam de álcool se tornará dependente.

Os limites entre o uso regular e o abusivo não são perceptíveis facilmente, principalmente porque existe no Brasil uma cultura conhecida internacionalmente como “fiesta Drinking”que é beber no fim de semana em quantidades excessivas e ficar embriagado. Muitas gente começa bebendo apenas nos fins de semana e depois passa a beber no meio da semana, passa do seu limite e começa a perder o “passo da realidade”, não consegue identificar seus sentimentos e vai desenvolvendo a dependência aos poucos. Sem se dar conta a pessoa cria estratégias e rituais para afirmar, para si e para os outros, que não perdeu o controle, que ela pode parar na hora que quiser. Ela muda hábitos e rotinas, por vezes até o circulo de amigos e o convívio com a família, excluindo coisas necessárias para incluir a bebida. Mas não é o que acontece. A dependência só é percebida quando se tenta parar e não consegue.

Porque é difícil sair da dependência sozinho?

Primeiramente por que beber é um hábito socialmente aceito. Segundo por que num primeiro momento o álcool aumenta a atividade da dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer. No cérebro a região que reconhece essa sensação é ativada pela dopamina, o que leva a repetição da ação. O Hipocampo, por sua vez guarda apenas as memórias boas relacionadas ao álcool, apagando os micos e demais coisas desagraveis que ocorrem. Marcando o beber com resultado de prazer (reforço positivo). Posteriormente, com o tempo o cérebro precisa de níveis mais altos de dopamina para funcionar, levando a pessoa a ingerir mais doses. E assim, o vício está instalado. Mesmo que a pessoa queira parar, sozinha, dificilmente ela conseguirá porque ocorrem as crises de abstinência, que variam de tremores, sudorese até insônia, náuseas e vômitos de 6 a 48 horas após o último gole. A abstinência pode se tornar perigosa quando a pessoa apresenta confusão mental, alucinações e até convulsões. São sintomas do delirium tremens e começa dentro de 48 a 96 horas após a última dose.

Dessa forma, todo tratamento deve ser acompanhado por profissionais especializados no assunto, algumas vezes fazendo uso de medicação para controle dos sintomas e até de internação.



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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Crescer

Crescer é o caminho de todos e nem por isso é natural, espontâneo e simples. São intrínsecos ao crescimento descobertas, decepções, ganhos e perdas. Várias teorias de desenvolvimento humano foram formuladas, em diferentes épocas, por diferentes pensadores. Contudo, todas convergem em um ponto: a influência e importância do ambiente externo.

Nascemos e vivenciamos, ainda que por um pequeno espaço de tempo, a majestade de ser um bebê, na qual reinamos em absoluto.


“Cada ser humano traz um potencial inato para amadurecer, para interagir” (Winnicott – 1979/1983).


Contudo, mesmo sendo inata não garante que ela vá ocorrer. Esse processo de amadurecimento, no qual a criança percorre desde que começa a deixar de ter dependência total, até tornar-se um ser autônomo e interdependente, é um processo que dependerá de condições biológicas e um ambiente facilitador, que no início, é representado pela mãe ou cuidadora que deve lhe fornecer cuidados suficientemente bons e posteriormente pelo espaço familiar e social (escola), com o qual interage.

É importante ressaltar que esses cuidados dependem da necessidade da criança. Tanto antecipar etapas, pula-las, como não estimular a criança podem ser prejudiciais ao desenvolvimento e ao amadurecimento da pessoa. E como cada um é um, não é um processo linear, idêntico para todos. Cada um responderá, de maneira semelhante, porém própria, apresentando a cada momento, condições, potencialidades, necessidades e dificuldades diferentes. As mudanças se dão gradualmente e vão se sucedendo e se superpondo. Ainda que ocorram avanços, retrocessos também fazem parte do desenvolvimento.

Assim, podemos pensar que, se amadurecer significa alcançar o desenvolvimento do que é potencialmente intrínseco e em geral ocorre por imitação e/ou reforço de atitudes.

Do nascer à idade adulta muitas mudanças, físicas, intelectuais, sociais e emocionais, ocorrem. Nesse primeiro momento, falaremos da 1º infância, fase que compreende do 0 aos 6 anos de idade. E esta fase ainda pode ser subdividida tamanha é a quantidade de aquisições e transformações que acontecerão como é esperado.

Do 6 meses aos 02 anos de idade.

Com o desenvolvimento biológico natural do organismo o desenvolvimento da motricidade através do controle, equilíbrio e ganho muscular ajudam na aquisição de novas conquistas rumo à autonomia. É nesse período que o bebê parte da onipotência, onipresença e inicia o descobrimento do mundo e diferenciação do EU e dos outros. O mundo deixa de ser apenas ele e ganha novos elementos a todo o momento. O mundo se amplia.

Em contrapartida, para que este desenvolvimento biológico seja a contento, há necessidade de que o ambiente externo possa dar possibilidades para que isso ocorra. Sem estimulo e necessidade, o bebê não irá se motivar ao movimento de buscar objetos, pegar, andar e a musculatura por sua vez não irá se desenvolver. Ou seja, é necessário que o adulto permita que o bebê se esforce para conseguir as coisas. É preciso que o bebê sinta-se curioso com novos objetos, que estes estejam perto de si, mas distantes o suficiente para que seja necessário algum movimento e esforço por parte do bebê para alcança-lo. Isso irá motiva-lo a pegar objetos, engatinhar e andar, e com isso melhorar sua coordenação motora e intelectualidade.

Impressionantemente, nesse estagio do desenvolvimento, a aquisição da aprendizagem se faz através dos sentidos, nessa primeira fase, principalmente através da boca. A boca é uma zona altamente erógena, sendo a parte do corpo que mais gera prazer à criança. É através da boca que a criança reconhecerá os objetos e o mundo, por isso tudo a criança quer levar à boca. Lógico, faz todo o sentido. O bebê vive num mundo instintivo, visceral, no qual se alimentar é primordial. E isso se dá pela boca. É pela boca que irá imitar, de início sem significado, os sons e balbucios familiares que ouve. Coordenando os movimentos da boca (linguagem) com motores (gestos), o bebê começa a interagir socialmente.

Nessa interação mostram-se os primeiros laços emocionais/afetivos que se iniciaram no reconhecimento da mãe (cuidadora), do pai e dos objetos transicionais (que substituem a mãe), e dos outros no mundo.

Primeiro o bebê reconhece que além e diferente dele existe outro ser, a mãe. Posteriormente ele descobre o pai que intervém e divide a mãe com ele. Essa ausência temporária e necessária da mãe, de início é sentida com angustia, que aos poucos e por vezes com a ajuda de objetos, como paninhos, ursinhos, chupetas e etc, ajudam nessa transição, sendo transferidos à eles, temporariamente toda a afetividade e confiabilidade.

Também é nessa fase, pela repetição das ações, das atividades, pela brincadeira de esconde-esconde, lhe é treinada a memória e devido à rotina diária consegue assim, antecipar acontecimentos. E próximo aos 02 anos de idade já consegue diferenciar o que é real e o que é faz de conta. Já consegue obedecer a um pedido, a uma ordem.

Já percebe se agrada ou não ao outro, já tem certa empatia, diferenciando, mesmo que ainda não o compreenda muito bem, as variações dos estados de humor. Desenvolve o sentimento de posse, sendo difícil partilhar suas coisas e por vezes fará “birra”, expressando seus desagrados.

Nessa fase que a criança começa a desenvolver e treinar a intencionalidade.



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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A quantas anda seu coração???

O coração humano é uma bomba!






Podemos usa-lo em metáforas, e aí ele pode ser uma bomba quando dizemos que estamos de “coração partido” ou algo doce e agradável ao nos sentirmos apaixonados. Em ambas situações, metaforicamente ou não, ele tem importância vital para o bom funcionamento do nosso organismo e em nosso bem-estar.



Todas as emoções parecem ser sentidas pelo coração, ainda que direcionadas pela razão já que é a razão que dá sentido ao amor perdido. Ela que traduz “o que os olhos vêem...” para o coração que sente.



Desde as culturas antigas, o coração já se encontrava associado as emoções. Talvez porque ainda não conheciam as funções do cérebro e o coração é um órgão que percebesse a váriação do funcionamento conforme as emoções. Assim sendo, não aja por impulso, pense, repense e analise seus sentimentos para bem cuidar do seu coração. Isso porque ele não é apenas um receptaculo de emoções, mas um múscilo oco, do suistema circulatório, que se localiza no meio do peito, sob op osso esterno, ligeiramente deslocado para esquerda, responsável por alimentar todo nosso organismo através do bombeamento do sangue, que circula pelo nosso corpo.



Num estado emocional passivo, o coração bombeia o sangue por todo o organismo em 45 segundos. Batendo cerca de 110 mil vezes por dia bombeando, aproximadamente, 5 litros de sangue careregado de nutrientes e oxigênio necessário às nossas células.



As emoções podem influir no estado do coração, mas o perigo maior vem dele mesmo. Ao não darmos atenção à esse órgão tão importante em nossas vidas, negligenciamos sua manutenção, provocando assim, o mau funcionamento do mesmo ou popularmente conhecido como Infarto.



Infarto agudo do miocárdio (IAM) ou enfarte agudo do miocárdio (EAM), é um processo de necrose (morte do tecido) de parte do músculo cardíaco por falta de aporte adequado de nutrientes e oxigênio, ocorrido pela obstrução das coronárias ou por espasmos das coronárias, na qual elas se contraem violentamente, produzindotambém o deficit parcial ou total de sangue ao músculo cardiáco. Esse tipo de espasmo também pode acontecer em vasos comprometidos pela aterosclerose. O coração sofre uma injúria irreversível e pode ir parando de funcionar, o que pode levar à morte súbita, morte tardia ou insuficiência cardíaca com conseqüências desde a completa recuperação até severas limitações da atividade física.

O infarto do miocárdio é a causa mais freqüente de morte nos Estados Unidos.



As anginas do peito podem evoluir para um infarto do miocárdio quando não tratadas. A angina de peito pode ser considerada uma dor amiga, uma manifestação desagradável, mas que avisa estar acontecendo algo de errado e grave com o coração, fazendo com que a pessoa atingida procure recurso médico antes que a doença se agrave.
Duração da dor - geralmente é de mais curta duração, se durar mais do que 15 minutos provavelmente se trata de infarto.
A dor surge com o esforço e passa com a parada, com o repouso.
As manifestações paralelas não costumam ser tão intensas como no infarto.
Os sintomas da angina de peito instável costumam surgir em repouso ao levantar pela manhã, e são de aparecimento súbito, com dores e desconforto moderado a severo, evoluem rapidamente para um estágio em que há um aumento no desconforto e na dor, tanto na intensidade como severidade.

Nos homens a dor pré-cordial é o sintoma mais freqüente, já nas mulheres o cansaço e fadiga extrema são os sintomas mais encontrados.
Nas mulheres é mais freqüente sentir náuseas, dores no epigástrio, ou nas costas, pescoço ou queixo.
Muitas vezes, sintomas outros que não a dor, são sentidos já há muito tempo antes do infarto ocorrer.
A dor geralmente irradia para o braço esquerdo, mas em 15% dos atingidos irradia para o braço direito.
Muitos sintomas de doença das coronárias são ignorados pelos pacientes e também pelos médicos. Existem infartos silenciosos, que são revelados ao eletrocardiograma ou outros exames por ocasião de exames rotineiros.




A principal causa do infarto é a aterosclerose, processo no qual placas de gordura se desenvolvem, ao longo dos anos, no interior das artérias coronárias, criando dificuldade à passagem do sangue.

Na maioria dos casos, o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas, levando a formação do trombo e interrupção do fluxo sanguíneo.

Nos diabéticos e nos idosos, o infarto pode ser “silencioso”, sem sintomas específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito que apresentado por esses pacientes.



Fatores de risco:


Tabagismo: O cigarro é o maior fator de risco para a morte cardíaca súbita.

Colesterol:O colesterol ruim (LDL), quando em excesso, deposita-se no interior das artérias, levando à aterosclerose.



Diabetes mellitus: A chance de ocorrência de infarto em diabéticos é 2 a 4 vezes maior.



Hipertensão arterial: Metade das pessoas que infartam é hipertensa.



Obesidade: Especialmente, a obesidade abdominal (acúmulo de gordura na região da cintura) aumenta a chance de um ataque cardíaco.



Estresse e Depressão: Além de fator de risco, quando não tratados, pioram a evolução dos pacientes após o infarto.

Cuidem bem do seu coração para, ainda viver, grandes emoções!





segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Saci Pererê X Halloween

Apesar de ser um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro, o dia do Saci foi criado em caráter nacional no ano de 2005 com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Halloween e a influência da cultura norte-americana no Brasil, valorizando a cultura nacional.

Ambas as comemorações, saci e as bruxas, exaltam as travessuras e são guardiões de mundos proibidos e/ou ocultos.

As bruxas cuidam do mundo dos espíritos e os sacis velam os segredos das florestas e os conhecimentos das ervas, chás e medicamentos feitos de plantas. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, de acordo com a mitologia, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras.

O mito do Saci-Pererê, provavelmente, surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial (possivelmente no final do século XVIII). Nesta época, era representado por um menino indígena de cor morena e com um rabo, que vivia aprontando travessuras na floresta.

Quando o mito do Saci chega ao norte do país, o personagem recebe influência da cultura africana e sofre transformações. Passa a ser representado por um jovem negro com apenas uma perna, pois perderá a outra numa disputa de capoeira. Também passa a apresentar-se com um gorro vermelho e um cachimbo, típico da cultura africana. E até os dias atuais é assim representado.

Muito divertido e brincalhão o saci passa o tempo todo aprontando travessuras nas matas e na casas. Assusta viajantes, esconde objetos domésticos, emite ruídos, assusta cavalos e bois no pasto etc. Apesar das brincadeiras, não pratica atitudes com o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal.

Diz o mito que ele se desloca dentro de redemoinhos de vento, e para capturá-lo é necessário jogar uma peneira sobre ele. Após o feito, deve-se tirar o gorro e prender o saci dentro de uma garrafa. Somente desta forma ele irá obedecer a seu “proprietário”.


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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Roncar é mais que irritante, é perigoso

O ronco é aceito, tradicionalmente, como uma fatalidade intratável, como sinônimo de bom sono, no qual em nada prejudica o roncador, apenas incomoda e irrita o parceiro ou parceira com quem se divide a cama. Ledo engano. Ele não é inócuo, mas um sinal alerta.



O ronco é definido como um som produzido pela obstrução parcial das vias aéreas superiores causado pelo relaxamento dos músculos da garganta, o que acaba por dificultar a passagem do ar durante a respiração. É este relaxamento dos músculos que acaba induzindo, também, abertura da boca do indivíduo.

O sono, além de provocar relaxamento muscular natural das paredes da faringe que tem diminuição do seu tônus induzido pelo repouso, altera a coordenação entre as contrações do diafragma e dos músculos da garganta. Normalmente, a inspiração inicia pelos músculos da asa do nariz e propaga-se pela faringe, laringe e parede torácica, até alcançar o diafragma. Suspeita-se que os roncadores sofram uma perda dessa coordenação herdada geneticamente.

Outra perda que ocorre com o decorrer da idade e que agrava a obstrução nasal, é a perda de elasticidade; ou uma obstrução nasal devida, a aumento do volume de secreções e produção de muco, a desvio de septo nasal, rinites, sinusites, pólipos nasais; fatores anatômicos como queixo pequeno, mordida estreita, céu da boca (palato) em formato de ogiva, amígdalas e adenóides aumentadas.

Além desses fatores, a obesidade pode dificultar ainda mais essa passagem do ar. O aumento do tecido adiposo no pescoço reduz o calibre da via aérea predispondo a obstrução durante o sono. Em suma tudo que estreite a passagem do ar e facilite o contato entre as paredes da garganta propiciará o ronco.

 
O ronco além de trazer insônia ao cônjuge e sérios problemas de relacionamento, traz risco à saúde e de vida. Quem ronca está esforçando sua musculatura respiratória para além de seus limites, e está sobrecarregando o coração de trabalho

"54% dos acidentes de transito e 24% dos acidentes domésticos ocorrem por sonolência causada por problemas do sono de forma aguda ou crônica."

Segundo o instituto do sono de São Paulo, a ausência de um sono saudável pode provocar sérios problemas de saúde como:

Falta de concentração;

Alteração da coordenação motora;

Aumento da pressão arterial;

Alteração do ritmo cardíaco;

Maiores chances de infarto do miocárdio;

Maiores chances de derrame cerebral e

Sonolência diurna excessiva.

Outros estudos mostraram risco aumentado do desenvolvimento de diabetes, mesmo sem a presença de apnéia do sono.

O Ronco leve (ressonar) e eventual como em determinadas situações (apenas após uso de bebidas alcoólicas ou tranquilizantes, por exemplo) não deve ser considerado um problema médico. Entretanto indivíduos que apresentam ronco alto e/ou frequente devem procurar a avaliação de um médico especialista em medicina do sono para avaliar a presença de Apnéia do Sono associada (principalmente se possuírem mais de 40 anos de idade ou outras doenças como obesidade, hipertensão, diabetes, doenca coronariana, etc).

O ronco ocorre em ambos os sexos e em qualquer idade, mas na medida em que envelhecemos, devido à flacidez dos tecidos moles da garganta, o ronco é mais comum entre os mais velhos.

"Pesquisas demonstram que cerca de 40% dos homens e 30% das mulheres são roncadores habituais"

Nas mulheres, a menopausa pode ocasionar o ronco por causa da perda ou diminuição dos hormônios femininos.

Aproximadamente, 20 milhões de pessoas roncam no Brasil, sendo que 6 milhões dessas pessoas apresentam sérios problemas respiratórios durante o sono. Por esses números, estima-se que 20 mil brasileiros morrem por ano devido a complicações cardiovasculares desencadeadas pelos distúrbios respiratórios do sono.

Você sabia que a perda de memória, dificuldade de raciocínio, obesidade, pescoço grosso, circunferência abdominal elevada, boca pequena, queixo para trás e amídalas grandes, além de dores de cabeça ao despertar, irritabilidade, queda do desejo sexual e disfunção erétil (impotência), podem também ser provocadas pela apnéia do sono?

Apnéia do sono é um estágio mais avançado do ronco. Ela é caracterizada por uma alteração da respiração que ocorre durante o sono e que provoca sucessivos episódios de obstrução, paradas respiratórias de curta duração (em geral entre 10 e 60 segundos) durante o sono. Os sintomas mais comuns para identificar a apnéia são: ronco, sufocamentos e engasgos durante o sono.

Não, nem todos que roncam têm apnéia, mas praticamente todos que tem apnéia, roncam.

O tratamento do ronco pode ser bastante simples. Para os casos iniciais, a mudança de posição pode ser suficiente. Dormir de barriga para cima, a posição que mais causa ronco. Elevar a cabeceira, com tacos sob os pés da cama soma-se ao efeito da posição. Evitar álcool e refeições lautas antes de dormir pode resolver o problema por algum tempo. Alguns medicamentos e aparelhos também ajudam no tratamento para evitar o ronco.

Ou seja, ronco tem solução...dá para parar de roncar!!!

Procure seu otorrinolaringologista e dê adeus ao ronco!



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sonho – Um Universo Simbólico


“Sonho que se sonha só é apenas um sonho. Sonho que se sonha junto é realidade” Jonh Lenon


Muito além da poesia e do desejo em possibilidade que se expressa como sonho, o sonho possui significados diversos dependendo de quem o conta.
Para a ciência, é uma experiência necessária e fisiológica de imaginação necessária para aliviar tensões durante o período de sono. Sabe-se que todos sonham. Até os bebês no útero sonham, só não se sabe com o que.

Em algumas culturas e religiões, o sonho tem poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência.

Freud em 1900 deu um caráter científico ao sonho, publicando o livro “A Interpretação dos Sonhos”, definindo o conteúdo dos sonhos como a realização de um desejo reprimido escondido por uma fachada, sendo o sentido latente descoberto através da interpretação dos símbolos.

Para Jung, os sonhos não são apenas revelações oprimidas, mas parte integrante de um Ser Total e não fracionado. De um Ser Integrado que busca constante equilíbrio das forças, psicológicas e mentais, inconsciente e consciente, que por meio da compensação tenta revelar ao consciente a força em desequilíbrio.

O Ser Humano não nasce pronto, ainda que em potencia seja Integrado e não misturado, Individuado e não egoísta. Nasce inconsciente da sua natureza, passando por processos de conscientização de quem é. Apesar de ser um processo individual, ele não está só. Na busca do equilíbrio ele conta com personagens arquetípicos que se apresentam nos sonhos. Ainda que para Jung, os sonhos sejam também uma linguagem simbólica, ele é transformador da energia psíquica inconsciente. Se o simbolismo é inconfessável para o próprio sujeito, ele sentirá solidão, tristeza e angustia. E quando não é expresso simbolicamente algo que está escondido no inconsciente aparece em forma de doença.

Assim, uma pessoa que não simboliza, adoece. A doença vem como último recurso de equilíbrio.
Um símbolo é um sinal investido de emoção, intermediário entre o consciente e o inconsciente.

E não se preocupem, TODOS sonham. Sabem-se através de estudos em laboratórios que os sonhos são um fenômeno ativo que se desencadeia em intervalos regulares e cíclicos durante o sono, como também para a vida de vigília. E os Neurofisiologistas concluíram que não sonhar é mais prejudicial que não dormir.

Para Jung, os significados dos sonhos são particulares e individuais cabendo apenas ao sonhador dar significado a elas. “O sonho é o teatro onde o sonhador é ao mesmo tempo o ator, a cena, o ponto, o regente, o autor, o publico e o crítico”.

Os sonhos são estudados em séries, sendo a analise de um único sonho de muito pouca importância. São estudadas através de associações, interpretações, imaginação ativa e a relação das imagens dos sonhos com a dinâmica interna.

Ainda os sonhos podem prever o futuro pelas suas interpretações, tendo “grande credibilidade em religiões judaico-cristãs, como consta no torá e na bíblia que Jacó, José e Daniel receberam de Deus a habilidade de interpretar os sonhos. No Novo Testamento, São José é avisado em sonho pelo anjo Gabriel de que sua esposa traz no ventre uma criança divina, e depois da visita dos Reis Magos um anjo em sonho o avisa para fugir para o Egito e quando seria seguro retornar à Israel.

E outras histórias na Irlanda co São Patrício, no Islamismo com Alah. E também René Descartes e Friedrich August Kekulé Von Stradonitz, tiveram em sonhos visões reveladoras. Kekulé, por exemplo sonhou com uma cobra mordendo a cauda e propôs a fórmula hexagonal do benzeno, materia prima basica para muitos compsotos orgânicos importantes.



E você, o quanto está dando de importância aos seus sonhos?


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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Príncipes ou sapos?

Príncipes encantados ainda existem? As mulheres ainda sonham em encontrar e casar com um?


O mundo mudou. A história real vigente pouco nos lembra os contos de fadas e as histórias românticas com finais felizes. Comportamentos e expectativas dos homens e, principalmente das mulheres, mudaram. Hoje muito mais independentes, almejam sucesso profissional e financeiro. Estudam mais, são mais competitivas e seguras. São donas de agendas sociais mais agitadas e se sentem mais seguras até para darem investidas no sexo oposto e mostrarem descaradamente suas intenções.

O que parece não ter mudado é a procura pelo “Príncipe encantado”. De certo que hoje as mulheres são mais exigentes, não basta apenas palavras bonitas e frases de efeito, querem mais ação. Não basta ser bem sucedido, alias, isso é o que menos importa. As mulheres querem companheirismo. Um homem que além de ver futebol e/ou corrida de F1, que as a acompanhem nas atividades do seu dia-a-dia. Que divida tarefas, que também saiba conversar sobre seu universo. Mais do que riqueza, beleza e corpos sarados, que são aspectos ainda valorizados mais por homens, mulheres se atraem por homens que as valorizem e reconheçam seu trabalho. E diferentemente do que Amélio e Gikovate, psicólogos homens, pensam que escutam, que “as mulheres quando encontram um homem bom e companheiro, o acham chato e enjoam e acabam preferindo os cafajestes”. Bom e companheiro, não é grudento, dependente e sem opinião. Elas não querem se tornar “o homem” da relação.

Mas nem tudo mudou. Ambos, homens e mulheres, ainda procuram pela sua “cara-metade”. “A mulher ainda espera que o homem tenha algo a mais do que ela, voltando de certa forma, à idéia de príncipe”.

Mas, como toda história de Príncipe Encantado, o cavalheirismo tem lugar cativo no coração feminino. Que mulher não se encanta e se derrete com aquele tipo que ainda manda flores, raríssimo hoje me dia, que abre a porta do carro e, sim, paga a conta do jantar. Aquele tipo que a faz se sentir única e especial. Como Amélio diz: “nenhuma mulher gosta de dividir a conta do motel” e nisso ele está certíssimo. Apesar dos avanços e conquistas femininas, toda mulher quer e gosta de ser cuidada e protegida. Essas ações gentis reforçam o arquétipo, formado e alimentado desde a era nômade, do homem protetor, parceiro ideal no universo feminino.

Muita coisa não é mais como antigamente. Novas invenções tecnológicas descobertas científicas, comportamentos transformados, mas a idéia romântica da junção de pares ainda persiste. E até por questão de preservação da espécie, talvez nunca saia de moda.

O que hoje tem mudado nas relações, além dos casamentos arranjados, é a busca do companheiro não pela complementação dos opostos, mas pela semelhança e afinidade. É a paixão avassaladora, mistura de tzão e medo, desejo e inconsciência, vem dando espaço ao amor. E o amor parece não ter mudado. Surge pela admiração pelo parceiro, somado a atração química, física e/ou espiritual. É o sentimento singelo que gera paz e permite que desarmado se mostre o melhor de cada um. É a presença do outro que traz a sensação de aconchego.

E se é como Amélio diz que pesquisas do IBGE apontam de que existem 3 milhões de homens a mais do que mulheres no Brasil, e eles não fazem exigências para sair uma vez, namorar, para transar. A única escolha em que o homem é tão exigente quanto a mulher é para casar. Mas essa exigência ele não revela.

Então mulherada, fiquem atentas porque “Sapos” tem muitos, “Príncipes” são poucos.




Fonte: Suplemento feminino set/2004 Profissionais consultados Ailton Amélio e Flávio Gikovate









domingo, 25 de setembro de 2011

Ouvir



Acredito que tudo tem uma razão de ser e estar. A premissa da existência é a utilidade, sem graduação de importância. Essa variação é uma concepção humana e não existencial. Algo que parece banal, ao analisado em outras perspectivas, em uma oitava maior, poderá crescer exponencialmente em importância sem desocupar lugar de outros e sem se sobressair.

Somos dotados de inúmeras capacidades perceptivas, analíticas e mentais, que livres da censura do ego, egoísmo e vaidade, nos possibilita todas as respostas desse plano terrestre, dentre as quais os nossos cinco sentidos.


A Vida a todo instante nos mostra o caminho a ser seguido. Nós, envoltos em casulos densos, na arrogância da nossa pseudo sabedoria negligenciamos os sinais insistentes, porém sutis que nos são colocados na nossa jornada diária.

Numa tentativa de partilhar a reflexão de um desses sinais, sabendo que apesar de universal, a trilha é individual, espero que possa ser, para alguns, também um sinal.

Bem, a meditação é sobre o ouvir. Da importância do ouvir. Filosoficamente há muito a se falar sobre o ouvir, mas lendo hoje um artigo do Dr. Drauzio Varella sobre a medicina de Hipocrates, na Folha de S. Paulo, no qual ele coloca a importância do ouvir, e não apenas escutar os pacientes, levando a eficiência do tratamento e qualidade do prognóstico, me fez lembrar que horas antes, o ouvir já havia sido pauta de uma longa conversa e que talvez merecesse minha maior atenção sobre esse assunto, pois poderia ser um sinal.

Geralmente escutamos, usamos apenas nosso aparelho auditivo. Ouvir é muito mais do que escutar. É se permitir entrar por inteiro e ausente de pessoalidades, deixar que as conexões neurais e mentais ocorram e se associem a outros conhecimentos já armazenados. Como ele coloca, é ter empatia com o outro, com o tema. E empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro sem qualquer aspecto pessoal e  assim compreende-lo.

Não só médicos deveriam fazê-lo. Mas, todo e qualquer profissional, seja ele da área da saúde ou não. Um arquiteto, engenheiro, costureiro, artista, cabeleireiro, cozinheiro etc não poderá entregar um bom trabalho se não ouve as necessidades, sonhos e desejos daquele que lhe procura.

Aliás, todas as pessoas deveriam fazer uso do ouvir já que uma Verdade cabe no particular e no geral. Ela é Universal. Assim também ocorre nas relações. Se não ouvimos o amigo, filho, cônjuge, chefe ou até mesmo um desconhecido, ignoramos sua aflições, medos, angustias e ambições e acabamos impondo nossas necessidades e precariamente sendo útil.

E se a premissa da existência é a utilidade, qual então será a razão da existência de cada um?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Da pra ser para sempre?

Dando seguimento as reflexões sobre relacionamentos:

Um dos objetivos mais almejados há tempos atrás era adquirir uma casa própria e entrar, cursar e terminar uma boa universidade. Posteriormente dentre os sonhos à realizar, também era ter um carro e ascender profissional e socialmente.

Hoje, além de segurança e saúde, um dos objetivos mais cobiçados é primeiro ter e depois manter um relacionamento amoroso duradouro e feliz.

Em tempos onde relacionar-se é “ficar”, onde as relações parecem descartáveis, superficiais e virtuais. Tempos, onde as exigências são maiores e a tolerância menor. Em tempos de independência financeira que favorecem ao individualismo, o objetivo que encontrar alguém com quem se relacionar de forma duradoura e feliz, parece quase impossível.

Em tempo algum se casou tanto. É verdade! Contudo, os números de separações só vêem aumentando. Estatísticas americanas, semelhantes a do Brasil, mostram que 50% dos 1º casamentos, em poucos anos terminam. Nos 2º casamentos isso se repete em 2/3 das uniões. Assim como, ¾ dos 3º casamentos também terminam.

Só podemos deduzir frente a esses dados apresentados, que apesar de serem livres para escolherem seus cônjuges, não são escolhas bem feitas. Mas por quê?

Inúmeros estudos sobre relacionamentos afetivos confirmam que ainda é possível ser para sempre. E ensinam como estreitar laços afetivos e formar vínculos.

Os 18 primeiros meses de relacionamento, ou no máximo 24 meses, é o período de paixão intensa. Não é Amor, apenas paixão. Paixão que cega. Período fértil para maciças projeções, na qual deixamos de ver o outro como ele é e vemos apenas quem queremos ver. Vemos quem idealizamos, sonhamos ser o salvador. Passado esse período ou após uma grande decepção, que só ocorre porque esperamos algo, criamos uma expectativa nada real, essa nevoa de paixão começa a se dissipar. Mas e aí, o que fazer ao descobrir que nos apaixonamos pela pessoa “errada”? Que quem está conosco é outra pessoa, não a que projetamos, idealizamos e sonhamos?

Nossos avôs e bisavôs também eram livres para escolherem seus pares, eles não faziam escolhas erradas? Não possuíam tantas coisas como hoje nós temos, nem tão pouco as facilidades e comodidades de hoje. Talvez por isso soubessem e submetiam-se a sacrifícios em nome da instituição familiar e ainda, aprendiam a serem felizes.

Será, então que existe mesmo “pessoa errada”? Como casamentos arranjados, existentes ainda hoje, nos quais, por vezes, os cônjuges nem se conhecem e conseguem afirmar que o amor cresce com o tempo e conseguem manter uma união amorosa e feliz, diferentemente dos casamentos escolhidos?

Dá para aprender a amar?

Dezenas de trabalhos científicos revelam como se aprende a amar. Porém, é fundamental para que uma relação dure e seja feliz, que ambos tenham vontade e determinação de permanecerem unidos, juntos, de persistirem apesar das dificuldades. Que se comprometam com a relação e que estejam dispostos, não a mudar o outro, mas mudar a si próprio para fazer dar certo.

Afinidades e intimidade não nascem prontas. São construídas no dia-a-dia, partilhando nossos medos, segredos e dúvidas.

Nos dias de hoje, com a responsabilidade de inúmeras contas a pagar, dos bens que queremos e precisamos ter, esquecemos de fitarmos a alma do nosso companheiro, daquele que dizemos amar. Olhamos para ele e não o vemos. Trocar olhares profundos, olhar olho no olho e ver além dos olhos, inconscientemente, dão as pessoas permissão de serem vistas como são, com toda sua fragilidade e baixam as defesas, se deixam vulneráveis e conseqüentemente, mais receptivas. Perceber a fragilidade do outro, desperta o ímpeto de oferecer proteção, favorecendo o acolhimento e o amor.

Ter boa comunicação também favorece a união. Dentro da comunicação, podemos acrescer o respeito, aceitando o outro como ele é, sem querer modificá-lo. Saber ouvir, compreendendo as necessidades do outro, que podem ser diferentes das suas e da sua expectativa. Saber falar, sem impor, sem agredir ou ofender.

Estar juntos. Vivenciar emoções. Executar tarefas juntos sem serem grudados, dependentes. Equilibrando o convívio e a privacidade. Dosando momentos próximos e momentos separados. Descobrir semelhanças, construir objetivos, gostos e interesses comuns.

Sempre terem tarefas novas a serem feitas juntos, segundo o psicólogo Greg Strong, da Universidade da Flórida, aproxima mais as pessoas. A novidade apura os sentidos. Portanto aprender coisas novas juntos, quando não há competição, é um jeito de fortalecer laços.

Manter o humor. Pesquisadores especializados em relações amorosas, já mostraram há 30 anos, que numa união feliz de longa duração os parceiros riam bastante.

Tocar e ser tocado pode despertar inúmeras sensações de carinho, como por exemplo, uma massagem nas costas. E a sexualidade pode reafirmar sentidos de proximidade.

E por fim, vários estudos confirmam, que de uma forma geral, as pessoas preferem conviver e criar laços com pessoas tolerantes, bondosas, educadas, sensíveis e atenciosas. Fazer uso do perdão representaria a máxima dessas qualidades anteriores tendendo a criar vínculo e cumplicidade entre o casal.

De forma geral, cabendo a cada qual o tempero, o toque pessoal, são estes os achados científicos de um relacionamento amoroso feliz e para sempre.

Simples, como todas as coisas boas e verdadeiras da vida, mas que nos exigem um grande trabalho interno.

Mãos à obra...Avante!



Fonte: Revista Mente e Cérebro Ano XVII Nº 205 por Robert Epstein






















quarta-feira, 24 de agosto de 2011

História da obesidade

Mais antiga do que podemos imaginar, a obesidade existe desde os primórdios do tempo. Antes, era desejada, porém rara e necessária para sobrevivência num mundo de grandes e inesperadas variações de temperaturas, lutas corporais e escassez de alimentos. Sim, estamos falando da pré-história. Desenhos rupestres comprovam a existência dela.

Nada é novo e vivemos em ciclos que se transformam e se alternam. A restrição alimentar também já era mencionada antes mesmo da Era Cristã. Dois mil anos antes de Cristo, no código de Hamurabi, encontram-se prescrições alimentares para cura de diversos males ou situações, por exemplo, gestação, pueripério e na menstruação. Hipocrates, na Grécia Antiga, já havia identificado a obesidade como uma condição doentia que poderia levar à morte.

Porém, na Idade Média e no Renascimento novamente a obesidade passa a ser valorizada, retratada na arte, nos teatros e nos retratos. Idealizada e desejada, agora como símbolo de saúde, prosperidade, poder, riqueza e status. Essa postura é mantida até a década de 50, quando a obesidade novamente perde força e deixa de ser idealizada. A Revolução Industrial contribui para esse feito, pois propicia o acesso à comida dado melhores condições para o consumo. A comida ainda mantém sinal de status, contudo, não mais pela quantidade, mas pela qualidade. Não a necessidade de comer grandes quantidades, mas as escolhas voltam-se para produtos industrializados com pouca qualidade nutricional e nenhum cuidado com a ingestão calórica.

Já na década de 60 a preocupação passa a ser com a busca do corpo perfeito e para alcançá-lo a busca frenética volta-se para academias e dietas extremas. A anorexia se prolifera.

Hoje, parece que estamos tendendo para o equilíbrio, tentando contrabalancear calorias, qualidade nutricional e sustentabilidade. Nem um corpo gordo, nem esquelético, apenas saudável.




Dados retirados do livro "Mudando sua história Obesidade Nunca Mais"
Se quiser saber mais sobre obesidade veja http://www.abcdaobesidade.com.br

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Toques Sutis

No coração tece o sentir,

Na cabeça brilha o pensar,

Nos membros vigora o querer,

Brilhocente.

Tecer vigorosamente,

Vigor brilhante,

Isto é o homem.

Poema de Rudolf Steiner.



Os Toques Sutis são as numerosas modalidades de trabalhos corporais desenvolvidos por Pethö Sándor a partir dos mesmos princípios da Calatonia. Da mesma forma como na Calatonia, os “Toques Sutis utilizam-se do alto potencial da sensibilidade cutânea, para proporcionar vivências multissensoriais, ou seja: os estímulos utilizados se fazem sentir tanto a nível físico quanto psíquico, atuando sobre a totalidade do organismo de modo reestruturador”. (Pethö Sándor)

Estes toques, ou seqüência de toques, são aplicados em diferentes partes do corpo onde se localizam articulações, determinadas áreas com extensa sensibilidade nervosa e/ou circulatória, áreas com acesso a processos ósseos, etc. Os critérios de escolha de tais "pontos de toque", ou estimulação, variam caso a caso, em função do histórico e evolução do processo psicoterápico.

Como outras técnicas corporais, essa técnica também se utiliza da canalização de energia do campo magnético do corpo direcionada ao corpo do paciente, que muitas vezes pode nem ser tocado.

Só por curiosidade: Jesus já utilizava a técnica de imposição de mãos para cura. Esse uso que motivou estudos e pesquisas que originaram outras técnicas corporais.

“O estado de harmonia e bem-estar equilibra o campo energético, acalmando o físico e tranqüilizando o mental, revigorando as energias”. (mestre em Reike Cervenka)

Através de uma regulação do tônus muscular e harmonização dos fluxos corporais, pode ser liberado o acumulo de energia, até então consumido num dinamismo corporal alterado e em bloqueios musculares. Esse potencial livre pode chegar ao inconsciente mobilizando conteúdos que, trazidos à consciência é rico material psicoterapêutico.

Toques Sutis é uma prática de relaxamento utilizada em psicoterapia e outras abordagens que ajudam a Integração psicofísica do ser. Dentro da abordagem Junguiana, o corpo é parte inalienável do processo de "vir a ser um todo", que é a Individuação. O uso do Toque sutis na psicoterapia tem como objetivo a expansão da consciência de si mesmo e o corpo é a expressão do interno.

Tanto a Calatonia quanto o tique sutil, através das reações ao nível fisiológico e/ou motor, como sensações ou movimentos mais ou menos sutis por todo o corpo, dá acesso a conteúdos internos do paciente e podem ocorrer alterações do estado de consciência semelhantes aos promovidos pela meditação, com eventuais recordações, vivencias e imagens. Essas imagens têm função semelhante aos sonhos e podem ser elaboradas depois, em psicoterapia verbal.

O Toque sutil mobiliza conteúdos que têm uma premência psicológica de se manifestarem, da mesma forma como ocorre com sonhos. São conteúdos que estão "maduros" para aflorarem à consciência e que têm total pertinência ao processo psicodinâmico que o paciente está vivendo. Ou seja, não impõem nada e respeita o tempo de cada um. É apenas mais um recurso a contribuir com a saúde mental, psicológica e física dos pacientes.




Referencia: livro Toques Sutis de Suzana Delmanto ed. Summus

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Calatonia

A consciência é, sobretudo produto da percepção e orientação no mundo externo, que provavelmente se localiza no cérebro, sendo que a sua origem seria ectodérmica. No tempo dos nossos ancestrais essa mesma consciência derivaria de um relacionamento sensorial da pele com o mundo exterior.” (Jung, Fundamentos de Psicologia Analítica)


Calatonia ou também conhecida como a Massagem Brasileira dos Pés e de um conjunto de outros toques suaves aplicados pelo corpo.

A palavra Calatonia vem do grego “khalaó” que tem vários significados entre os quais “relaxamento”, “alimentação”, “perdoar os pais”, “desatar os nós”, “deixar ir” ou até “remover os véus”. Essas metáforas definem as qualidades básicas do toque subtil, entre elas a capacidade de restabelecer no indivíduo a “auto-regulação psicofísica”.

A Calatonia é uma técnica de relaxamento profundo que leva à regulação do tônus, promovendo o reequilíbrio físico e psíquico do paciente. Essencialmente falando a Calatonia baseia sua atuação na “sensibilidade táctil”, através da aplicação de estímulos suaves, em áreas do corpo onde se verifica especial concentração de receptores nervosos.

Foi Sandor, nascido em 28 de abril de 1916, húngaro, apreciador das artes, em especial pela música. Médico ginecologista e obstetra quem criou essa técnica de cura após as traumáticas experiências com feridos de guerra no campo de refugiados da Alemanha, incluindo-se a esses seus pais.

No campo de refugiados, Sándor iniciou suas observações sobre os procedimentos que dariam origem à Calatonia. Ao atender como obstetra nas enfermarias femininas deparou-se com numerosos casos de problemas circulatórios. Sem os recursos convencionais, devido à escassez da guerra, passou a 'experimentar' toques e manipulações suaves nas extremidades do corpo de suas pacientes, visando o alívio dos sintomas e dores. E assim iniciou a observação dos "efeitos terapêuticos do toque suave".

Foi a partir dessas experiências que Sándor iniciou a "fundamentação multilateral" (sic) de seu trabalho, posteriormente ampliada no Brasil:
"...onde houve a possibilidade de estudar as pesquisas mais recentes sobre a formação reticular, as representações vegetativas na córtex e sobre proprioceptivos periféricos. Ao mesmo tempo acumulou-se bastante material de ordem psicológica, reforçado aqui no Brasil, por aqueles colegas que adotaram o método, particularmente na Psicologia."

Chegou ao Brasil em 14 de junho de 1949. Não pôde, porém, atuar como médico por causa da documentação necessária à validação de seu diploma. Nos anos 70, passou a ensinar as técnicas de trabalho corporal no meio acadêmico, no curso "Integração Fisiopsíquica" da Faculdade de Psicologia, na PUC-SP. No início dos anos 80, Sándor iniciou o Curso de Especialização no Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo, que conduziu até 1992, ano de seu falecimento.

A quem se destina a Calatonia:
Em princípio, qualquer pessoa poderá se beneficiar da Calatonia para obtenção de um relaxamento profundo.
Porém tal trabalho deverá ser sempre acompanhado por um profissional habilitado, capaz de avaliar e elaborar com o paciente, suas reações à técnica, bem como as possíveis contra-indicações à aplicação do método. Em São Paulo, Brasil já dispomos de relatos de profissionais de diferentes áreas sobre a utilização da Calatonia como recurso auxiliar na Psicologia, Medicina, Educação, Reabilitação Física, Fonoaudiologia, etc.
Embora a utilização da Calatonia não vise resultados específicos (uma vez que a reorganização psicofisica é global, e cada organismo reage à sua própria maneira individual e única) esta técnica atua sobre uma variada gama de queixas diante das quais se tem observado resultados bastante positivos. Por exemplo: tensão muscular, estresse, enxaquecas, asma, obesidade, alergias, distúrbios glandulares, dores, distúrbios de ordem psicossomática, etc.


Realizo, em meu consultório, atendimento psicoterapico com Calatonia. Contato: 55791050/ 55721331
Formada em Cinesiologia pelo Sedes Sapientiae em 2007

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sábado, 16 de julho de 2011

É verdade

Pode parecer brincadeira, mas é verdade, desde 1999 é comemorado o dia do Homem. Criada pelo Dr. Jerome Teelucksingh em Trindade Tobago, apoiada pela ONU e vários grupos de defesa dos direitos masculinos da América do Norte, Europa, África e Ásia.

Nessa data não se homenageia algum herói ou mártir. Essa data apesar de promover a igualdade dos generos, como Ingeborg Breines, diretora da Secretaria de Mulheres e Cultura de Paz da UNESCO colocou, os principais objetivos do Dia Internacional do Homem chamar a atenção para o cuidado e melhora da saúde dos homens (especialmente dos mais jovens), melhorar a relação entre gêneros e destacar papéis positivos de homens, celebrar suas conquistas e contribuições na comunidade, na famílias e no casamento, e na criação dos filhos, contribuindo para acabar o sexismo(conjunto de ações e ideias que privilegiam entes de determinado gênero).

Bem diferente das mulheres, os homens tendem a ser resistentes na realização de exames de rotinas ou idas ao médico e deixam de cuidar da própria saúde. Em geral, quando o homem sente que alguma coisa está errada, ao invés de procurar um especialista ele conversa com amigos, depois com a esposa e por último vai ao médico, explica Dr. Chade. Essas atitudes podem atrasar o diagnóstico, prejudicando possível tratamento.

Segundo Dr. Daher Chade, urologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo da Faculdade de Medicina da USP e do Hospital Sírio Libanês, os principais problemas de saúde estão relacionados com cálculos renais, disfunções urinárias, distúrbios sexuais e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

No Brasil não se sabe bem o por quê 15 de julho é o dia nacional do homem, mas desde julho de 1993 a Pensão Jundiaí (formada por um grupo de amigos que se reúne mensalmente na terceira terça-feira de cada mês para jantar) comemora o “Dia Internacional do Homem”. Uma comissão seleciona homens que se destacaram em suas mais diversas profissões. Julho foi o mês escolhido, pois foi quando o homem chegou à Lua. Os homenageados recebem o Troféu Moringa, símbolo da Pensão Jundiaí, e são saudados por outros homens Pensionistas.
Em 2009, os seguintes objetivos foram ratificados como base para todas as observações Men's International Day:

Promover modelos masculinos positivos, não apenas estrelas de cinema e esportes, mas os homens de todos os dias, os homens de classe que tem uma vida decente e honesta.
 Para comemorar as contribuições positivas para a sociedade, comunidade, família, casamento, guarda de crianças, e para o ambiente.
 Para se concentrar sobre a saúde do homem e o bem-estar, social, emocional, físico e espiritual.
 Para destacar a discriminação contra os homens, nas áreas de serviços sociais, atitudes e expectativas sociais e de direito.
 Para melhorar as relações de gênero e promover a igualdade de gênero.


Este ano, o dia foi marcado por uma campanha de conscientização da Sociedade Brasileira de Urologia, Seccional São Paulo (SBU-SP) e da Bayer Schering Pharma, que se uniram para elaborar um material educativo especial sobre os principais aspectos da saúde masculina, como também aconteceu um mutirão de saúde do homem e vários exames puderam ser realizados.

Oficialmente a data é celebrada em Trinidad e Tobago, Jamaica, Austrália, Índia, Itália, Estados Unidos, Nova Zelândia, Brasil, Moldávia, Haiti, São Cristóvão e Nevis, Portugal, Singapura, Malta, África do Sul, Gana, Botswana, Angola, Zimbabwe, Croácia, Uganda , Chile, Hungria, Irlanda, Peru, Canadá, China, Vietnã, Paquistão, Dinamarca, Suécia, Noruega, Guiana, Holanda, Bélgica, Geórgia, Argentina, México, Alemanha, Áustria, Finlândia, Espanha, França e Reino Unido.

Colaboração do Professor Ruzel Costa, leciona na Escola Ênio dos Santos Pinheiro, Colégio Objetivo e Faculdade Faro em Porto Velho - Rondônia.




quarta-feira, 13 de julho de 2011

Obesidade Cirúrgica

Faço uso de informações citadas pelo Dr. Drauzio Varella ao jornal Folha de S.Paulo, no dia 26 de setembro de 2009 para abordar um tema ainda polemico, apesar do tempo que se passou.


Ele nos fala da popularização das cirurgias bariátricas como tratamento da obesidade grave, na qual o volume do estomago é reduzido radicalmente, em geral ficando com apenas 4 ou 5 cm, e conforme a técnica, o comprimento do intestino também é reduzido.

Apesar de encontrarmos muitos médicos que hoje em dia já realizam essa cirurgia, é uma intervenção de alta complexidade, que por vezes o paciente requer UTI [pós-cirurgia, principalmente os que sofrem de hipertensão e os super obesos (IMC acima de 45).

Segundo Dr. Drauzio os pacientes trocam uma doença difícil de tratar e cheia de complicações (a obesidade) por outra de curso mais benigno: a desnutrição crônica. Para mim, muito bem administrada com escolhas certas e nutritivas na alimentação e um pouco de suplementação vitamínica. O que, em geral ocorre é que a maioria esmagadora, mesmo tendo e sabendo da suplementação e das escolhas a serem feitas, não o fazem. Ou seja, qualquer tratamento de doença crônica, no qual não se segue corretamente as orientações, que não ocorrem mudança de comportamento, que só e tão somente só, ocorrerão com a mudança de pensamento, não obterá o resultado almejado e terá conseqüências desfavoráveis à sua própria saúde.

Mesmo que assim o seja, os resultados e benefícios do tratamento cirúrgico foram bem documentados em pelo menos dois estudos que nos mostram que, ainda vale à pena operar.

Um estudo sueco comparou 2.010 pacientes portadores de obesidade grave submetidos à cirurgia com 2.037 outros obesos tratados clinicamente durante 15 anos de acompanhamento, mostrando que a mortalidade do grupo operado foi 24% mais baixa.

Outro estudo conduzido nos Estados Unidos, no qual foram estudados 7.925 obesos operados comparáveis a outro grupo do mesmo tamanho, tratado clinicamente durante sete anos. A operação havia diminuído em 40% o risco de morte. A mortalidade por diabetes havia caído em 92%, por ataque cardíaco em 59% e por câncer em 60%. Inesperadamente, as mortes por acidentes e suicídios aumentaram em 58% entre os operados. Ainda assim, o balanço geral foi favorável ã cirurgia. Esse aumento não está esclarecido em quais circunstâncias ocorreram, mas um bom preparo pré-cirurgico e um acompanhamento pós-cirurgico multidisciplinar, principalmente psicológico diminuiria, quase a zero essa porcentagem de acidentes e suicídios em operados.

Outra grande vantagem para os cofres, públicos e privados, é que o tratamento clínico da obesidade sai 6 vezes mais caro do que o cirúrgico, uma vez que a perda de peso induzida pela cirúrgica pode curar o diabetes, facilitar o controle da hipertensão e do colesterol e simplificar correções de problemas ortopédicos, além da melhora de qualidade de vida.

Outro estudo, este, o primeiro multicêntrico que avalia as complicações imediatas da cirurgia em obesos portadores de cormobidades foi realizada em 13 hospitais americanos que recrutaram 4.776 portadores de obesidade grave, com a finalidade de documentar as complicações das 3 principais técnicas de cirurgia bariátrica, ocorridas no decorrer dos 30 primeiros dias do período pós-operatório. Os números foram semelhantes aos encontrados em outras cirurgias do aparelho digestivo. Os fatores encontrados de maior risco de complicações imediatas foram IMC acima de 53, história pregressa de apnéia do sono, incapacidade de andar 60 mts, trombose venosa ou embolia.

Agora pergunto: precisa esperar chegar a tudo isso para você resolver operar e se livrar da obesidade?

Desde 1991 existe um consenso internacional sobre indicações da cirurgia bariátrica: IMC maior ou igual a 40 ou maior de 35 com comorbidades (hipertensão e/ou diabetes difíceis de compensar, limitações ortopédicas, apneia do sono e outras); fracasso no tratamento clínico após 2 anos; obesidade grave instalada há mais de 5 anos.

Se você se enquadra nessa situação pense na possibilidade de tratar a obesidade cirurgicamente.


Para saber mais sobre obesidade visite o site: http://www.abcdaobesidade.com.br

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